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Deixe ir a culpa

Deixe ir a culpa

Livre-se da culpa para viver em paz, e deixe ir essa carga enorme de infelicidade que te atinge quando se sente culpado ou sai culpando os outros.

No fundo, isso tem a ver com a prepotência. Quando nos culpamos, é porque não entendemos como nós – perfeitos que somos – cometemos tal erro.

Quando culpamos os outros, a lógica é invertida. Se fosse comigo – perfeito que sou – não teria cometido tamanha asneira.

Subconscientemente, acreditamos que a culpa e a prepotência funcionam como elementos de proteção, mas a nossa própria experiência tem demonstrado que o final costuma ser desastroso.

Além dos arrependimentos.

Temos que ter a capacidade de viver além dos arrependimentos.

Um pouco de arrependimento é bom, pois nos impede de cometer as mesmas besteiras sucessivamente, mas ficar ruminando sobre tudo que deu errado, se culpar ou culpar os outros não leva a lugar algum.

Sinta o arrependimento, mas não deixe que ele te imobilize, te deixe triste por um tempo além do razoável.

Use a sua energia para trabalhar nos problemas de hoje, deixando de lado os problemas do passado, os resultados insuficientes e as pessoas desprezíveis por traz das situações.

Conduza a vida olhando para frente, enfrentando os problemas e fazendo o que tem que ser feito.

Acostumado a culpar os outros.

Tenho que abandonar esse vício, essa mania de culpar os outros.

O maior responsável pela vida que levo, sou eu mesmo.

Ao assumir a minha responsabilidade, vou deixar que essa pessoa que sou eu, desabroche.

Quero alçar novos voos e realizar grandes projetos, mas não vou conseguir enquanto ficar preso aos eventos antigos, fracassos do passado, e a culpa que me ata a cada um deles.

A culpa é um sinal de prepotência, seja me culpando ou culpando os outros.

Não tenho que me sentir culpado.

Sei que não que me sentir culpado por tudo que acontece.

Quando olhamos para os nossos erros do passado, temos uma tendência natural, mas equivocada, de julgar a si mesmo com enquadre e a perspectiva atual.

Somos hoje, diferentes do que éramos no passado quando eventualmente falhamos ou não fomos capazes de dar o melhor encaminhamento aos problemas da época.

Escreveu Paulo Coelho para o G1 em 21 de maio de 2013:

Tenho que achar o culpado.

Quando coisas erradas acontecem, penso logo, tenho que achar o culpado. Muita coisa acontece contrariando as nossas expectativas e vontades.

Aí vem uma vontade de encontrar um culpado, uma necessidade de explicar os eventos segundo as lentes da culpa.

Primeiro varremos a lista de possíveis culpados, examinamos e experimentamos em cada um a máscara da culpa.

Depois, vestimos em nós mesmos a indumentária da culpa, e ficamos muito entretidos nos culpado de tudo.