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Saia do piloto automático da vida.

A felicidade está em viver intensamente cada momento. No entanto, os afazeres do dia-a-dia, frequentemente nos colocam em piloto automático. Tocar as tarefas no escritório, voltar para casa e tocar a lista interminável de coisas para fazer.

Lavar pratos e roupas pode ser uma atividade insana, pois tudo vai se sujar novamente. Mas tudo isso pode ser vivido intensamente, com o espírito desperto, e com o piloto automático desligado.

Quando fazemos as coisas de maneira consciente e desperta, a sensação de estar vivo é aprofundada, e a satisfação acentuada.

Tocar as respostas e reações apenas por conta das circunstancias é uma alienação da vida.

Devemos refletir sobre as decisões à luz das nossas metas, valores e princípios.

A depressão pode vir com a percepção de que nada está no controle.

Desligue o piloto automático e assuma o controle da sua vida.

Dá trabalho, pode parecer estressante, mas é gratificante.

1-Pegue um objetivo na sua vida, seja específico, escreva sobre ele e reflita como isso vai te deixar mais feliz, mais realizado. Depois desse primeiro exercício, desenvolva o hábito de fazer isso com todos os objetivos.

2-Defina algumas regras para sua vida, algumas diretrizes, reflita sobre elas, porque umas e não outras.

3-Procure as razões no seu coração.

Algumas perguntas para refletir:

1-Sei exatamente o que estarei fazendo daqui a cinco anos e isso me deixa deprimido?

2-O desenvolvimento da minha carreira é tudo que meus pais sonharam para mim?

3-A minha vida tem sido uma cadeia sem trégua de etapas consecutivas: escola, graduação, trabalho, carreira, casamento e filhos?

4-Os meus interesses e hobbies são os mesmos de tempo de garoto. Não experimentei nada de novo e não gosto de nada novo?

Celestine Chua, em postagem super-interessante aborda essa questão: Are you sleepwalking your life away?

Comenta Celestine que não devemos viver a vida como sonâmbulos, sem consciência, sem noção dos nossos sonhos e das nossas metas.

Ela enumera oito perguntas instigadoras para fazermos a nós mesmos para evitar o sonambulismo existencial.

1-O que é a vida para você? Você tem noção da vida no grande espectro além daquilo que está na sua linha de visão?

2-Qual é o seu propósito de vida no médio e longo prazo? As coisas que você faz estão alinhadas com os propósitos?

3-Você se nota fazendo as mesmas coisas semana a semana como se estivesse no piloto automático?

4-Você se vê fazendo muitas coisas que enchem as horas, mas não adicionam valor à sua vida? – fofocas, reclamações, festas, comida, jogos, TV.

5-Você se sente infeliz, se deixando ir com a corrente, abdicando de qualquer controle e responsabilidade?

6-Você se sente muito ocupado para fazer as coisas que realmente gosta?

7-Você se pega desligado, sem a percepção dos pensamentos e emoções?

8- Você se sente desmotivado e sem ambições?

É bom acordar desse estado de sonambulismo e escolher as coisas que quer fazer depois disso – enfim, viver plenamente.

Passe adiante.

Beco

Perdoar a si próprio é diferente.

Quando perdoamos os outros, fazemos um favor a nós mesmos. É uma decisão que nos afeta, no entanto, não temos qualquer garantia que os outros farão algo a respeito para melhorar a situação.

Mas quando perdoamos a si próprio, sabemos que temos que fazer algo para melhorar a situação e eventualmente tomamos uma ação nesse sentido.

Quando perdoamos, estamos limitar o poder que o agressor tem de nos ferir.

O que acontece quando o agressor somos nós mesmos?

Porque é tão difícil lidar consigo próprio?

Dr.Fred Luskin, que dirige o Centro do Perdão na Universidade de Stanford na Califórnia, nos ensina que devemos sempre pesar na balança o ônus de não perdoar, a carga de sofrimento que decidimos continuar carregando.

Para Luskin, os músculos do perdão são como outro qualquer. Ficam flácidos quando não exercitados. É preciso exercitar.

Ao perdoar os outros, desejamos que eles não nos magoem novamente.

Ao perdoar a si próprio, temos que tomar uma atitude de não voltar a magoar a si próprio. Temos que fazer o dever de casa.

Os ensinamentos que o Dr.Luskin transmite para as pessoas que passam por aquele instituto é de entender plenamente a situação que levou ao mal estar, pois é o ponto de partida para chegar ao perdão.

Aliviando-se da carga de rancor, ressentimento, e o sentimento de vítima e de ofensa, podemos ser mais feliz.

Temos que entender para aceitar e assim estar em condições de perdoar.

Entender-Aceitar-Perdoar, é a sequência.

Os médicos consideram que o ato de perdoar ajuda consideravelmente na recuperação de doenças associadas ao estresse, pois a carga de rancor e ressentimentos, quando não é a causa principal da doença, agrava muito as condições do paciente.

É bom lembrar que perdoar a si próprio tem a ver com eventos específicos.

Nada tem a ver com – se perdoar por ser o que é – gay – órfão – divorciado.

Tampouco tem a ver com o desleixo – perdoar por não fazer a cama, não colocar o lixo fora – não pagar as contas.

Não tem qualquer relação com aquela dor na consciência por não ter cumprido com suas obrigações.

Algo específico que você tenha feito, que merece reparo, e mais do que isso, merece perdoar a si próprio, amenizando a dor que você está infligindo a si próprio.

Beco

Antes de cuidar dos outros cuide de si próprio.

Não raro, nos metemos a ajudar os outros, a nos preocupar com os outros e até mesmo a nos meter nas vidas dos outros, descuidando de nós mesmos.

Quando entramos num avião, a recomendação de segurança sobre as máscaras de oxigênio nos faz relembram de colocar em nós mesmos e depois colocar naqueles que necessitam ajuda.

É preciso estar em boas condições para pode ajudar os outros.

Aprendi que ninguém enche a vida do outro com um balde vazio. É preciso cuidar bem de si, buscar o seu crescimento pessoal para depois se preocupar em ajudar os outros.

Quando estamos incipientes no nosso crescimento, atados às futilidades, materialismo, raiva e ressentimentos, não estamos ainda em condições de ajudar os outros, dando palpites, recomendações e oferecendo ajuda.

Dizem que pensar em si, antes de qualquer coisa, é um instinto de sobrevivência, mas muita gente dedica mais tempo com os outros que consigo próprio e isso não contribui para a felicidade.

É preciso trilhar o caminho para então ensinar o caminho.

É bom lembrar que, ajudar os outros, não é dar palpite e nem se meter nos assuntos alheios.

Cada um sabe de si, e o que é certo para você pode não ser apropriado para o outro.

Poder ajudar de verdade, é uma benção e uma oportunidade para crescer, fazendo o bem. E se estamos em condições de praticar, devemos fazer de coração.

Ajudar nos faz mais generosos, menos egoístas, mais compreensivos e mais compassivos. Enfim, uma pessoa melhor.

Uma boa recomendação é antes, ajudar a si próprio, tomando o caminho do crescimento pessoal, e ajudar os outros, tão logo se sinta fortalecido para tal.

Isso se parece com amar a si próprio, como precondição para amar aos outros.

Ame a si próprio.

Se mantenha emocional e espiritualmente fortalecido.

Saiba o que realmente quer da vida, não se deixando carregar pela esteira hedônica.

E sinta naturalmente os sentimentos de altruísmo e generosidade dominarem o seu coração.

Estás então pronto para ajudar aos outros.

Beco

Mostre a melhor versão de você

Se existe uma maneira de drenar a sua energia é se comparar constantemente com os outros.

A comparação, no final das contas, dá uma sensação de superioridade ou de intimidação, e nenhuma delas é boa para você.

Ao contrário, trabalhe naquilo que você é. Mostre a sua melhor versão, o melhor de você.

Você pode ter na vida alguns modelos de pessoa, para uma referência, pessoas que você admira, mas sem comparações. Cada um é um e você já é, o que já comentei na postagem: não queira ser o que já é.

Adote qualidades que você admira. Se esforce e você vai conseguir.

Entenda a sua individualidade. Você caminha com os seus iguais, mas cada um é diferente.

Defina objetivos, teste sua competência, vá ao limite, dê o seu melhor.

No final, sinta-se satisfeito, sinta-se orgulhoso de si mesmo.

Realize o seu potencial.

Acredite que o seu destino é se superar. Não digo nas coisas materiais, mas ser uma pessoa melhor a cada dia.

Conte para você mesmo o quanto você tem realizado. Se olhe no espelho e goste do que vê.

Viva por inteiro, com integridade e respeito a si próprio.

Faça o melhor com o que a vida te oferece.

Quando tomamos essa atitude, afastamos o papel de vítima, pois não dá para ser as duas coisas ao mesmo tempo.

Nos todos já experimentamos momentos onde nos sentimos na nossa melhor versão, seja fazendo caridade, ensinando, aprendendo ou ajudando.

Faça uma reflexão e trabalhe para repetir tais situações e sensações.

É como um quadrado desenhado no chão, onde você entra e se sente grandioso. Não é possível entrar no quadrado carregando os pensamentos negativos, a raiva, a inveja e toda toxicidade emocional que existe. Deixe de lado essa carga ruim.

A melhor versão de você é também você mais feliz.

Beco

Não tente ser o que já é.

Somos todos como peças de um imenso quebra cabeças, daqueles com zilhões de peças, cada uma diferente da outra.

Cada uma é perfeita para a posição a ela destinada.

Não dá pra encaixar uma peça no lugar da outra.

Se forçar, vai estragar a peça e vai quebrar o equilíbrio, a harmonia e a beleza do grande mosaico.

Se aceite como você é. Não adote uma atitude de buscar a perfeição. É uma tarefa impossível e inútil. Tampouco fique corrigindo os outros e julgando a todo o momento, como se coubesse a você torná-los perfeitos.

A infelicidade está em comparar a sua perfeição com a perfeição de outra pessoa.

O erro está em querer mudar a si próprio sem sequer saber quem você é.

O segredo então, é aceitar a sua perfeição, aceitar a si próprio e assim pavimentar o caminho para a paz e a felicidade.

A renovação e o crescimento passa pela condição inicial de se aceitar a si próprio, e a vida se constrói de maneira harmoniosa porque você sabe exatamente quem você é.

Cada etapa e cada evento que transcorre na sua vida, se encaixa perfeitamente – lembrando a metáfora do quebra cabeças – assim como cada peça sabe o seu lugar, você sabe exatamente o quem você é.

Se as coisas não estão se encaixando, mude os seus pensamentos, mude a sua atitude e vai ver as coisas se encaixando perfeitamente.

Viver buscando a perfeição é um erro.

Somos perfeitos, no sentido da criação divina, quando percebemos quem já somos, e aceitamos isso.

Não importa o que você faça na sua vida, o seu espaço no quebra cabeças está garantido.

Não negue as suas experiências.                          

Não negue a sua vida e a sua existência.

Seja o que você já é.

Beco

Peça também pelos seus desafetos nas suas orações.

O maior exercício de humildade e desprendimento é pedir pelos seus desafetos nas suas orações. Vai perceber, ao praticar isso, uma leveza no coração, um alimento para a sua paz e felicidade. Isso vai aliviar os seus ressentimentos, que no final é veneno para você mesmo.

Sabemos o quanto é duro pedir o bem, justo para aqueles que nos fizeram mal.

Quanto mais duro sentimos a tarefa no nosso coração, é sinal do quanto é grande a carga negativa que estamos carregando desnecessariamente, e com prejuízo para o nosso bem-estar e nossa felicidade.

Não faça uma oração exclusiva para os seus desafetos.

Comece a oração pedindo pelos seus entes queridos, os amigos do peito e finalmente passe para os desafetos.

Se você começar com os desafetos, vai acabar desistindo.

Deixe o seu coração amolecer um pouco, deixe a camada de gelo derreter, para então, com muito carinho consigo mesmo, orar por quem ainda machuca o seu coração.

Não peça para o seu Deus tirar os defeitos da outra pessoa. É possível que ELE não enxergue essas coisas como defeitos. Peça que ELE ilumine o caminho dessas pessoas, e que elas sejam ajudadas a encontrar o caminho do crescimento, e que eles encontrem a graça de viver em paz.

Mesmo que você não chegue a amá-los como diz o livro sagrado, isso vai amenizar a raiva e o ressentimento dentro de si.

Vai te trazer paz e bem-estar.

É possível que você não queira ver os desafetos, falar com eles, se relacionar, mas a oração é um ato íntimo, e acontece somente entre você e o Deus da sua crença.

É também possível que você não venha mais a encontrar os seus desafetos, e eles não venham sequer a cogitar que você pediu por eles, e ainda assim, a oração vai te fazer bem.

E de quebra, se em alguma oportunidade, você puder, pessoalmente, fazer um bem a eles – faça de coração.

Beco

Não espere que os outros cuidem de você.

É verdade que todos cuidam dos entes queridos, mas não fique esperando e reclamando cuidados pelos outros.Aprenda a cuidar de si.Aprenda a ser gentil e generoso, consigo próprio. Se você não se trata bem e não se valoriza, imagine os outros que não estão na sua pele.Cuidar de si próprio é algo que ninguém pode fazer melhor, e dinheiro no mundo pode comprar.

Uma das melhores coisas que você pode fazer por si mesmo, e dar tempo para si, para refletir, para sentir e perceber os seus sentimentos mais profundos.

Canalizar a sua energia para se revitalizar, para se fortalecer e se nutrir espiritualmente e emocionalmente é também algo fundamental.

Não tenha medo de olhar para o espelho e ver o quando você tem se tratado mal, o quanto você pode parecer decadente. Isso é um bom sinal. Reconhecer que você precisa cuidar melhor de si próprio é meio caminho andado.

Especialmente depois de um dia exaustivo de trabalho, ou depois de uma semana cheia de compromissos, cuide de si próprio.

Deixe os compromissos sociais para dedicar um tempo só para você, como se diz em inglês – me time.

Se dê um carinho.

Mas quando você se imaginar dando uma recompensa, imagine algo necessário, bom para sua saúde e para o seu crescimento, e não coisas supérfluas e desnecessárias. Imagine as recompensas duradouras. Imagine as coisas que podem gerar boas lembranças permanentes.

Sinta a energia vital e a vibração te puxando para fora da tsunami do dia-a-dia.

Viva mais para você mesmo.

Beco