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Eu quero a felicidade, e os outros também.

Eu quero a felicidade e busco ser feliz, mas tenho que pensar nisso sem prejudicar os outros.

Devo pensar no meu bem-estar sem afetar negativamente o bem-estar dos outros.

Quando jogo lixo na rua, estou pensando na minha comodidade de não ter que carregar o lixo até a lixeira.

Isso ocorre em detrimento dos outros que também utilizam o passeio público. Sem contar com o trabalho adicional de quem tem que limpar as vias públicas.

Experimente a nossa receita!

Ontem fui tomar um sorvete numa loja perto de casa, e notei curiosamente o papel que fica de apoio para os pratos sobre a mesa.

Normalmente esse papel é um espaço valioso para propaganda de produtos, e especialmente as coisas que representam o negócio da loja.

O papel dizia o seguinte:

Experimente a nossa receita!

Ao acordar sorria.

Você pode florescer.

Esta afirmação – você pode florescer – pode muito bem vir de um autor de livros de auto-ajuda, mas vindo do fundador da psicologia positiva, Prof. Martin Seligman, é algo que merece uma leitura cuidadosa.

Seligman que publicou o recente livro Florish – Florescer, onde afirma que todos podem florescer.

O livro, já bastante discutido, expande o conceito da felicidade e as emoções positivas, agregando outros quatro conceitos, realizações, propósito, relacionamentos e engajamento.

A revista época de 23 de maio de 2011, publicou na reportagem de capa sob o título O Mito da Felicidade, um artigo que descreve a nova abordagem de Seligman seguida de curta entrevista do professor.

Dois sites também comentam o livro, o Psicosaber, e o Positive Psychology News.

Alguns destes conceitos que agregou Seligman, já foram anteriormente abordados por outros estudiosos. O engajamento, foi largamente estudado por Mihaly Csikzentmihalyi que criou o termo fluxo, que é quando as pessoas estão tão engajadas e satisfeitas com o que estão fazendo que não vêm o tempo passar.

O propósito, num sentido mais espiritual foi abordado por Viktor Frankl, especialmente no livro: Em Busca de Sentido.

Os relacionamentos foram abordados por diversos autores, dentre eles Richard Layard, no livro Felicidade: lições de uma nova ciência.

Outro autor que comenta a questão dos relacionamentos é o professor de Harvard, Nicholas Christakis no livro: O Poder das Conexões.

Seligman diz que esta nova abordagem do bem-estar, não limita ninguém de encontrar o seu próprio caminho, equilibrando e fazendo o seu melhor, ao seu modo, nas cinco vertentes do bem-estar, a felicidade, realizações, propósito, relacionamentos e engajamento.

Seligman utiliza as iniciais dos conceitos para criar o anagrama PERMA, Positive emotion, Engagement, Relationships, Meaning and Accomplishment, como os pilares PERMAnentes para uma vida plena.

Beco

Busque a sua zona de conforto.

Quando nos sentimos tristes e deprimidos, uma boa receita é buscar a zona de conforto de cada um.

É um artifício mecânico, mas é uma pausa para o sofrimento que estamos experimentando.

Para alguns pode ser sair para comprar um CD. Só o ato de vasculhar a loja, passando por inúmeros cantores, concluindo por uma boa aquisição pode ser um refúgio para obter mais bem-estar.

Pessoas que se sentem de bem com a vida em pouquíssimas circunstâncias, devem procurar aumentar a zona de conforto.

Devem procurar gostar de mais coisas, de estar bem com mais pessoas.

No fundo é uma questão de auto-estima. Tem que melhorar.

Uma boa maneira de aumentar a zona de conforto e experimentar coisas novas, fazer dança para quem não faz – visitar locais que nunca visitou e tantas outras novidades.

Importante também refletir sobre as coisas que te deixam de bem com a vida. Algumas pessoas sequer conseguem enumerar as coisas que as deixam bem. Isso é sinal que estão sendo levadas pela maré, pela esteira hedônica ou por outras forças externas, que no fundo não trazem a felicidade.

Conhecer quais são suas zonas de conforto e recorrer a elas no caso de uma tsunami, é uma questão de sobrevivência.

Quando se viaja de carro por estradas que oferecem perigos severos da natureza, reconhecemos as zonas de escape/refúgio.

Um exemplo disso são as zonas de abrigo para o caso de tornados e furacões. Se avistar um perigo dessa natureza, o motorista deve rapidamente se abrigar no local destinado.

Outro exemplo são as rampas de fuga para caminhões que perdem os freios em meio a uma descida longa e acentuada. Nesse caso, o motorista foge para uma rampa especial para que o veículo pesado pare rapidamente sem se acidentar.

Sabemos que os problemas podem ocorrer, e podemos nos sentir um pouco desprotegidos de vez em quando.

Isso não quer dizer correr para uma redoma e ali se isolar, mas cada um deve ter algumas zonas de conforto para se refugiar quando for necessário.

Beco

Fique bem.

Esta postagem é uma homenagem a uma assídua leitura deste blog que sempre se despede com esta frase: “fique bem”.

Não encontrei até agora nada tão belo e adequado para dizer ao final quanto: fique bem.

Há muito tempo atrás, li um livro muito interessante que me marcou.

O livro se chama As três Ecologias, do filósofo francês Félix Guattari, que já esteve no Brasil e faleceu em 1992.

Diz Guattari, no seu livro, que precisamos estar bem consigo mesmo, com os outros e com o planeta, o que ele descreve na Ecologia Ambiental, Ecologia Social e Ecologia Mental. Ele traz para o conceito da ecologia, os aspectos humanos e sociais, por vezes esquecidos, nesse debate contemporâneo da preservação. Afinal, queremos salvar o planeta, as pessoas e as relações.

Queremos ficar bem.

Em muitas empreitadas, buscados reconstruir o ambiente físico, mas temos que também reconstruir as relações humanas, nos livrando das chagas da violência e do preconceito.

Não é possível estar bem consigo próprio estando mal com as pessoas, ou mesmo em desarmonia com o ambiente físico que nos cerca.

Precisamos da honestidade nas relações, e do espírito aberto para compartilhar e aprender.

Aprendi, na leitura do livro de Guattari, que isso tudo trabalha conjugado. Nos sentimos bem num lugar onde tudo está bem preservado, e por outro lado, nos sentimos mal num lugar onde acabou de ocorrer uma destruição.

O mesmo ocorre com o ambiente social e principalmente consigo mesmo.

Nos sentimos bem quando nos valorizamos, quando estamos cuidando de si e quando estamos crescendo espiritualmente.

Fique bem.

Beco