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A vida fragmentada.

Levamos uma vida fragmentada provocada especialmente pela realidade cotidiana. Divididos em tantas coisas que não sabemos quem somos na realidade nem mesmo onde estamos.

Perdemos contado consigo mesmo, pulando de galho em galho sem aproveitar o momento, o fruto que estamos comendo agora, ou a flor, cujo aroma percebemos, mas estamos na correria e não podemos parar para apreciar.

Vivemos em conflito, estressados, com dúvidas e ansiedade.

Estou aqui, mas quero estar lá – conflito.

Não saiu como eu gostaria.

O que devo fazer quando as coisas não saem como gostaria?

A primeira coisa é aceitar aquilo que está fora do seu controle.

Nem tudo sai como gostaria, e nem por isso o mundo tem que acabar.

Tenho que afastar de vez o espírito perfeccionista.

Culpa.

Aprendi que a culpa é sempre um sinal de prepotência.

Quando nos sentimos culpados, é porque não conseguimos aceitar que nós, seres perfeitos que somos, poderíamos ter falhado dessa maneira.

Quando culpamos os outros, é porque no fundo pensamos que, se fossemos nós, perfeitos que somos, não teríamos errado – teríamos feito certo, ou perfeito.

A prepotência, e sua irmã gêmea, a culpa, são guias turísticos para o reino da infelicidade.

É muito fácil dizer que não somos felizes por culpa de alguém.

Não temos que raciocinar ou analisar o problema – fácil botar a culpa nos outros. Não precisamos buscar a verdade.

Culpamos o governo por coisas que devemos fazer nós mesmos.

Culpamos os ricos pelas agruras dos pobres e culpamos os pobres pelos males que sofrem os ricos.

Culpamos os médicos pelas doenças e continuamos culpando-os porque continuamos doentes.

Acho que é o medo de admitir que somos os únicos responsáveis por buscar a nossa felicidade, e admitir isso, nos leva à frustração.

O jogo insano da culpa consome um montão de nossa energia e nos leva sempre para baixo.

Não culpe a falta de tempo pelo seu descuido com a dieta.

Não culpe os compromissos sociais pela pouca atenção que dá aos filhos.

Algumas perguntas para reflexão:

-Você tem frequentemente culpado outras pessoas por sua infelicidade?

-Você tem na sua cabeça, constantemente, a voz de outra pessoa te criticando, culpando ou fazendo observações negativas a seu respeito?

-Você admite que está errado quando tudo indica que você está errado?

Pare com esse sofrimento inútil.

Não entre no jogo da culpa.

Abandone esse defeito de caráter.

Beco