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Muito feio para admitir.

Às vezes acontece de nos sentirmos envergonhados por algo que fizemos, e não conseguimos admitir que fizemos tal coisa. Mentimos, manipulados, tentamos enganar os outros e a nós mesmos.

Como nos ensinou o prof. Daniel Wegner da Universidade de Harvard, quanto mais tentamos não pensar em uma coisa, mais ela não sai da nossa cabeça, e esse fenômeno mental perverso acaba nos prejudicando.

Enquanto ficamos lutando contra o incidente, mais ele fica martelando na nossa cabeça.

Temos que deixar ir, fazer as pazes com o passado, admitir, mesmo que seja uma coisa de que nos envergonhamos.

Se temos como corrigir, consertar, se desculpar, devemos fazer logo, pois isso vai aliviar as nossas emoções negativas.

Deixe por menos.

Dê um desconto naquilo que acontece de errado no seu cotidiano, especialmente quando envolve outras pessoas. Não se deixe impactar exageradamente pelos atos de outras pessoas.

Sabemos que as pessoas podem se exceder nas reações, e nós mesmos já fizemos isso incansáveis vezes.

Dê um desconto, deixe por menos, deixe passar e siga adiante.

Não vale a pena computar tudo que acontece na sua vida, como uma conta corrente de descontos e depósitos.

Apagar e escrever.

Escrever a vida também é um ato de apagar algumas coisas. A mesma mão que apaga também escreve, li outro dia.

Devemos ser capazes de passar uma borracha nas coisas negativas do passado, ao mesmo tempo que nos permitimos escrever os momentos alegres do presente.

Nos liberamos da tristeza e dos arrependimentos e nos abrimos para apreciar a vida, em cada momento.

Sem o estresse de imaginar o que vai acontecer lá na frente, ou em toda a jornada, garantimos a serenidade suficiente para enxergar a beleza do que estamos fazendo exatamente agora.

O carinho que não recebi.

Me parece às vezes que alguma coisa ficou faltando, e que não recebi a parcela de carinho que me cabia.

Quando somos criados em uma família grande, é inevitável sentir que fomos o filho renegado, e que o ônus ficou um pouco maior para nós, e o bônus ficou um pouco desequilibrado para o lado dos outros.

Esse sentimento pode se prolongar longe na vida, contaminando as relações no trabalho e também na nova família formada.

Essa carga emocional negativa e desnecessária, nos premia com aquela dor repentina no peito e uma sensação de desamparo sem que nem porque.

Está ruim, mas está bem.

Não tenho dúvidas que a vida é temperada com coisas boas e coisas ruins.

Por esse motivo, sempre comento que, tirando as coisas ruins, o resto está bem.

É importante desenvolver a capacidade de enxergar as coisas boas da vida, não perdendo nenhuma chance de usufruir plenamente quando tais momentos chegarem, e mais do que isso, aproveitar as adversidades para aprender e crescer.

Muitos pequenos problemas.

Certamente sentimos a carga de tantos pequenos problemas. Se contabilizarmos todos eles, vamos ficar estressados.

Temos que criar alguns artifícios para evitar esse drama em cima de pequenas coisinhas, muitas vezes sem importância.

Uma recomendação muito importante é desentulhar a nossa vida de tanta coisa inútil, carga desnecessária e tempo perdido.

Fazemos muitas atividades que não agregam qualquer valor para a nossa vida, como ligar para os outros para contar fofocas.

Pequenas coisas.

Fique atento para as pequenas coisas do seu cotidiano.

Mesmo os eventos mais singelos trazem impacto para a sua felicidade, e a ciência mostra que são precisos três eventos bons para equilibrar um simples evento ruim. Não se deixe impactar demasiadamente por pequenos eventos ruins, ao tempo que aproveita ao máximo as pequenas experiências positivas.

Agradeça todas as graças que tem recebido e estará reforçando o lado bom da vida, trabalhando assim a favor da sua felicidade e bem estar.

Podemos achar que os grandes eventos é que representam o nosso cotidiano, mas estes são raros, e aquilo que você faz durante o dia é na verdade um rosário de pequenos eventos.