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Motivo simples explica porque você é tão insatisfeito com o que tem

Motivo simples explica porque você é tão insatisfeito com o que tem

A vida pode ser simples, mas podemos facilmente complicar. O desejo de coisas novas é inevitável, e quando pensamos no mundo material, aí então que a nossa lista parece interminável.

É um motivo de infelicidade almejar permanentemente aquilo que não tem, sem sequer valorizar aquilo que tem. Coloque mais atenção naquilo que tem. Valorize e usufrua.

Passamos por coisas fantásticas na nossa vida, sem perceber, sem aproveitar o mínimo, quando o mínimo a fazer seria aproveitar o máximo.

Porque isso acontece?

Afinal, o que é a esteira hedônica?

Afinal, o que é a esteira hedônica?

Ouvimos tanto falar do hedonismo, da esteira hedônica e do excessivo materialismo. Faço aqui um breve resumo para você entender o lado negativo de confiar muito nos estímulos externos quando pensamos na felicidade.

A esteira hedônica é, de maneira figurativa, onde ficamos correndo atrás do prazer e dos anseios materiais. Como não conseguimos alterar o estado de satisfação a despeito de conseguirmos mais coisas, ficamos estagnados, parados no lugar.

Assim como o ratinho de laboratório, que corre no seu pequeno carrossel, sem sequer sair do lugar, estamos anestesiados pela esteira hedônica. Até parece que acabamos de sair da cadeira do dentista. Quando passa a anestesia fica a dor. Quando nos acostumamos com o que temos e não temos um novo brinquedinho, temos que nos aguentar. É a dor da própria aceitação.

Escravo da ambição

Escravo da ambição

Não seja escravo da ambição, e encontre muitos motivos para viver plenamente sem estar atado aos grilhões do materialismo.

A ambição sem trégua, sem um momento para usufruir o que conseguiu, é como o rato dentro da gaiola, correndo no carrossel, sem qualquer motivo.

Se você compra um carro novo e no momento seguinte já está olhando desejoso por outro melhor e mais novo, fique atento. Grande chance de você estar acorrentando à sua ambição. Não vai viver uma vida plena e feliz.

Uma vida mecânica.

O que acontece quando os problemas desaparecem?

Podemos agora usufruir da vida, saborear tudo de bom que nos aparece?

Muitas vezes, quando os problemas deixam de nos atormentar, ficamos prostrados, desmotivados, uma vida mecânica, sem sentido. O que está acontecendo? Fomos esgotados pelos problemas, a nossa energia foi toda gasta?

Na verdade, acontece que passamos muito tempo no piloto automático, vivendo uma vida sem sentido, correndo atrás do prejuízo, e quando a tempestade passa, fica difícil encontrar o caminho.

Temos que procurar sentido na vida, abandonar o círculo vicioso do acordar, vegetar e dormir.

É seguro ser eu mesmo.

Ser eu mesmo soa como uma frase evidente e tola, mas no fundo não é assim tão simples.

Ser eu mesmo significa fazer o que eu gosto, ser quem eu desejo ser.

Será que eu sei exatamente o que gosto?

Será que sei exatamente o que quero ser?

O sonho acabou.

Triste saber que o sonho acabou.

Não todos os sonhos, mas algo que tanto desejamos foi por água abaixo.

Alguma coisa que almejados por muito tempo está fora do alcance – pelo menos nessa vida.

Isso pode acontecer com qualquer um, e é hora de cair na real.

Você tem a chave dos seus grilhões.

Embora não sejamos escravos no sentido do cerceamento físico e da liberdade, temos inúmeros elementos que de uma forma ou outra nos escravizam.

O trabalho, os compromissos sociais, os compromissos familiares, o crescimento profissional e os planos de acumulação de riqueza financeira.

Chegamos à vida adulta tão desprotegidos, que rapidamente nos tornamos escravos de diversos mecanismos de sujeição, alguns até desumanos.

A sociedade de consumo nos oferece vários grilhões que escolhemos voluntariamente nos submeter.

Alguns grilhões são chamados até de algemas de ouro (golden handcuffs), isso porque nos sujeitamos pensando nos benefícios futuros, na maioria das vezes, puramente financeiras.

O blog Serene Journey faz uma reflexão interessante sobre as algemas de ouro – A Maldição das Algemas de Ouro – The Curse of the Golden Handcuffs.

Olhe as algemas como uma escolha sua, e não encha de glamour a alternativa como se fosse chique se adornar com tal dispositivo.

Reavalie o seu estilo de vida, pois provavelmente tudo isso aconteceu de maneira gradual que você nem teve tempo de reagir. Te colocaram as algemas e você nem se deu conta.

Reduza ou elimine suas necessidades de consumo de modo a tornar palatável a escolha de se livrar das algemas.

Devemos reavaliar a nossa vida, inclusive quando educamos os nossos filhos, podemos estar colocando neles, desde cedo, os grilhões do materialismo, da moda e dos modos sociais exacerbados.

Junto com isso, vem a ganância, a arrogância e a cobiça.

Cada coisa tem o seu devido lugar; dinheiro, sexo, vida social, moda, aparência e status.

Tais recursos, quando potencializados, se tornam armadilhas que devemos evitar.

Chama a atenção a postagem no blog The Rat Race Trap, que devemos reconhecer que conseguimos sobreviver sem as algemas.

Assim como algumas pessoas enchem o prato de comida e dizemos – tem o olho maior que a boca, para outras pessoas, comentamos que os olhos são maiores que o seu contracheque (paycheck).

O alerta do artigo é que devemos ficar longe das algemas de ouro, pois no começo parecem atraentes, mas depois fica dificil de se livrar.

Beco