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Tire as pedras da sua mochila.

Na jornada da vida, carregamos desnecessariamente um número enorme de pedras na nossa mochila, são os ressentimentos, o ódio, o medo, a inveja e outros tantos.

Se livre dessas pedras e faça o seu caminhar mais leve, podendo assim apreciar a vida plenamente, em cada momento.

Muitas pedras que carregamos sequer têm algo a ver conosco.

São problemas dos outros que assumidos responsabilidade.

São coisas que estão além do nosso controle, mas insistimos em querer controlar.

Não somos o dono do poder.

Não podemos tudo.

Deixe que o Deus cuide das coisas que não te diz respeito.

A prepotência faz com que seguimos colocando na nossa mochila coisas que não nos dizem respeito, tornando a vida pesada, carregada de coisas que não vão melhorar a nossa vida.

Cada vez que o julgamento prepotente toma conta do nosso comportamento, estamos trazendo para dentro da nossa mochila o carro sujo do vizinho, o nariz torto da senhora na fila do caixa, e a calça desbotada do garoto correndo no parque.

A baixa auto-estima também faz com que nos preocupemos mais com os outros que com si próprio, levando-nos também a encher a mochila com as coisas dos outros.

 A Dra Claudia Black, especialista no campo da dependência química, co-dependência e recuperação escreveu no Psychology Today sobre essa questão da mochila.

Carregamos também, diz ela, sem se dar conta, crenças e convicções que não são nossas, e que atrapalham a nossa jornada.

Ela faz a duas perguntas para nossa reflexão.

1-Veja se você está carregando na sua mochila:

-sou forte e capaz;

-posso pedir ajuda se precisar;

-as pessoas são confiáveis;

-eu sou confiável;

-não é errado assumir riscos;

-eu mereço respeito;

-eu mereço ser feliz;

-o mundo é bom e tem muito a oferecer.

2-Ou você, por outro lado está carregando na sua mochila:

-não posso confiar nas pessoas – vão tirar vantagem de mim;

-ninguém vai me ouvir;

-pegar o que preciso;

-o mundo é amedrontador;

-não é bom cometer erros – algo de mal vai acontecer;

-boas coisas só acontecem aos outros;

-não espero muito de mim;

-Sou ineficiente, inadequado e não faço nada certo;

-preciso de alguém para cuidar de mim;

-se mostrar às pessoas quem sou, ele não gostarão de mim;

-o mundo me deve, sou um credor.

A Dra Black também recomenda que vasculhemos a nossa mochila para verificar se carregamos as seguintes ferramentas:

-habilidade para pedir o que precisa;

-habilidade para ouvir;

-habilidade para resolver problemas;

-habilidade para ver as escolhas que estão disponíveis;

-habilidade para negociar;

-expressão saudável dos sentimentos;

-habilidade para estabelecer limites;

-clareza para ver o que é importante;

-habilidade para tomar decisões;

-habilidade para cuidar de si, alimentação, higiene, vestimentas, repouso e exercício físico.

A mochila da vida, é o que você tem disponível em qualquer situação, faça uma reflexão sobre as crenças, sentimentos e ferramentas que você está carregando.

O que quero manter?

O que quero descartar?

O que quero agregar?

Boa jornada, e seja feliz.