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A velha opinião formada sobre tudo.

A guerra para que nossa opinião prevaleça sobre os demais, é uma fonte de estresse e de infelicidade.

Pra que ter razão em tudo?

Somos os donos da verdade?

Temos o monopólio da sapiência plena?

As nossas opiniões são nossas, e não é necessário que os outros concordem com isso.

O conjunto de nossas opiniões é o nosso ego.

Ter opinião sobre tudo e querer ter razão em tudo é o ego inflado e doentio.

Como disse Raul Seixas – “do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”..

Não se apegue tanto às suas opiniões.

O conflito acirrado de opiniões gera mais negatividade. Deixe passar.

Aprenda a diferenciar a opinião de inteligência.

A inteligência vê o pensamento sem julgar o certo e o errado. A opinião é como alguém vê algo, a visão crítica.

Isso tudo sem falar nos aspectos práticos dos processos criativos.

Conhecemos bem o mecanismo do brainstorming – tempestade de idéias, quando queremos criar algo novo, uma solução inovadora.

Todos os participantes são estimulados a dar idéias com liberdade, sem qualquer crítica interna, e posteriormente o grupo trabalha a massa intelectual produzida.

Em resumo, o pensamento divergente é bom e mais produtivo.

Como mencionei em postagem anterior sobre encontrar diferenças e a importância para o nosso aprendizado.

É difícil ver a verdade em meio ao conflito de opiniões. Li uma vez que as pequenas verdades são ruidosas, mas a grande verdade é um silêncio profundo.

As suas opiniões te deixam agressivo?

Você está sempre disputando com os outros dentro do conceito de certo e errado?

Aprenda a lidar com o desconforto com a divergência.

Abandone um pouco essa guerra, e faça isso no dia-a-dia para ser mais feliz.

Beco

Encontre a sua tribo.

Embora tenhamos amigos de todo tipo, sentimos às vezes, necessidade de encontrar pessoas que tenham o mesmo tipo de interesse, que façam coisa parecida e possam compartilhar do mesmo tipo de discussão.

É a expressão usual –  encontrar a sua tribo.

Celetine Chua, em postagem no site Dumb Little Man comenta exatamente isso e passa algumas recomendações, que comento aqui.

Por vezes, queremos nos relacionar com pessoas com o mesmo tipo de ocupação profissional, prática de esporte, atividades artísticas, e isso pode não ser mais fácil que você imagina.

1-Pessoas que você conhece – Celestine recorre à lei dos 6 graus de separação, para dizer que as pessoas com o mesmo interesse que o seu estão aí, quase ao alcance da mão. A regra diz que todos os indivíduos no mundo estão conectados dentro da regra de 6 graus. Um amigo seu, 1 grau, amigo do amigo, 2 graus e assim por diante, em seis degraus, vamos nos conectar com todos. Há um bocado de matéria na Web sobre essa teoria, incluindo experimentos e palestras. Se desejar, pesquise o termo “six degrees of separation” e vai encontrar um mundo de informação para se atualizar.

2-O seu local de trabalho – Isso vale tanto para o trabalho quanto para a escola. O sistema de recrutamento das empresas, as carreiras e as profissões escolhidas, bem como as escolas que escolhemos freqüentar, já nos colocam num grupo de pessoas com alguma afinidade, e isso deve ser considerado para se procurar os iguais.

3-Clubes e comunidades – Veja as comunidades com um hub de concentração de pessoas de mesmo interesse. Isso vale para os clubes de recreação, clubes profissionais, por exemplo, escritores, grupos de interesse culturais, e redes sociais.

4-Inicie um blog – Essa é a própria experiência de Celestine, que escreve o blog – The Personal Excellence Blog – Não é uma recomendação comum para quem quer iniciar a busca dos iguais, mas funciona. No caso do Celestine, ela se conecta com 10000 leitores de interesse comum, o que aconteceu em 2 anos de existência do blog.

5-Eventos – Os eventos de network, comunidades, podem ser uma chatisse de troca de cartões, mas alguns são muito valiosos. É bom garimpar e freqüentar os mais significativos.

6-Seminários/Workshops – As pessoas, dedicadas e especializadas não dedicariam tempo e dinheiro para participar de seminários, sem que fosse produtivo, e isso torna essa modalidade interessante.

7- Procure e contate – Há várias maneira de procurá-los, por exemplo o Linkedin, Facebook e os próprios blogs. São recursos fáceis de usar, e embora algumas pessoas se sintam constrangidas em usar, é um lugar comum tal prática.

Beco

Apenas uma ligação telefônica.

Conversamos com Deus e todo o mundo pelo celular, mas quando a coisa pega, ficamos ruminando e não nos ocorre ninguém para ligar e pedir alguma ajuda.

O que está acontecendo?

Estudos científicos mostram o efeito benéfico de uma ligação telefônica para os casos de depressão: tele-therapy helps with depression.

Porque não conseguimos vencer essa barreira quando procuramos uma conexão amiga?

Temos que construir essa intimidade ao telefone.

Vamos reconhecer, vivendo em grandes metrópoles, está cada vez mais difícil estar junto, pessoalmente, para oferecer ou pedir ajuda.

Aquela conversa pessoal e reservada está sendo bastante substituída por uma ligação celular.

Mas ela tem que acontecer. É preciso estabelecer a intimidade para pedir ajuda e oferecer ajuda.

Nós temos as conexões que cultivamos, colhemos o que plantamos.

As trocas de solidariedade são construídas, na alegria e na tristeza.

Não devemos trocar apenas quando coisas boas acontecem – ligar no aniversário – ligar quando conseguem um bom emprego – quando fazem uma viagem fantástica – para contar novidades.

Se ligamos apenas para fofocar, cobrar questões burocráticas, as pessoas tampouco vão nos ligar para assuntos mais pessoais.

Ninguém vence a barreira assim de repente.

Muita gente para ligar e nenhuma para ligar.

Você se sente embaraçado, desajeitado pedindo ajuda?

Você sente que está incomodando?

Isso é uma troca. O que você tem dado em troca?

O que você tem oferecido?

Você liga para as pessoas com problemas para saber se estão bem, ou se precisam de ajuda?

Você liga para oferecer ajuda quando sabe que alguém passa por dificuldades?

Alguém te liga para saber como você está, sabendo que você está com dificuldades?

Se somos bons par ajudar, seremos bons para pedir ajuda.

O primeiro passo para mudar isso não é sair pedindo ajuda, mas oferecer ajuda de vez em quando, sempre que souber que algum amigo está precisando.

Pedir ajuda não é um sinal de fraqueza ou incompetência.

Beco

Ouça o que o outro está dizendo.

Aprendemos com as nossas experiências e aprendemos muito mais com as outras pessoas.

Apesar de termos dois ouvidos e uma boca, corremos sempre o risco de falar mais do que ouvir.

Os outros estão falando, lições valiosas estão sendo repassadas, mas estamos tão concentrados nas nossas idéias que sequer ouvimos o que nos é passado de graça.

Ouça o que o outro está dizendo.

Conhecer as pessoas, conhecer a sua mente, aprender com as experiências alheias é um recurso que não devemos desperdiçar.

Aprendi algo valioso de uma postagem do Dumb Little Man– tips for life (pequeno e estúpido homem- dicas para a vida) sobre aprender a ouvir.

Artigo é de David B. Bohl do blog Slow Down Fast.

Diz o autor que o oposto de falar não é ouvir, é esperar para falar.

E é muito fácil sermos pegos nessa armadilha. Diz o artigo que se observarmos as pessoas conversando, vamos perceber um falando e outros esperando para falar, ao invés de estarem ouvindo.

Quando a conversa se faz nos dois sentidos, ela ganha um significado especial.

Quando ouvimos plenamente, entendemos mais do que as palavras, o que está por trás das palavras, as expressões, a entonação, a ênfase.

Quando estamos preparando para falar, não ouvimos sequer as palavras que estão sendo ditas.

É importante estarmos atentos para decifrar e entender a dança dos decibéis. A emoção por trás do que é dito é parte da mensagem e isso é valioso.

Muita comunicação é silenciosa.

Ouça a história por completo – não vá interrompendo logo de cara.

Preste atenção nos gestos, no olhar.

Estabeleça um rapport, uma conexão adequada com o interlocutor.

Segundo o artigo, com um pouco de pratica e disciplina você pode se tornar um bom ouvido.

Passe adiante.

Beco

Olha como você fala.

Às vezes, os temas não são polêmicos, mas a maneira como colocamos, os tornam conflituosos, polêmicos, trazendo para a discussão muita má vontade e impossibilidade de convergência.

Dependendo da maneira como você fala, a outra pessoa pode entender uma coisa totalmente diferente.

As palavras são uma coisa, a comunicação não verbal é outra.

Você quer uma coisa, mas a outra pessoa pode entender que você quer outra.

Você pode querer o entendimento, mas a sua linguagem pode apontar para o conflito e o antagonismo.

As mensagens erradas conduzem a desconforto e infelicidade.

Seja claro na comunicação, evitando ênfases erradas.

A resistência, a negação, a defensiva, o medo, tudo isso pode surgir numa relação de maneira involuntária, sem que você queira que aconteça.

Preste muita atenção na maneira como você fala.

Se você quer ser agradável, não faça troça com os outros.

Não pegue no pé quando você quer se aproximar.

Tem gente que faz uma brincadeira sem graça pensando em se tornar mais íntima, e o resultado é justamente o contrário.

Quando falamos com as crianças ou bebês, o cuidado tem que ser redobrado, pois os bebês aprendem, antes de qualquer coisa, a reconhecer fisionomias amigas e inimigas.

Quando falamos com os bebês, eles não entendem as palavras, mas captam o tom de voz, as expressões e o ritmo da canção nas frases.

E nisso está um universo imenso da comunicação.

O cuidado na maneira como falamos não é de maneira alguma desprezível.

Não faça comentários ofensivos.

Não tente ser engraçado contando piadas ofensivas. Não faça graça com características físicas das pessoas.

Ninguém é obeso porque quer, e não há obeso que não esteja lutando ardorosamente para emagrecer.

Não há careca por opção.

Quando a discussão é ideológica, é muito fácil ofender ou mesmo responder com grosseria. Vá com calma.

Para as situações desconfortáveis, onde cabe um comentário, há uma maneira adequada de falar.

O seu amigo está com o zíper da calça aberto.

Alguém se levantou da cadeira e saiu com a roupa manchada.

Tem um papel dependurado no sapado do colega.

É muito fácil ser indiscreto em tais situações. Aprenda como fazer.

Olha como fala.

Beco

Não se torne invisível.

Não se torne uma pessoa invisível, aquela que é super conectada nas redes socias, mas não é mais vista pelos amigos.

A tecnologia tem sido pródiga em conectar as pessoas.

O celular, MSN, Facebook, Email, whatsup, instagram e tantos outros. Tudo isso facilita as pessoas saberem umas das outras imediatamente. O lado sombrio disso é que estamos nos tornando invisíveis como cabeça de bacalhau. Sabemos que existimos, mas não somos mais vistos.