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Não rumine a sua tristeza e deixe-a-passar

Não rumine a sua tristeza e deixe-a-passar

Aceite sua tristeza e deixe-a passar. Não fique preso a ela, não rumine e não a deixe ficar.

Quando estamos tristes, temos uma tendência a nos afundar na tristeza. Quanto mais tempo passamos nessa situação, mais temos dificuldades de sair dela. Ao sentir a tristeza chegando, reconheça-a, aceite-a, mas procure uma maneira sutil de mantê-la a uma distância segura.

Uma boa receita é procurar alguma coisa produtiva para fazer. Comece a preparar o jantar. Arrume o armário. Limpe o jardim. Isso pode não resolver a tristeza, nem eliminar a causa da tristeza, mas vai te deixar mais satisfeito, simplesmente por te fazer produtivo, e vai te distrair para as coisas do seu mundo real. Procure uma atividade quase que mecânica, e ao mesmo tempo agradável. Não busque coisas sofisticadas e que exijam uma concentração mental acentuada. Isso pode ser um gatilho para o retorno dos pensamentos tristes.

Dois conselhos para se livrar do turbilhão mental

Dois conselhos para se livrar do turbilhão mental

Não se deixe aprisionar pela ruminação e pelo turbilhão mental.

Às vezes a crise chega de repente e como um turbilhão, nos coloca totalmente desorientados.

Primeiro de tudo: afaste os pensamentos insanos.

Segundo: pratique a prece ou a meditação

A prece pode ser a simples e poderosa Oração da Serenidade que já mencionei várias vezes.

Para quem não é afeto à meditação, comece com a respiração compassada e a mente concentrada na própria respiração.

Alguém que te puxe para cima

Alguém que te puxe para cima

Procure alguém que te puxe para cima, e fuja dos tradicionais reclamões, aquelas pessoas negativas que te puxam para baixo.

Quando estamos deprimidos por conta de alguma situação que nos ocorreu, a única coisa que não precisamos é de uma conversa negativa e chata daquele reclamão contumaz, e você vai logo se lembrar de algum. A vida é ruim, a comida é ruim, o casamento está péssimo, o salário não dá pra nada. Você já conhece essa figurinha carimbada.

Mesmo em tempos ruins

Mesmo no meio de uma crise temos que tomar algumas providências para não nos afundarmos mais.

Perceba o que está certo na sua vida, e agradeça por tudo que tem recebido.

Sei que as coisas estão difíceis, e por isso mesmo, peça por tempos melhores.

Me ensinou meu avô que todo dia temos que pedir e agradecer.

Os frutos dos galhos baixos

Quando estamos exauridos, com a autoestima baixa, devemos nos alimentar com aquilo que está ao nosso alcance. Não fique procurando cuidadosamente pelo melhor nutriente emocional. Fique com o que está mais fácil.

Metaforicamente, quando estiver desnutrido, pegue os frutos que estão nos galhos baixos (low-hanging fruit). Sabemos que tais frutos são menores, pois alguém já cuidou de colher as melhores. Quando olhamos a árvore, enxergarmos frutos enormes nos galhos superiores, e pode ser um trabalho hercúleo chegar até eles. Por outro lado, os frutos ao alcance da mão, embora menores, irão te prover de nutrientes suficientes para você pensar com calma. Isso vai te ajudar ainda a maquinar um artifício engenhoso para chegar até os frutos maiores.

No meio da crise, pense em você

Temos uma tendência de descuidar de si mesmo, especialmente quando estamos em meio a crises e acumulo de problemas.

Nessas circunstâncias, pensamos somente na crise, ficamos obcecados pelos problemas e descuidamos da nossa saúde, e não é a toa que adoecemos.

Sem dúvida temos que pensar nos problemas e procurar sair do olho do furacão, mas sem descuidar de si mesmo, e algumas dicas podem funcionar.

Primeiro de tudo, o repouso e a alimentação adequada estão no topo da lista.

Um leve distanciamento.

Procure se distanciar daquilo que te fere, te coloca em sofrimento. Faça isso por você.

Muita coisa na nossa vida acaba nos ferindo, e não raro, nos fere seguidamente, relacionamentos errados, escolhas equivocadas.

A melhor coisa a fazer é procurar um certo distanciamento, e um pouquinho já vai te dar uma nova perspectiva.

É como já comentei da colmeia de abelhas. Se você ficar grudado nela, vai perceber apenas as ferroadas, ao se distanciar um pouco, vai evitar as ferroadas e vai poder apreciar melhor o mel, o pólen, a polinização e o trabalho orquestrado e produtivo que as abelhas fazem.

Temos que utilizar o mesmo princípio na nossa vida, e nos dar conta do que realmente vale a pena.