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Um olhar atento para o Divino.

Disse Madre Tereza de Calcutá: “todo dia vejo Jesus Cristo, nos mais diversos disfarces que Ele utiliza para aparecer diante de mim no cotidiano da minha vida”.

Quem sabe não estamos muito apressados? Quem sabe a beleza e a abundância da vida nos passam despercebidas?

Não raro, nos distraímos e damos como certo tudo que nos acontece.

Não agradecemos mais, não pedimos a ajuda que vem lá de cima, e quando algo de bom nos acontece, atribuímos ao nosso próprio esforço. Creditamos muito ao talento e um pouco à sorte que vez por outra nos acomete.

A fé.

A fé tem um significado religioso para aqueles que abraçam alguma religião. Mas é um sentimento espiritual que pode e deve habitar o coração e a mente de pessoas. Isso vale mesmo para aquelas que não praticam qualquer religião.
Vejo a fé como uma cebola.

Perdão – uma opção ao sofrimento.

Nem todo sofrimento envolve o perdão, mas vou contar um caso extremo bastante conhecido.

A jovem ativista Amy Biehl foi morta na Africa do Sul justamente pelo povo objeto de suas ações humanitárias.

Seus pais foram à Africa do Sul e criaram uma Fundação – Amy Biehl Foundation para dar continuidade às ações interrompidas de sua filha. Arrecadaram fundos e conseguiram expandir os projetos.

Subindo pela corda do resgate.

Às vezes nos encontramos no meio da tempestade, esperando por um resgate.

Se imagine subindo por uma corda de resgate, e de repente você se dá conta que a outra extremidade não está amarrada em nada lá em cima.

Como é que isso vai dar certo?

É preciso que a outra extremidade esteja firmemente atada a um suporte muito sólido, firme, perene.

Consigo ver o quanto cresci.

Consigo ver o quanto já caminhei.

Olho para trás e faço as pazes comigo mesmo.

Aprendi a me admirar e reconhecer a força interna que tenho conseguido colocar a serviço do meu crescimento pessoal.

De tempos em tempos, temos que dar uma parada para refletir sobre o trajeto que estamos trilhando.

Os tempos foram realmente difíceis, mas consegui sobreviver.

Não tema a escuridão.

Quem carrega a luz não teme a escuridão.

Quando chegamos num ambiente escuro, basta um fósforo aceso ou um simples LED de celular para iluminar o suficiente para não nos machucarmos.

No sentido emocional, a luz interna funciona da mesma maneira.

A luz interna funciona como a coragem que temos para seguir caminhando no terreno escuro das adversidades.

Funciona comum uma fé na proteção Superior.

Faça as pazes com sua natureza espiritual.

Tenha uma perspectiva espiritual da sua existência.

Sei que para alguns é difícil acreditar naquilo que não enxerga, aquilo que a razão não consegue explicar.

Faça as pazes com sua natureza espiritual e viva uma vida mais plena.

A nossa crença espiritual é colocada à prova todo momento, e a correria não permite sequer que tenhamos uma perspectiva espiritual naquilo que fazemos.

As coisas boas que acontecem, assim como as más, são pontos de parada para refletir sobre os nossos valores, as nossas crenças e tudo aquilo que nos mantém na nossa jornada.

Nós fomos formados no seio familiar e na escola com os valores e as crenças espirituais, mas ao longo da vida, estamos fazendo um balanço permanente daquilo que vale a pena acreditar. Nestes momentos, e especialmente naquilo que sequer conseguimos entender, entra a fé.

Por conta desse processo de balanço permanente, o nosso lado espiritual está sempre em transformação e crescimento.

Por vezes, brigamos e negamos esse lado da nossa individualidade, e isso não é bom.

É bom fazer as pazes e admitir esse nosso lado, deixando que ele cresça juntamente com tudo aquilo que somos.

Independentemente da Força ou do Poder que elegemos acreditar, o Deus da nossa crença, é importante admitir e cuidar para que o crescimento se processe.

Somos seres físicos, mentais, emocionais e espirituais.

O equilíbrio é fundamental.

A serenidade para encontrar esse equilíbrio é muito importante, e a paz, resultante desse equilíbrio te permite aproveitar a vida em sua plenitude.

O nosso lado espiritual nos afasta de muitos hábitos tóxicos como a ganância, a inveja, a raiva e o materialismo.

Não importa se acreditamos na vida após a morte, ou na nossa origem – temos todos uma necessidade de acreditar, de ter fé.

Importante também aceitar que as pessoas fazem suas escolhas de identidade espiritual,  e está bem se são diferentes das nossas.

Nós podemos decidir muita coisa na nossa vida, inclusive a parcela espiritual que entra na nossa existência.

Aprendi que quando olho para o meu lado espiritual, percebo que não estou só, qualquer que seja a circunstância.

Beco