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Uma vida calma

Uma vida calma

O nosso cotidiano anda mesmo impossível, e agora com as redes sociais, as pessoas ficam neuróticas tentando responder a tempo todas as inquirições. Difícil mesmo estar atento permanentemente e se atualizar sobre tudo e principalmente sobre todos.

Mas temos que encontrar a calma no cotidiano, iniciar o dia de modo tranquilo, ajustando o diapasão para uma paz interior.

Sei que é difícil para quem já começa o dia freneticamente no malabarismo das tarefas do lar, o início da jornada de trabalho e um longo trafego para enfrentar.

Procure alguns poucos minutos de calma no café da manhã, mesmo que isso signifique acordar dez minutos mais cedo. Uma caminha curta, mas num ritmo tranquilo, sem ruído, sem celular, pode ser um início de dia mais sereno. A mesma caminhada feita no final do dia pode ser revigorante, depois de um dia estressante.

Vá para um lugar bom

ZihuatanejoNos dias atribulados e muito estresse povoando a nossa mente, temos que ter um lugar muito bom que temos na nossa lembrança ou na nossa imaginação. Devemos transportar a nossa mente para lá para um pequeno descanso.

Não é uma fuga da realidade nem mesmo uma válvula de escape para qualquer coisa. É simplesmente uma refrescada necessária para o dia que não parece terminar de tanta prioridade e projetos enroscados e pessoas desagradáveis.

Quem assistiu o filme Um Sonho de Liberdade onde Tim Robbins que estava preso sempre imaginava uma ilha tranquila no México onde ele iria quando saísse da prisão. Finalmente ao escapar, foi mesmo para Zihuateneho(foto).

Um lugar intocável dentro de si.

Ao ler o livro de Chade-Meng Tan, Busque Dentro de Você, me acentuou a importância de se encontrar, de se conectar consigo mesmo.

Estava assistindo uma entrevista de Maya Angelou, famosa escritora e poeta americana que faleceu recentemente. Vejo nas suas palavras a candura e a sabedoria de quem tirou lições valiosas da escola da vida. Quando questionada sobre o melhor conselho que poderia dar a uma pessoa, ela disse algo fantástico que escrevo nas minhas palavras.

Tenha dentro de si um lugar intocável, imaculado e totalmente protegido aonde você vai se refugiar quando a hostilidade chegar ao extremo. Onde você vai quando se sentir ameaçado e subjugado.

A cabeça mergulhada nos problemas.

Quando sinto que estou me afogando nos problemas, quase vendido diante das adversidades que a vida me premiou, tenho que tomar algumas providências rápidas para não me afogar.

Não enxergo mais nada, não enxergo as soluções, me sinto abatido pelo azar, desamparado, sem saber a quem recorrer.

Preciso seguir com calma, preciso de serenidade.

Ouvir dizer que no meio do furacão, bem lá no centro, tudo é calmo, sem turbulência, sem ruído. Temos que nos imaginar nessa calma em meio à tempestade para conseguir enxergar a saída, as soluções para os problemas que nos afligem.

Se dê um tempo para entender a situação.

As coisas podem ficar confusas, mas não se precipite e se dê um tempo para entender a situação, o que realmente está acontecendo.

Não dê respostas reativas que podem te complicar mais, e você pode se arrepender.

Para muitas situações, é adequado deixar o problema dormir uma noite. No meio da tempestade, sob pressão, é difícil enxergar o caminho certo, o abrigo seguro.

Deixe a poeira assentar e você vai enxergar a saída.

A primeira coisa que me vem na mente.

Quando estou com raiva, a primeira coisa que me vem à mente é logo rebater, revidar.

Tenho que entender que isso é natural e não devo me recriminar, mas devo me controlar, contar até dez e permitir que a serenidade e a calma venham logo para me ajudar.

Tenho que desarmar a bomba que há dentro de mim, e assim não preciso me preocupar se ela vai ou não explodir.

Corpo e mente são inseparáveis, e a raiva e o estresse cobram um pedágio enorme na nossa saúde física.

Seja paciente consigo mesmo, e não force a barra.

Não force a barra, e nem force as soluções.

Não se culpe tanto e nem se penitencie por algo que está fora do seu controle

Nem tudo precisa ser resolvido agora.

Amanhã você terá a chance de completar o que não foi possível hoje.

Aquela oportunidade perdida pode surgir de novo, numa outra ocasião.