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Aceitar para não sofrer

A dor pode ser inevitável, mas o sofrimento é opcional, e a receita infalível é aceitar para não sofrer.

Pode parecer estranho ou mesmo fatalístico, mas é científico. A aceitação tem o poder de aliviar a dor, além de reduzir o apego com as coisas boas da vida.

Sofrer menos é uma opção

Sofrer menos é uma opção

Sofrer menos é uma opção, e quase nunca contamos com isso. Sempre ouvi dizer que a dor pode ser inevitável, mas o sofrimento é opcional. Custei a entender e mais ainda a aceitar, assimilar e aplicar isso em minha vida. Mas a disposição para sofrer menos é libertadora.

A dor:

A dor pode ser inevitável, e muitas vezes realmente o é.

A vida é dura e às vezes nos coloca de joelhos. Somos confrontados com situações para as quais não fomos treinados tais como a perda de entes queridos, a proximidade da nossa própria morte. 

Muitas coisas nos pegam de repente e nos surpreendemos com o nosso despreparo, o casamento, os filhos, o descasamento e assim por diante.

Colhemos muitas rosas no caminho, mas enfrentamos galhos espinhosos, e assim conhecemos a dor.

O sofrimento:

Quando as adversidades nos pegam de jeito, na maioria das vezes escolhemos enfrentar, lutar, digladiar, mesmo contra coisas que não nos dizem respeito. Lutamos e nos revoltamos contra coisas que não temos qualquer controle. É exatamente quando sentimos a nossa impotência e nos rendemos à nossa incapacidade, à nossa modesta dimensão é que conseguimos reduzir o nosso sofrimento. Escolhemos sofrer menos.  

Sofrer menos:

Quando somos apresentados à opção de sofrer menos, nos sentimos libertos, nos sentimos salvos.

É como se fôssemos liberados de carregar uma cruz tão grande, de ter que consertar o mundo.

Descobrimos o nosso papel, a nossa responsabilidade e o alcance das nossas ações.

Descobrimos que não somos Deus.

Não somos tão poderosos:

Quando descemos do pedestal que construímos para nós mesmos, nos colocamos no nosso lugar, no lugar comum onde se é permitido sentir a dor.

É o lugar e a posição de onde se enfrenta o mundo real, onde paramos de pensar que somos tão poderosos.

Sofrer menos é uma opção:

Assuma aquilo que é a sua vida.

Pare de querer cuidar da vida alheia.

Aceite a vida por inteiro, e faça o que está ao seu alcance.

Rubens Sakay

 

Não rumine a sua tristeza e deixe-a-passar

Não rumine a sua tristeza e deixe-a-passar

Aceite sua tristeza e deixe-a passar. Não fique preso a ela, não rumine e não a deixe ficar.

Quando estamos tristes, temos uma tendência a nos afundar na tristeza. Quanto mais tempo passamos nessa situação, mais temos dificuldades de sair dela. Ao sentir a tristeza chegando, reconheça-a, aceite-a, mas procure uma maneira sutil de mantê-la a uma distância segura.

Uma boa receita é procurar alguma coisa produtiva para fazer. Comece a preparar o jantar. Arrume o armário. Limpe o jardim. Isso pode não resolver a tristeza, nem eliminar a causa da tristeza, mas vai te deixar mais satisfeito, simplesmente por te fazer produtivo, e vai te distrair para as coisas do seu mundo real. Procure uma atividade quase que mecânica, e ao mesmo tempo agradável. Não busque coisas sofisticadas e que exijam uma concentração mental acentuada. Isso pode ser um gatilho para o retorno dos pensamentos tristes.

As lágrimas

As lágrimas

As lágrimas têm um poder purificador que não devemos negligenciar.

Quando vem, é difícil conter.

Se parece com um copo d’água que simplesmente transbordou.

Pode ser o alívio de algo que chegou ao limite.

Pode ser um tônico psicológico e emocional ou ainda a transpiração das emoções.

É saudável chorar de emoção.

Chorar e deixar sair a emoção é parte da natureza humana.

Lágrimas fazem parte do romantismo das músicas, estão presentes em rituais e cerimônias, sejam alegres ou tristes.

Lembranças ruins que quero apagar.

Não preciso apagar as lembranças, só preciso lidar com mais serenidade, deixando que elas parem de me assombrar.

Refletir sobre elas, sem ruminação, racionalizando, criando uma história boa e construtiva, que explique para você mesmo, os acontecimentos.

Um pedaço de papel, uma visão otimista, pode resolver uma porção de coisas mal resolvidas do passado, sublimando dores passadas, encontrando razão e sentido na própria vida.

Sofremos mais do que precisamos.

É fato que sofremos mais do que precisamos.

O sofrimento faz parte da vida, vem com o pacote completo e é um ponto comum da condição humana, mas temos por costume sofrer mais que prescrevem os fatos e circunstâncias da nossa jornada.

Sofremos muito com o passado, pois ainda não aprendemos a nos desligar das coisas ruins que ocorreram, e toda vez que relembramos, o fazemos com rancor e arrependimentos.

Quando olhamos para o futuro, o medo toma conta das nossas predições, e logo, catástrofes dramáticas tomam conta do filminho que rodamos da nossa vida lá na frente.

O que fazer?

A picada de cobra.

Quando somos agredidos, é como uma picada de cobra. Temos um impulso natural de correr atrás do agressor, revidar, dar o troco.

Dizem que quando somos picados por uma cobra, devemos cuidar logo do ferimento e dos cuidados consigo próprio.

A pior coisa é querer sair correndo atrás da cobra para matá-la. Assim, com a aceleração do batimento cardíaco, e o metabolismo em ritmo de guerra, o veneno se espalha rapidamente e o desenrolar pode ser fatal.