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O coração aquecido

O coração aquecido

Mantenha o seu coração aquecido, livre da maldade, da inveja e da ganância, e alimentado pelo perdão o amor e a generosidade.

O nosso cotidiano nos cobra muita objetividade, imparcialidade e cumprimento diligente das metas. O estresse que vem com tudo isso nos coloca um pouco fora do diapasão humano. Acabamos nos comportando como objetos, como robôs, e mais grave, acabamos tratando os outros como objetos.

Há muitos momentos em que a nossa mente é requisitada a ser fria, calculista e direta. Mas temos que evitar que isso venha carregado de arrogância, prepotência e distanciamento da própria alma.

Razões que a razão desconhece

Há razões que a razão desconhece. Temos que apostar na razão quando tomamos as decisões, mas devemos considerar que desconhecemos todas as informações objetivas que envolvem tais decisões. A razão não conhece tudo, e para isso temos que contar com a intuição, a sensação de estar fazendo o que é correto fazer.

Procuramos sempre decidir da melhor maneira possível, pesamos os prós e contras, avaliamos objetivamente as alternativas, mas sabemos a racionalidade sempre deixa escapar alguma coisa.

A razão não é tudo, e sabemos bem que tomamos várias decisões apostando unicamente na nossa intuição.

Não racionalize tanta a vida, viva com emoção. Há razão para tudo, mas nem tudo é razão.

Reaja de maneira proporcional.

Não amplifique os seus problemas e não faça tempestade em copo d’água.

Reaja de maneira proporcional aos eventos da sua vida. E se tudo parece virado do avesso, respire fundo, busque um pouco de serenidade para que tudo volte a aparentar na sua verdadeira proporção.

Deixe a racionalidade atuar, dando um pouco de luz à situação. Dê um tempo para o próprio organismo se acalmar e baixar os níveis de cortisol. Saiba que esse comportamento destemperado e contumaz pode te trazer danos à saúde.

Não se irrite com coisas pequenas. Não dê tanta importância a coisas realmente irrelevantes.

Não fique triste por se sentir triste.

Não fique triste só por estar triste. Aceite suas emoções, e deixe a dor passar. Deixe o desconforto ir embora.

Especialmente os meninos foram criados com o cuidado de esconderem suas emoções, e isso dá a eles(nós), um legado triste, de reprimirem as emoções e consequentemente lutarem com elas, seja boas ou más, alegres ou tristes.

Nos ensina Haim Ginott, psicólogo que lecionou na Universidade de Columbia, que não devemos desprezar as emoções dos pequenos, minimizando, depreciando, pois eles acabarão aprendendo a fazer o mesmo, com sérios prejuízos para eles mesmo.

Permissão para ser humano

Temos que nos dar permissão para sermos humanos, e isso implica experimentar as emoções em larga escala, a alegria, a tristeza, a dor e o contentamento.

Há dois tipos de indivíduos que não sentem as emoções, os psicopatas e os mortos, e como não nos enquadramos em nenhuma dessas categorias, devemos nos comportar como seres simplesmente humanos, prontos e equipados para sentir amplamente, para o bem e para o mal.

Aquele que não se permite chorar, também não aprende a sorrir.

Não devemos suprimir as emoções, nem boas nem ruins.

Um coração menos petrificado.

Por mais que a circunstância seja dolorosa, não devemos deixar o coração petrificado.

Há muitos momentos da nossa vida que queremos colo, queremos amparo.

Nos momentos mais doloridos, queremos um abraço no coração, mas ele normalmente está lá dentro, guardado, inacessível.

Temos que dar acesso ao nosso coração, e permitir que ele fique menos embrutecido, e evitar que ele seja petrificado.

Para sentir o sabor da vida, precisamos que o nosso coração esteja aquecido, disponível ao abraço das pessoas.

A cadeia de reações emocionais.

Quando praticamos a atenção plena, livrando a nossa mente de tanta barulheira, rompemos a cadeia de reações emocionais que impedem que estejamos no comando de nossas vidas.

O ruído excessivo nos empurra para direções que nem sempre desejamos.

As emoções tem essa propriedade de se conectar uma na outra, formando uma cadeia de emoções, que reagem entre si, contaminam, e podem complicar a nossa vida.

Quando sentimos uma dor e entramos em sofrimento, temos uma tendência a conectar com outros momentos doloridos do passado, e rapidamente, estamos com um rosário espinhoso rolando em nossas mãos.