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Mantenha uma bússola moral.

Mantenha calibrada a sua bússola moral.

O nosso comportamento é guiado pelos nossos valores, especialmente quando vivemos plenamente, conscientes de tudo que se passa à nossa volta.

Podemos, entretanto, viver em piloto automático. Completamente levados pela moda, opinião alheia, e completamente alheios a valores morais, enfim, vivemos ao acaso.

Quando vivemos conscientes da vida que vivemos, normalmente o fazemos seguindo os valores que acolhemos e tomamos como verdadeiros para nós mesmos.

É importante que esse conjunto de valores sirva como uma bússola moral para guiar os nossos atos e também os nossos pensamentos.

Perdão – uma opção ao sofrimento.

Nem todo sofrimento envolve o perdão, mas vou contar um caso extremo bastante conhecido.

A jovem ativista Amy Biehl foi morta na Africa do Sul justamente pelo povo objeto de suas ações humanitárias.

Seus pais foram à Africa do Sul e criaram uma Fundação – Amy Biehl Foundation para dar continuidade às ações interrompidas de sua filha. Arrecadaram fundos e conseguiram expandir os projetos.

Eu não sou tudo isso.

Não posso me esquecer disso todos os dias.

Não sei tudo, não sou o dono da verdade e nem tenho tanto poder assim.

Tenho que dar um basta à minha prepotência.

Tenho que parar com a mania de ter sempre algo a acrescentar, algo para opinar, simplesmente falar quando deveria me calar e ouvir.

Isso não está dando certo.

Insistimos em querer resultado diferente, fazendo da mesma maneira.

Isso não é nada prático. Se algo não está dando certo, faz sentido tentar de maneira diferente, mudando alguma abordagem, metodologia, atitude ou comportamento.

É fácil se fazer de vítima.

É fácil se fazer de vítima. É muito fácil dar uma de coitadinho.

Muita coisa pra fazer, e parece que só nós é que trabalhamos.

Muita coisa para se preocupar e parece que só nós é que nos importamos.

Muita coisa errada, e parece que acontece só com a gente.

Demonstre gratidão.

Muitas vezes nos sentimos gratos pelas ações das pessoas, mas deixamos de completar o processo, que é receber e agradecer. Demonstre a gratidão, e você vai se sentir melhor, e mais do que isso, voe vai dar abertura para mais atos similares.

A gratidão, como ensina Robert Emmons, requer humildade. É preciso reconhecer que não poderíamos ser quem somos ou estar onde estamos na vida, sem a contribuição dos outros.

A gratidão é sempre agradável, aliás, é a raiz etimológica da palavra, relacionada sempre com bondade, generosidade, dádivas, a beleza de dar e receber ou simplesmente receber.

A gratidão não é só agradável, mas dá prazer é motiva, e assim somos levados a querer compartilhar mais a bondade que recebemos.

A gratidão é a consciência de que somos constantemente alvos da bondade e da generosidade das pessoas e precisamos demonstrar essa gratidão.

No entanto, é muito comum estarmos completamente desatentos ao mundo de generosidade, estabelecendo como certas as coisas que temos. A nossa prepotência nos impede de aceitar que recebemos ajuda, que não somos suficientes, que não somos oniscientes.

Esse comportamento é por si só, uma limitação séria para usufruirmos dessa energia positiva

Podemos receber muito, mas somente a gratidão nos torna uma pessoa rica, pois assim nos damos conta de tudo que temos e recebemos.

A busca da felicidade não é completa sem a gratidão, e assim, quando elaborei uma regra básica da felicidade, como já puderam ler em postagem anterior, incluí o ato de agradecer.

A gratidão não é míope, não passa uma borracha nos acontecimentos negativos e dolorosos, mas ela traz consigo um rosário de sentimentos agradáveis, a aceitação, a humildade, a bondade a generosidade – isso torna mais leve o fardo que todos temos que carregar na vida.

Melhor ainda, a gratidão nos permite tirar o máximo de satisfação dos acontecimentos positivos, pois os percorremos com a memória, nos atamos neles e permanecemos neles por mais tempo – é a memória do coração.

Contrariamente, a ruminação, nos mantém atados ao sofrimento, pois ficamos indefinidamente ruminando os problemas, as preocupações a raiva e os ressentimentos.

Num artigo recente no New York Times, Robert Wright escreve sobre o Dia de Ação de Graças e a própria experiência de encontrar algumas respostas na entrevista que casualmente assistiu do Professor Robert Emmons.

 Demonstre seus sentimentos, se emocione. Demonstre gratidão.

Inúmeros estudos científicos, dentre eles, os conduzidos por Robert Emmons, demonstram que as pessoas gratas são mais saudáveis.

Um coração grato é um coração saudável.

Passe adiante.

Beco

O que é da minha conta e o que não é.

Gastamos uma parte da nossa energia e paciência, preocupados com coisas que não são da nossa conta.

Quem casou com quem.

Quem ganhou quanto de salário.

Quem ganhou o quê de presente.

Quem deu azar nisso ou naquilo.

Quem teve a sorte nisso ou naquilo.

O que os outros pensam, em grande parte não é da minha conta.

A coisa mais importante que nos foi concedida, foi o poder para decidir sobre as coisas da própria vida, do contrário seríamos escravos.

Pautar as nossas decisões pelo que os outros pensam, gostam ou preferem, é abdicar da nossa discricionariedade e individualidade.

A liberdade está ligada à possibilidade de escolha. Quem não pode escolher, ou abdicou do seu direito de escolher é como seu fosse um escravo.

Algumas pessoas são obcecadas pelo que outras pessoas pensam dela. Isso vira uma neurose e uma deficiência de comportamento, e fonte de infelicidade.

Terry Cole-Whitaker escreveu um livro muito divulgado: Happiness -What you whink of me is none of my business – Felicidade – O que você pensa de mim não é da minha conta, livro este que pode ser uma boa leitura para quem quer abandonar essa deficiência.

Se libere da necessidade de buscar aprovação externa.

Fulano pensa que cicrano é um canalha.

Fulano pensa que você não é a pessoa adequada para …..

Fulano acha que você deveria fazer….

Esse é um comportamento totalmente imaturo, que desenvolvemos quando bebês e crianças, exigindo as palminhas de parabéns em tudo que fazíamos. Não somos mais aquelas focas amestradas. Somos adultos, capazes de tocar a vida, com competência para decidir sobre nossas coisas, sem necessidade daquela aprovação e palminhas de parabéns.

Beco