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A fé na natureza humana

A fé na natureza humana

Apesar de tudo de ruim que tem acontecido, temos que ter fé na natureza humana.

Acreditar que as pessoas mudam e melhoram. Ter fé que o bem vai prevalecer.

Cada um é capaz de se livrar dos seus próprios defeitos e se tornar uma versão melhor de si mesmo.

Na escuridão, não enxergamos e nos confundimos

Na escuridão, não enxergamos e nos confundimos

Precisamos da luz para nos reconhecermos na escuridão. Com a luz, ganhamos identidade, individualidade, mostramos a nossa cara. Temos que evitar a sombra da ignorância.

Me recordo sempre da canção muito antiga de Sergio Endrigo, “Pesci Rossi”. A canção começa assim: “come faranno i pesci rossi in fondo al mare a riconoscersi tra loro tutti  neri nell’oscurità”.A canção explica que na escuridão todos os peixes são pretos. Sendo assim, como é que os peixes vermelhos vão se reconhecer, como se destacarão dos outros peixes na escuridão do fundo do mar.

Mantenha uma bússola moral.

Mantenha calibrada a sua bússola moral.

O nosso comportamento é guiado pelos nossos valores, especialmente quando vivemos plenamente, conscientes de tudo que se passa à nossa volta.

Podemos, entretanto, viver em piloto automático. Completamente levados pela moda, opinião alheia, e completamente alheios a valores morais, enfim, vivemos ao acaso.

Quando vivemos conscientes da vida que vivemos, normalmente o fazemos seguindo os valores que acolhemos e tomamos como verdadeiros para nós mesmos.

É importante que esse conjunto de valores sirva como uma bússola moral para guiar os nossos atos e também os nossos pensamentos.

Deseje o bem para as pessoas.

Desejar o bem para as outras pessoas reflete assim como num espelho, nas coisas que acontecem contigo também.

Quando você se vê como parte dessa bela paisagem que é o mundo, começa a perceber as coisas boas se encaixando perfeitamente na sua vida.

Já comentei numa outra postagem sobre dizer à outra pessoa: fique bem.

Pratique isso no dia-a-dia. Sinta o frescor e a leveza dos relacionamentos, mesmo que seja com o caixa do supermercado.

Faça isso silenciosamente sempre que for o caso. Ao encontrar alguém em dificuldade ou padecendo de algum mal, sinta a compaixão e silenciosamente, deseje-lhe o bem, e sinta a calma e a paz te dominar.

Alguns chamam de poder da mente, outros a chamam de força cósmica, mas prefiro não chamar de coisa alguma, simplesmente o desejo de fazer parte de algo bom.

Faça de coração.

Quando nos colocamos em posição de desejar o bem para alguém, mudamos o nosso próprio referencial e os pensamentos sobre nós mesmos. É como se nos posicionássemos em outro ponto da estrada e dali, vislumbrássemos uma nova perspectiva.

Se você for religioso, coloque o nome das pessoas em suas orações.

Descubra uma maneira própria de desejar o bem das pessoas.

Não se esqueça de desejar o bem a si próprio.

Beco

Não seja um especialista na vida alheia.

Cuide da sua vida, e já é muita coisa.

Vejo uma enorme inutilidade o aprofundamento na vida dos outros. Quem faz isto, normalmente leva uma vida fútil, movida por fofocas e fuxicos. Quer saber tudo que se diz e se pensa acerca de todo mundo, pra estar atualizado e passar adiante as notícias-fofocas. É um disse-me-disse sem fundamento e sem nenhuma finalidade prática, apenas para se tornar especialista na vida dos outros e consequentemente um amador na sua própria vida.

Afaste de ti essa atitude indesejável.

Quando sentir uma coceira para observar coisas nos outros, se imagine você mesmo portando a mesma característica.

Estabeleça contato com os seus sentimentos mais profundos e genuínos.

Exercite a empatia. Sinta compaixão pelas pessoas que são alvo de críticas infundadas e maldosas.

Sinta a vontade de ajudar a acabar com tanta mediocridade.

Sinta o desejo de não pactuar com esse estado de coisa.

Sinta o desejo de não responder, não falar e não dar corda.

Faça de conta que não viu.

Faça de conta que não ouviu.

Exercite um pouco de ingenuidade associada à boa educação para cair fora dessa situação.

Não se meta na vida dos outros e trace uma linha limite para que não façam isso contigo.

Quando estiver participando numa conversa onde a vida alheia for o prato principal, demonstre desinteresse e tente mudar de assunto. No limite, se afaste um pouco para tomar água ou ir ao banheiro.

Se afaste de amigos que se deliciam com a vida alheia, com a desgraça dos outros.

Se pergunte sempre:

O que eu tenho a ver com isso?

Eu preciso saber disto?

O que eu ganho com essa informação-fofoca?

A quem pode interessar esse negócio a não ser aos seres rastejantes?

Quem cuida tanto da vida dos outros precisa saber que também será alvo dos mesmos comentários.

Traga rapidamente na mente o sentido de certo e errado, sentido esse que fica longe quando a fofoca e os comentários maldosos dominam.

Respeite a vida dos outros, suas escolhas e suas condições.

Beco

Foco nos seus pontos fortes.

Todos nós temos pontos fortes, embora tenhamos uma tendência a olhar muito para os pontos fracos.

As habilidades que te impulsionam para a felicidade não são aquelas de correr, nadar ou tocar instrumentos, mas sim de ser generoso, positivo, capaz de exercitar a empatia, capaz de cooperar e ajudar.

Aprenda a aceitar as suas inabilidades, pedindo ajuda e interagindo com outras pessoas nesses casos, e tire proveito dos seus pontos fortes.

Olhe para si mesmo e procure se conhecer melhor.

Coloque energia e dedicação para o auto-conhecimento.

Despenda menos tempo amargurado com seus pontos fracos, e mais tempo explorando os seus pontos fortes, este é o fundamento da psicologia positiva.

Segundo o site Reach-out, algumas características pessoais estão mais positivamente correlacionadas com a felicidade:

-gratidão;

-otimismo;

-entusiasmo e energia;

-curiosidade;

-habilidade para amar e ser amado.

Mushin Shilling, no seu blog: The Ecology of Life – A Ecologia da Vida, postou sobre as habilidades e a felicidade – coisas que ele aprendeu lendo Martin Seligman, o cientista da felicidade.

Nas palavras de Mushin, felicidade é quando: você pratica e faz algo no que é bom, e gosta de fazer, seguindo a sua intuição e o seu coração, como se transmitisse algo que vem da alma.

Após aplicar o teste sobre as próprias forças/virtudes/habilidades no site da Universidade da Pennsilvania, Mushin aprendeu que as virtudes e habilidades que ele mais valoriza são:

1-A capacidade de apreciar a beleza e a excelência nos mais diversos campos da vida – ciência, artes e experiências do cotidiano.

2-Criatividade, geniosidade e originalidade – pensar de formas não convencionais – dar o seu toque original.

3-A inteligência social, atentos aos sentimentos e motivações das outras pessoas, capazes de compreender as situações.

4-Curiosidade e interesse pelo mundo, fazendo perguntas, explorando e descobrindo coisas fascinantes.

5-Adorar aprender coisas novas, tanto nas aulas quanto por si próprio, lendo ou visitando lugares.

Se você tiver disposição para tal, pode entrar no site da Un.Pennsilvania e clicar no Via Survey of Character Strenghts na seção Engagement Questionnaires – faça o cadastro e aplique o teste.

Passe adiante.

Beco

O caráter se constrói no dia-a-dia.

Ainda que tenhamos herdado muita coisa dos nossos ancestrais, a sorte genética não cuida de nos dar um caráter digno de orgulho.

É preciso construí-lo no dia-a-dia.

A aprendizagem vem do lidar com as dificuldades que a vida nos impõe.

Como diz um adágio antigo, as adversidades moldam o caráter. É lidando com as bolas quadradas que recebemos é que aprendemos a ser uma melhor pessoa.

Isso não acontece de repente.

Não adquirimos um caráter assim como adquirimos uma casa nova.

É uma tarefa para a vida toda.

É também uma tarefa nossa, educar e guiar os pequenos para se tornem adultos íntegros, positivos e resilientes.

Não raro nos preocupamos em adiantar-lhes algumas lições que a vida pode ensinar. Enfim, queremos que eles aprendam sem muito sofrimento, mas a realidade é que o sofrimento traz as lições – assim acontece com todos nós.

Certa feita, li uma lista de lições que passamos para as crianças para ajudá-las a formar um caráter digno.

Aquelas que mais me marcaram são as seguintes:

-Devo aguardar a minha vez, ser educado, pedir por favor e dizer obrigado.

-Eu não desisto; eu continuo tentando até conseguir.

-Como eu pareço não é tão importante quanto como eu ajo.

-Eu trato os outros como quero ser tratado.

-É bom rir das coisas engraçadas, mas não rir dos outros.

-Todas as pessoas têm sentimentos bons e ruins.

-Sou honesto, não roubo nem trapaceio.

-Sou uma pessoa legal, jogo uma partida justa, sigo as regras e sou flexível.

-Eu trato todos com respeito.

-Eu encorajo todos a darem o melhor de si.

-Cada dia é uma oportunidade para fazer o meu melhor.

-Eu tento aprender uma coisa nova a cada dia.

-Quando estou com raiva, eu me controlo para não magoar os outros.

-Ser agradável e boas maneiras ajudam a manter as amizades.

-Sou como sou – não vou tentar ser outra pessoa.

-Eu digo a verdade – os meus amigos acreditam em mim.

-Quando coopero com os outros, consigo fazer mais coisas.

-Eu olho as coisas boas nas outras pessoas e digo isso a elas.

Passe adiante.

Beco