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Não fique tão preocupado com a vida do seu vizinho

Não fique tão preocupado com a vida do seu vizinho

É um desperdício total de tempo cuidar da vida dos outros, negligenciando a própria vida.

Não julgue o cardápio do vizinho, não dê palpites gratuitos, não faça mexericos a respeito. No final, é ele que vai comer a comida.

Livrar-se das comparações.

A mensagem deste mês é livrar-se das comparações, para ganhar desenvoltura e seguir mais leve pela jornada da vida.

Quando nos comparamos com os outros, estamos abrindo uma avenida de infelicidade.

Assim como a nossa visão lateral quando dirigimos um carro, devemos encarar as comparações.

Se eu ficar fixando a minha visão nas coisas que acontecem na rua, vou me envolver em colisões.

Não faça papel de juiz do mundo e das pessoas.

Não somos nós que ditamos as regras de comportamento das outras pessoas.

A maneira como cada um se veste, fala ou age é da conta de cada um.

Assim como não ditamos as regras, não podemos dar de uma de juiz, e dizer o que está certo e o que está errado.

Ficar julgando as pessoas nos afasta da própria felicidade, e isso deveria ser o suficiente para calibrarmos o nosso aparelho julgador.

É um sentimento ancestral gostar do que se parece mais com a gente, mas enquadrar como certo e errado só por esse aspecto, não é um comportamento maduro, aliás, é prepotente e preconceituoso.

Outro comportamento inapropriado é enquadrar as pessoas dentro de categorias: chato, impertinente, vaidoso, pobre, ignorante e assim por diante.

Esse tipo de enquadramento é impregnado de preconceito, e dissemina ingredientes nada saudáveis numa sociedade.

E o pior de tudo, é que lidar com os rótulos e preconceitos, tanto como vítimas ou como algozes, nos torna mais infelizes.

Não conseguimos escapar de fazer algum julgamento, o que é natural quando lidamos com relacionamentos, e de maneira saudável, aprovamos, apreciamos, admiramos, nos aproximamos e nos afastamos das pessoas.

O comportamento inadequado se verifica quando nos apressamos em rotular quando nem conhecemos a pessoa ao certo, e não raro, rotulamos as pessoas baseados em alguma indicação totalmente infundada. Fulana anda com cicrana e por isso deve ser ignorante. Fulano se casou com fulana e por isso não vale nada.

É muito desagradável conviver num ambiente onde as pessoas vivem de rótulos recebidos e rótulos concedidos.

Olhamos para a roupa ou para o carro e já aplicamos um rótulo. Julgamos as pessoas pelos títulos e status social, ou mesmo pela condição financeira, e esse é julgamento completamente parcial.

Quando colocamos defeitos enormes nos outros, estamos querendo esconder um defeito igual na gente mesmo. É uma questão de baixa-estima e merece nossa atenção. Precisamos melhorar, crescer, corrigir.

Julgamos como errado qualquer coisa que não entendemos. É um sentimento repleto de insegurança e também baixa auto-estima.

Olhamos os outros como numa escada, dando a eles sempre um rótulo inferior e menos glamoroso que damos a si próprio.

Já comentei numa postagem anterior: não olhe as pessoas como quem está numa escada.

Detesto quando me julgam apressadamente e me colocam um rótulo, normalmente preconceituoso.

É bom, por isso mesmo, evitar ao máximo fazer o mesmo com outras pessoas.

Beco

Abandone a sede de sentir desprezo por outras pessoas.

Fazemos fofocas, sentimos inveja, pensamos o mal para as pessoas.

Você não imagina o mal que isso faz a nós mesmos.

O espírito arrogante imagina que está nos colocando muito acima das outras pessoas, e no fundo, estamos sendo posicionados lá embaixo, na malcheirosa imundície do chão.

Quando a auto-estima está muito baixa, o amor próprio está tão prejudicado que chegamos a nos odiar, e uma maneira de nos maltratar, é maltratar os outros. Talvez esperando um revide, uma agressão e sofrimento.

A baixa auto-estima é uma voz insistente na sua cabeça pedindo para se comportar inadequadamente, ou agressivamente.

Quando a voz se cala, nos deprimimos – quando ela volta, agredimos.

Isso tem remédio.

É preciso elevar a auto-estima.

Algumas recomendações:

Aprenda a gostar de si próprio.

Faça uma lista do que gosta em si próprio.

Faça também uma lista do que gosta nas pessoas mais chegadas.

Toda vez que você se deparar comparando muito com os outros – pare para uma reflexão.

Toda vez que estiver desejando muito aquilo que os outros possuem – pare para analisar se não é um desejo doentio do tipo – quero porque ela tem e eu não tenho.

Não deixe a mente vagar muito nas suas falhas passadas.

Focalize a sua atenção mais nas forças e menos nas fraquezas.

Sinta o frescor da generosidade e dos bons fluidos penetrarem nas suas veias.

Quando a auto-estima está baixa, até aquilo que realizamos é medíocre, pois as nossas expectativas de nós mesmos são modestas.

Se valorize.

Goste de si.

Goste dos outros.

Evite o desprezo a todo custo.

Beco

Se livre da inveja.

Esteja contente com o que você é, e com o que você tem.

A inveja não tem fim, e assim como a ganância, vai te consumir até o fim da vida.

O que o outro tem não é da sua conta.

Concentre a sua atenção na sua busca pessoa.

Concentre as suas energias lutando pelo que quer na vida.

A comparação constante com os outros, alimentada pela inveja, é uma fonte permanente de insatisfação e infelicidade.

A inveja e a comparação, segundo especialistas, é uma característica comum aos indivíduos.

Mas porque praticamos algo que vai contra a nossa felicidade e bem-estar?

Desejo que o meu vizinho pare de trocar de carro todo o ano, pois isso está me deixando infeliz?

Devo desejar que o meu amigo não consiga um emprego melhor remunerado que o meu, pois isso me traria infelicidade?

Tudo isso parece insano, infantil e pouco inteligente.

Algumas dicas para se livrar dessa atitude tão perniciosa e tão contrária à nossa felicidade autêntica.

1-Desenvolva a gratidão por tudo que tem. Pratique.

2-Desenvolva uma atitude positiva frente à vida. Não deixará assim espaço para a inveja.

3-Coloque a sua atenção naquilo que você faz, no que você é e naquilo que você que conseguiu. Não olhe tanto para o lado.

4-Procure conhecer melhor as pessoas as quais você inveja e aprenda a admirá-las – a inveja vai passar.

5-Qualifique as pessoas, nas suas competências e habilidades, pelo que elas conseguiram, e assuma a atitude de buscar tais competências – a inveja vai passar.

Passe adiante.

Beco

Não viva a desgraça dos outros.

Não fique ruminando e comentando com os outros as desgraças que acontecem com os outros.

Quem se alimenta desse tipo de conversa, encontra assunto a todo o momento, mas vai ficar sempre com um gosto fúnebre na boca, e vai levar uma vida amarga.

Me marcou um filme brasileiro – Chuvas de Verão – onde um velhinho ficava com o seu caderninho ligando para os amigos para saber quem morreu. A vida dele era saber da morte dos outros.

Não devemos viver no cemitério, estando ainda vivos.

Não devemos condicionar o nosso sucesso ao insucesso dos outros.

O meu carro é bonito porque o do vizinho é feio.

Vamos fazer nossa morada onde há vida, onde reinam as realizações e a felicidade.

Existe uma diferença básica entre amar e odiar.

Quando amamos, nos alegramos com as realizações das pessoas.

Quando odiamos, nos alegramos com as desgraças das pessoas.

O negativo se ligo no negativo e potencializa a infelicidade.

A comparação constante com os outros também conduz ao mesmo clima de desgraça, e está associada à baixa auto-estima.

A falta de confiança em si mesmo também leva ao mesmo caminho.

O sentimento de que a outra pessoa não merece o que está recebendo, também é sinal de baixa auto-estima, falta de confiança e comparação constante com os outros.

Tudo isso junto é um saco de roupa suja que precisa ser lavada.

Deixe a sujeira ir embora pelo ralo.

Faça uma limpeza e aprecie o aroma da bondade, da grandeza e da generosidade.

Passe adiante.

Beco

A pessoa mais feliz do mundo não tem aquilo tudo que imaginamos.

As pessoas felizes são aqueles que estão sempre contentes e agradecidas com o que tem.

Muitas vezes imaginamos que as pessoas são felizes por terem um carro caro, uma casa na praia ou um emprego ultra bem remunerado. No entanto, temos sempre notícias de pessoas infelizes a despeito de toda essa fartura material.

Por outro lado, vemos pessoas pouco aquinhoadas, e até bastante desprovidas materialmente e felizes com a vida que têm. É porque tiram o máximo daquilo que tem. Não perdem tempo resmungando sobre aquilo que não está ao seu alcance, e dedicam toda sua atenção apreciando e agradecendo pelo que tem.

Muitas vezes, conseguir o que se quer não tem relação com o tamanho da sua renda, mas com a sua atitude com a vida.

Você pode mudar a maneira com que pensa sobre finanças, dinheiro, renda, gastos e posses.

Gastar aquilo que não tem, querer o que não está ao seu alcance, querer se igualar ou ultrapassar o status de outras pessoas, são receitas infalíveis para a infelicidade.

Querer é algo inerente ao ser humano – já sabemos.

Querer nos move para um ponto além de onde estamos hoje.

Importante: não deixe que o querer dos outros domine o seu.

Os anúncios de televisão, a onda e a moda, o movimento consumista dos outros – tudo isso é contaminação que atinge a sua própria e genuína vontade.

Olhe cuidadosamente para o que você já tem.

Preste atenção e verá que está adquirindo o que já tem. Que desperdício.

Deixe um pouco de lado o mundo frugal.

O apetite empresarial luta diariamente para tornar as frugalidades mais acessíveis e ao alcance da sua mão.

Se afaste – se proteja – e seja feliz com o que tem.

Beco