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Na escuridão, não enxergamos e nos confundimos

Na escuridão, não enxergamos e nos confundimos

Precisamos da luz para nos reconhecermos na escuridão. Com a luz, ganhamos identidade, individualidade, mostramos a nossa cara. Temos que evitar a sombra da ignorância.

Me recordo sempre da canção muito antiga de Sergio Endrigo, “Pesci Rossi”. A canção começa assim: “come faranno i pesci rossi in fondo al mare a riconoscersi tra loro tutti  neri nell’oscurità”.A canção explica que na escuridão todos os peixes são pretos. Sendo assim, como é que os peixes vermelhos vão se reconhecer, como se destacarão dos outros peixes na escuridão do fundo do mar.

Desvendando alguns mitos sobre a felicidade

Desvendando alguns mitos sobre a felicidade

Percebemos muitos mitos sobre a felicidade. Todos nós queremos ser um pouco mais felizes, e sabemos o quanto erramos quando mexemos os pauzinhos. Fazemos isso mudando alguma coisa na vida ou perseguindo alguma coisa que queremos muito.

Mas há muitos mitos sobre a felicidade.

Muitos deles já abordamos em postagens anteriores.

A discussão antiga sobre o materialismo e a felicidade

A discussão antiga sobre o materialismo e a felicidade

Dinheiro traz felicidade?

Devo comprar um bem ou investir numa viagem de férias?

É uma luta diária se se proteger um pouco de tanto apelo materialista.

O novo modelo do celular, o carro novo, a roupa de marca, a aparência, a imagem, enfim, vem de todos os lados.

Devemos entender que a escalada do materialismo é fonte segura de realização apenas para as grandes corporações, e não para nós, simples indivíduos.

Esses poderosos arrumaram até um mecanismo para não termos que nos deslocar para o shopping center para comprar as últimas novidades, podemos fazer isso pela internet.

Leo Babauta do ZenHabits passa algumas recomendações para se livrar do materialismo.

Uma vida mecânica.

O que acontece quando os problemas desaparecem?

Podemos agora usufruir da vida, saborear tudo de bom que nos aparece?

Muitas vezes, quando os problemas deixam de nos atormentar, ficamos prostrados, desmotivados, uma vida mecânica, sem sentido. O que está acontecendo? Fomos esgotados pelos problemas, a nossa energia foi toda gasta?

Na verdade, acontece que passamos muito tempo no piloto automático, vivendo uma vida sem sentido, correndo atrás do prejuízo, e quando a tempestade passa, fica difícil encontrar o caminho.

Temos que procurar sentido na vida, abandonar o círculo vicioso do acordar, vegetar e dormir.

Distraído com tantas besteiras.

Impressionante como nos distraímos com tantas besteiras. Gostamos de correr e aproveitar a energia toda para tocar os nossos projetos, mas depois de tudo, queremos paz, serenidade, queremos estar em contato com o nosso eu interno, e isso é especialmente difícil.

A ciência explica que essa capacidade não está no nosso DNA. Pois aquele que se descuidava da fera porque estava meditando, não sobreviveu para passar adiante os seus genes. Portanto, os nossos genes estão carregados da habilidade de estar alerta a qualquer movimento no arbusto, qualquer cara feia do vizinho e movimento brusco no trânsito.

A vida não é um supermercado.

Acho que a vida se parece menos com um supermercado e mais como uma longa peregrinação.

Mas acontece que nos pegamos distraídos, fazendo de conta que estamos vivendo um supermercado. Carregamos tanto o nosso carrinho com tanta coisa supérflua e desnecessária. Uma carga inútil para o nosso bolso e para a nossa saúde.

Vamos às compras às vezes sem necessidade e pegamos muita coisa que nem precisamos e de repente nem vamos usar.

Se empenhe em ser uma pessoa melhor.

Temos o péssimo costume de nos preocuparmos mais em julgar e corrigir os outros, do que refletir sobre as coisas que podemos melhorar em nós mesmos.

Sempre que você estiver em vias de corrigir uma pessoa, se concentre na sua vida, se concentre em algo que você quer se aprimorar, exercite uma coisa de cada vez.

Como já comentei uma vez, a vida é muito curta para ficarmos desperdiçando, tentando viver a vida dos outros.

A outra face dessa mesma moeda, é ficar moldando a sua vida à vontade dos outros, guiada pela opinião dos outros.

Fazemos isso quando vamos a lugares que não gostamos porque os outros estão indo. Comemos o que não gostamos porque é fino e está na moda – sem contar que pagamos caro por isso.

Nos vestimos desconfortavelmente, gastamos o que não temos por uma roupa da moda – e sequer ficamos mais elegantes.

Isso é uma bola de neve.

É um ciclo vicioso – é a velha esteira hedônica – inconsciente.

É fácil notar quando você e os seus amigos estão todos rodando no piloto automático.

Observe um encontro casual, onde se fala de tudo, se coloca a conversa em dia, e contam as novidades.

Observe se os assuntos são: fofocas de terceiros – falar mal dos outros – coisas materiais que compramos, alguém comprou ou pretendemos comprar.

Quando isso acontece, é sinal que ninguém está vivendo a vida de verdade. Ninguém tem nada pra contar de profundo, existencial, bonito, verdadeiro – é tudo um verniz social.

Isso tem remédio.

 O brilhante Leo Babauta, no seu blog Zen Habits, publicou um resuminho das suas recomendações – Manual para a vida. Escolhi algumas (de 52 recomendações) que têm a ver com o que falamos hoje.

6- Encontre alguma coisa que você ama fazer. Faça.

16-Qual a vida que você deseja? O que você gostaria de fazer todos os dias?

24-Desenvolva relacionamentos íntimos – não tenha apenas relacionamentos superficiais.

Faça vários momentos de reflexão sobre os seus objetivos na vida, e procure sair dos planos puramente materiais – casa nova, melhor emprego – dinheiro no banco.

Reflita sobre a pessoa que quer ser.

Reflita sobre o mundo que você quer viver.

Reflita sobre as coisas que te faz feliz.

Leve os seus pensamentos, suas decisões e suas ações nessa direção.

Não tem erro.

Beco