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Uma montanha a transpor

Hoje pode nos parecer que temos uma montanha a transpor.

Quando olhamos a montanha ao longe, percebemo-la intransponível. Quando chegamos perto, olhamos para cima, imaginamos impossível a tarefa.

Com serenidade, humildade e atenção, nos damos conta que há caminhos, trilhas e possibilidades, e que elas se revelam um passo de cada vez, e assim podemos chegar ao cume.

A vida é assim, não podemos desanimar diante das dificuldades, por maior que sejam. Há sempre um caminho possível. Há uma solução, e vamos enxerga-la no devido tempo.

Quando nos sentimos amedrontados diante das dificuldades, a mente fica rodando em círculos e não enxergamos saída.

Os frutos dos galhos baixos

Quando estamos exauridos, com a autoestima baixa, devemos nos alimentar com aquilo que está ao nosso alcance. Não fique procurando cuidadosamente pelo melhor nutriente emocional. Fique com o que está mais fácil.

Metaforicamente, quando estiver desnutrido, pegue os frutos que estão nos galhos baixos (low-hanging fruit). Sabemos que tais frutos são menores, pois alguém já cuidou de colher as melhores. Quando olhamos a árvore, enxergarmos frutos enormes nos galhos superiores, e pode ser um trabalho hercúleo chegar até eles. Por outro lado, os frutos ao alcance da mão, embora menores, irão te prover de nutrientes suficientes para você pensar com calma. Isso vai te ajudar ainda a maquinar um artifício engenhoso para chegar até os frutos maiores.

No meio da crise, pense em você

Temos uma tendência de descuidar de si mesmo, especialmente quando estamos em meio a crises e acumulo de problemas.

Nessas circunstâncias, pensamos somente na crise, ficamos obcecados pelos problemas e descuidamos da nossa saúde, e não é a toa que adoecemos.

Sem dúvida temos que pensar nos problemas e procurar sair do olho do furacão, mas sem descuidar de si mesmo, e algumas dicas podem funcionar.

Primeiro de tudo, o repouso e a alimentação adequada estão no topo da lista.

Histórias que contamos uns aos outros.

Contamos histórias honestas, engraçadas e plenas de significado e com elas aprendemos as lições uns dos outros.

Outro dia, tomei um taxi de Ipanema para o Botafogo. Deveria tomar ter tomado o ônibus, mas a pressa era enorme.

Pedi para me levar à igreja de Santa Terezinha junto ao shopping Rio Sul, no que o motorista replicou: ”está com Deus está bem”. E prossegui numa conversa vinculada à Tereza de Lisieux, a jovem francesa que deixou este mundo muito cedo. Hoje a conhecemos como Santa Terezinha do Menino Jesus.

Ele me perguntou: “o senhor é padre?” Respondi que não, mas tinha uma grande admiração pela santa.

Ele comentou: “se o senhor fosse padre ia me abrir com o senhor…”.

Mais forte que os problemas.

Por vezes nos sentimos derrotados pelos problemas, mas temos que virar esse jogo.

Abrace a situação e aceite o problema tal qual ele chega. Aceitar é o primeiro passo para vencer.

Enquanto lutamos, evitando a aceitação, não atacamos o problema de fato. Ficamos justificando, culpando, se culpando e remediando.

A vida sempre vai de desafiar de um modo ou de outro. Esteja preparado e caminhando de cabeça erguida.

As nossas forças escondidas e reservadas irão se manifestar na hora certa.

Não reclame dos seus problemas.

Enquanto ficamos reclamando dos nossos problemas, não enxergamos as soluções, e ainda, fazemos com que eles pareçam maiores do que realmente são.

Mude os seus pensamentos para mudar a realidade à sua volta. Mude as suas atitudes e a realidade vai te parecer mais favorável.

Fazemos muita tempestade em copo d’água, e criamos muitos problemas imaginários.

Olhamos com muito pessimismo e assumimos problemas que são de responsabilidade de outros.

A nuvem não é o céu.

Você sabe que a nuvem não é o céu. Olhe além da tempestade. Levante os olhos para um horizonte mais largo, mais longe.

A nuvem não é o céu, e mesmo que uma tempestade se forme e nuvens sombrias dominem o seu campo de visão, saiba que o céu claro e brilhante não desapareceu, está sempre lá, acima de qualquer coisa.

O olhar muito distante pode nos tirar da realidade, tirar os pés do chão, mas o olhar constantemente voltado para o chão não nos permite desenvoltura, e ainda por cima, a vida vai nos parecer uma estrada esburacada, cheia de dificuldades.