Auto-estima Posts

Quanto mais conheço as pessoas, mais gosto dos meus- blá – blá – blá….

Os relacionamentos são processos complexos.

As pessoas vão nos magoar um dia, por mais que nos amem.

Devemos aceitar, entender e perdoar.

Nos ensina o Dr. Fred Luskin, que: “ quem quer se envolver somente em relacionamentos que possa controlar, deve desistir das pessoas e encher a casa de animais de estimação”.

Também não é dar uma de capacho, excessivamente condescendente, aceitando todo tipo de maus tratos.

Devemos sim exercitar a tolerância nos relacionamentos.

Comportamentos indesejados, mas insignificantes devem ser relevados, pois nós também os cometemos sem perceber.

Quando perdoamos e relevamos, decidimos não aceitar o bônus de sofrimento que vem com o ato em si.

Não é dizer que não tem importância. Tem importância sim, não gostei, mas vou relevar e perdoar, porque não quero sofrer por tão pouca coisa.

Algumas pessoas gostam a citar a célebre frase: quanto mais conheço as pessoas mais gosto dos meus cachorros.

Eu tenho dois cachorros e os adoro.

Escolher o convívio dos animais ao das pessoas é uma simplificação patológica.

Somos humanos, somos sociais e precisamos da interação com as outras pessoas.

Uma pessoa criada na selva com os macacos e que cresce pleno dos seus sentimentos e valores é algo para Hollywood.

Os animais, muito embora possuam a capacidade da ressonância límbica, são bastante limitados no relacionamento com os humanos.

É bom gostar dos animais.

É melhor gostar das pessoas.

Beco

Não faça papel de juiz do mundo e das pessoas.

Não somos nós que ditamos as regras de comportamento das outras pessoas.

A maneira como cada um se veste, fala ou age é da conta de cada um.

Assim como não ditamos as regras, não podemos dar de uma de juiz, e dizer o que está certo e o que está errado.

Ficar julgando as pessoas nos afasta da própria felicidade, e isso deveria ser o suficiente para calibrarmos o nosso aparelho julgador.

É um sentimento ancestral gostar do que se parece mais com a gente, mas enquadrar como certo e errado só por esse aspecto, não é um comportamento maduro, aliás, é prepotente e preconceituoso.

Outro comportamento inapropriado é enquadrar as pessoas dentro de categorias: chato, impertinente, vaidoso, pobre, ignorante e assim por diante.

Esse tipo de enquadramento é impregnado de preconceito, e dissemina ingredientes nada saudáveis numa sociedade.

E o pior de tudo, é que lidar com os rótulos e preconceitos, tanto como vítimas ou como algozes, nos torna mais infelizes.

Não conseguimos escapar de fazer algum julgamento, o que é natural quando lidamos com relacionamentos, e de maneira saudável, aprovamos, apreciamos, admiramos, nos aproximamos e nos afastamos das pessoas.

O comportamento inadequado se verifica quando nos apressamos em rotular quando nem conhecemos a pessoa ao certo, e não raro, rotulamos as pessoas baseados em alguma indicação totalmente infundada. Fulana anda com cicrana e por isso deve ser ignorante. Fulano se casou com fulana e por isso não vale nada.

É muito desagradável conviver num ambiente onde as pessoas vivem de rótulos recebidos e rótulos concedidos.

Olhamos para a roupa ou para o carro e já aplicamos um rótulo. Julgamos as pessoas pelos títulos e status social, ou mesmo pela condição financeira, e esse é julgamento completamente parcial.

Quando colocamos defeitos enormes nos outros, estamos querendo esconder um defeito igual na gente mesmo. É uma questão de baixa-estima e merece nossa atenção. Precisamos melhorar, crescer, corrigir.

Julgamos como errado qualquer coisa que não entendemos. É um sentimento repleto de insegurança e também baixa auto-estima.

Olhamos os outros como numa escada, dando a eles sempre um rótulo inferior e menos glamoroso que damos a si próprio.

Já comentei numa postagem anterior: não olhe as pessoas como quem está numa escada.

Detesto quando me julgam apressadamente e me colocam um rótulo, normalmente preconceituoso.

É bom, por isso mesmo, evitar ao máximo fazer o mesmo com outras pessoas.

Beco

Não se preocupe com o cardápio do seu vizinho.

Não julgue o cardápio do vizinho, não dê palpites gratuitos, não faça mexericos a respeito. No final, é ele que vai comer a comida. E no fundo, quando estamos preocupados com o cardápio do vizinho, estamos negligenciando o nosso próprio. É como se estivéssemos comendo do pior, dando palpites no que o outro vai comer.

Dr. Robyn Silverman, especialista em educação de crianças e adolescentes comenta isso no artigo:

Quando crianças, ficamos sempre comparando o que recebemos com aquilo que o irmão recebeu.

Essa comparação que fazemos quando criança tem a ver com a sobrevivência. Estamos lutando pela comida, pela preservação.

Mãe, o Pedro ganhou um pedaço maior que o meu.

Pai, você deu 4 porções para o João e eu ganhei só 3.

Ao crescermos, é natural que essa percepção do mundo competitivo seja amenizada. Percebemos que não temos que lutar para ter um naco a mais de comida ou um milímetro a mais de território.

Mas a realidade é diferente. Esse ímpeto para comparar com quem está no nosso campo de visão é quase implacável.

Não é a toa que os fabricantes de automóveis usam incessantemente a figura do vizinho com carro novo para te convencer a comprar um também.

Recentemente visitei a granja de minha irmã, e verifiquei os resultados do experimento que conduziram, dando um espaço enorme para algumas galinhas correrem e ciscarem.

A idéia era verificar se o nível de estresse se refletiria na postura de ovos.

O resultado inusitado, é que o estresse das galinhas aquinhoadas com mais espaço não se alterou, mas o estresse das galinhas vizinhas que não receberam o benefício aumentou, e com isso houve redução na produção de ovos.

Vejam que a comparação é algo ancestral, e por esse motivo, demanda uma energia enorme e uma disposição para amenizar isso em nós mesmos.

Algumas dicas:

1-Você só acha que tem pouco quando compara com a porção que os outros ganharam. Procure não comparar.

2-Seja grato pelo que tem e pelo que recebeu.

3-Gaste o seu tempo em algo que te engrandeça, deixando menos tempo para comparações fúteis.

4-Relacione suas virtudes, e sinta-se mais confiante com a sua busca pessoal.

5-Estabeleça suas metas, dedicando assim menos atenção às metas de outrem.

Beco

Não espere pelas condições ideais.

As condições ideais podem nunca ocorrer. Não espere tanto para agir, para realizar.
O ótimo é inimigo do bom, como observou o pensador Voltaire.
Quando esperamos e admitimos somente o ideal, perdemos muito do bom da vida.
Queremos a excelência, a qualidade, a quase perfeição, isso é verdade, mas queremos também que as coisas aconteçam num prazo adequado e que satisfaça o propósito projetado.
Dustin Wax no seu famoso blog Stepcase Lifehack comenta sobre como reconhecer quando está bom o suficiente.
Pode ser difícil aceitar algumas imperfeições ou algumas falhas, mas na maioria das vezes, o bom é o suficiente.
1-A primeira recomendação de Wax é estabelecer um planejamento realista, se mantendo nele durante a execução, evitando qualquer impulso para estabelecer condições ideais e resultados perfeitos. Diz ele que quando não estabelecemos metas realistas, ao longo do trajeto, corremos o risco do espírito perfeccionista nos atingir, colocando travas no meio do processo. Devemos estabelecer metas alcançáveis e suficientes e que não nos impeçam de seguir adiante.
2-Busque melhorar a autoconfiança, pois o estabelecimento de condições ideais e perfeitas é fruto do medo de falhar. É estranho ouvir isso, mas diz Wax, que o fato de não termos a confiança suficiente de que vamos conseguir, faz com que coloquemos mais ênfase no planejamento de algo inatingível.
3-Cometa falhas perfeitas, isto é, aquelas que te permitam o aprimoramento e o crescimento. O perfeccionismo é o inimigo da ação, pois imobiliza a pessoa, tudo isso provocado pelo medo de cometer qualquer erro, por menor que seja.
Abraçar o erro, aceitando-o, é o passo inicial para tirar daí uma lição, para se conectar com o mundo real, do bom, do atingível, do realizável.
4-Paradoxalmente, o estabelecimento de metas perfeitas te impede de dar o melhor de si, como já comentei, leva ao imobilismo. O perfeccionismo não é um mal porque nos leva a fazer muito e sim porque nos leva a querer muito e não fazer nada.

Beco

O que é da minha conta e o que não é.

Gastamos uma parte da nossa energia e paciência, preocupados com coisas que não são da nossa conta.

Quem casou com quem.

Quem ganhou quanto de salário.

Quem ganhou o quê de presente.

Quem deu azar nisso ou naquilo.

Quem teve a sorte nisso ou naquilo.

O que os outros pensam, em grande parte não é da minha conta.

A coisa mais importante que nos foi concedida, foi o poder para decidir sobre as coisas da própria vida, do contrário seríamos escravos.

Pautar as nossas decisões pelo que os outros pensam, gostam ou preferem, é abdicar da nossa discricionariedade e individualidade.

A liberdade está ligada à possibilidade de escolha. Quem não pode escolher, ou abdicou do seu direito de escolher é como seu fosse um escravo.

Algumas pessoas são obcecadas pelo que outras pessoas pensam dela. Isso vira uma neurose e uma deficiência de comportamento, e fonte de infelicidade.

Terry Cole-Whitaker escreveu um livro muito divulgado: Happiness -What you whink of me is none of my business – Felicidade – O que você pensa de mim não é da minha conta, livro este que pode ser uma boa leitura para quem quer abandonar essa deficiência.

Se libere da necessidade de buscar aprovação externa.

Fulano pensa que cicrano é um canalha.

Fulano pensa que você não é a pessoa adequada para …..

Fulano acha que você deveria fazer….

Esse é um comportamento totalmente imaturo, que desenvolvemos quando bebês e crianças, exigindo as palminhas de parabéns em tudo que fazíamos. Não somos mais aquelas focas amestradas. Somos adultos, capazes de tocar a vida, com competência para decidir sobre nossas coisas, sem necessidade daquela aprovação e palminhas de parabéns.

Beco

Mostre a melhor versão de você

Se existe uma maneira de drenar a sua energia é se comparar constantemente com os outros.

A comparação, no final das contas, dá uma sensação de superioridade ou de intimidação, e nenhuma delas é boa para você.

Ao contrário, trabalhe naquilo que você é. Mostre a sua melhor versão, o melhor de você.

Você pode ter na vida alguns modelos de pessoa, para uma referência, pessoas que você admira, mas sem comparações. Cada um é um e você já é, o que já comentei na postagem: não queira ser o que já é.

Adote qualidades que você admira. Se esforce e você vai conseguir.

Entenda a sua individualidade. Você caminha com os seus iguais, mas cada um é diferente.

Defina objetivos, teste sua competência, vá ao limite, dê o seu melhor.

No final, sinta-se satisfeito, sinta-se orgulhoso de si mesmo.

Realize o seu potencial.

Acredite que o seu destino é se superar. Não digo nas coisas materiais, mas ser uma pessoa melhor a cada dia.

Conte para você mesmo o quanto você tem realizado. Se olhe no espelho e goste do que vê.

Viva por inteiro, com integridade e respeito a si próprio.

Faça o melhor com o que a vida te oferece.

Quando tomamos essa atitude, afastamos o papel de vítima, pois não dá para ser as duas coisas ao mesmo tempo.

Nos todos já experimentamos momentos onde nos sentimos na nossa melhor versão, seja fazendo caridade, ensinando, aprendendo ou ajudando.

Faça uma reflexão e trabalhe para repetir tais situações e sensações.

É como um quadrado desenhado no chão, onde você entra e se sente grandioso. Não é possível entrar no quadrado carregando os pensamentos negativos, a raiva, a inveja e toda toxicidade emocional que existe. Deixe de lado essa carga ruim.

A melhor versão de você é também você mais feliz.

Beco

Um amor incondicional por si mesmo.

Não é um ato de egoísmo.

Como já postei anteriormente, é gostar de si próprio numa postagem antiga: gostar de mim.

 É um ato solitário, introspectivo, e fundamental para a felicidade.

É vislumbrar a si próprio como parte do todo que existe, e é esse todo que você deve amar  igualmente.

Assim como os nossos pais nos dedicaram um amor incondicional ao seu modo, devemos encontrar uma maneira própria de amarmos a si próprio.

A falta de amor próprio nos dificulta amar os outros e até mesmo aceitar o amor de outras pessoas.

Temos ainda uma dificuldade para realizar as coisas e ser feliz, pois não nos julgamos merecedores do que estamos por receber.

Isso envia uma mensagem muito negativa ao universo, de não fazemos parte disso, somos párias e não usufruímos da abundância do universo.

Não devemos sentir culpa por querer, desejar, receber, e assim aceitarmos o mérito pelas coisas que realizamos.

Sentir orgulho de ser o que é, reconhecendo os próprios talentos e pontos positivos.

Livrar-se da necessidade de usar uma máscara, ou de seguir o que os outros dizem que você deve seguir.

É a independência e a liberdade para ser você mesmo.

Não seja o pior crítico de si próprio, e já comentei em postagem anterior: não se imponha limitações que você não tem.

 Não tente se punir, se desaprovar e se sabotar, e deixe assim essa pessoa florescer.

Aceite as limitações da vida e aceite os resultados que você conseguiu, sem perfeccionismo e crítica excessiva.

Aceite as regras da vida e a luta pelos direitos, realizações e sobrevivência como algo natural – você não é ajudante de Deus para ter privilégios.

Não deixe que isso crie um conflito dentro de si.

Você é capaz sim.

As pessoas podem não gostar de ti, e isso não deve te desapontar e nem mesmo motivar uma decepção consigo mesmo.

Reflita sobre as expectativas que tem de si próprio.

Seja generoso consigo próprio.

Não fique fazendo o que satisfaz as outras pessoas.

Pense na sua satisfação, na sua felicidade e bem-estar.

Passe adiante.

Beco