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Não conte vantagem.

Normalmente quando contamos vantagens é porque queremos olhar as pessoas com ar de superioridade.

Queremos nos colocar por cima.

São no fundo comentários vazios.

Deixam o outro diminuído.

Prejudicam o relacionamento.

Deixam uma imagem de arrogância e prepotência.

É como se jogássemos ovos na própria vidraça., sujando a nossa própria imagem.

Quem conta vantagem é porque está se comparando constantemente com os outros, o que por si só já é um obstáculo à felicidade como já citei em postagem anterior.

Parece um contra-senso, mas quando contamos vantagens, nos sentimos diminuídos. Que trabalho inútil – quanto mais contamos vantagem menor e diminuído nos sentimos.

É preciso trabalhar esse complexo de inferioridade – levantar a auto-estima.

Se comparar com os outros e contar vantagem é certamente uma receita para a infelicidade. O exibicionismo é também um defeito de caráter intimamente ligado ao contar vantagem.

Às vezes estamos lutando para aceitar alguma deficiência pessoal, algum complexo, e inconscientemente passamos a nos valendo do exibicionismo e do contar vantagem, o que no final acaba trabalhado contra o nosso próprio objetivo de melhorar a nossa auto-estima.

Aqueles que contam muita vantagem, não enfrentam seus problemas e suas deficiências, escondendo-os de si próprio.

Uma receita infalível para a infelicidade.

Beco

Não olhe as pessoas como quem está numa escada.

Não encare a vida como uma escada onde você encontra pessoas abaixo e se compadece e outras, você encontra acima de você e então as inveja.

Se coloque no mesmo plano das pessoas.

Exercite a empatia. Se coloque no lugar do outro para melhor entender o comportamento de cada um.

Exercite a compaixão. Sinta você mesmo a dor do outro e queira que a dor cesse.

A empatia e a compaixão são sentimentos fundamentais para o exercício de relacionamentos maduros.

Quando percebemos que conseguimos experimentar estes dois sentimentos, é sinal de que já crescemos um pouco mais.

O contrário também é verdadeiro.

Se continuamos a levar a vida nos comparando com os outros como se estivéssemos numa escada, é sinal de que nos esquecemos de crescer.

Beco

A vida não é uma corrida de você contra os outros.

A melhor comparação de você, é com você mesmo. Se compare com o que era antes. Veja o quanto melhorou.

Avalie a pessoa na qual você se tornou, mais generosa, mais compreensiva. Não se compare com os outros. A vida não é uma corrida.

Muito embora estejamos correndo atrás de objetivos e metas, a vida deve ser desfrutada no trajeto.

Como uma festa apoteótica que dura poucas horas, a preparação, as escolhas, os dias de espera, a expectativa, as conversas e os convites fazem com que o trajeto justifique a chegada e nunca o contrário.

Enquanto nos comparamos com os outros, colocando atenção em quem está à frente e quem está atrás, deixamos de apreciar a beleza do trajeto, deixamos de apreciar a própria vida.

Passamos vários anos para nos graduarmos, e a colação de grau dura poucas horas.

As lembranças da colação de grau se resumem a fotografias enquadradas, roupa alugada e discurso escrito de véspera.

As lembranças do convívio na universidade, no entanto, são repletas de passagens engraçadas, paixões, grandes realizações e sólidas amizades.

Beco