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Não preciso procurar defeitos nos outros.

É um defeito difícil de livrar, esse de olhar para os outros como quem olha para o jogo dos sete erros.

Tem algo errado com ele. Será o nariz, será a barriga?

Ela é gorda e feia. Ela tem um andar desajeitado. Olha só que cabelo horrível.

Não temos qualquer necessidade de encontrar defeitos nos outros.

O que não gosto nos outros.

Eu identifico nos outros o que não gosto em mim mesmo.

Isto serve para alguma coisa.

Toda vez que isso acontecer, faça como se estivesse olhando no espelho e enxergando onde você deve melhorar.

Isso se passa porque é sempre mais fácil olhar para fora que para dentro.

É sempre mais fácil enxergar os defeitos dos outros.

Conheça a si próprio.

Dizem que a melhor aventura na qual podemos nos engajar, é conhecer a si próprio.

Conheça a si próprio, é a mensagem que deixo para o mês de janeiro.

É importante saber quem você é, e a partir daí, saber para onde vai.

Essas definições básicas irão suportar as suas decisões e escolhas.

Seja amigo íntimo de si mesmo.

O amigo externo é importante, mas o amigo interno é insubstituível.

Mesmo quando estamos felizes, e principalmente quando enfrentamos problemas, sentimos falta de um amigo íntimo para compartilhar tudo isso.

Aprenda a mergulhar no seu íntimo e digerir tudo que se passa consigo. Mas não dispense o amigo externo e nem a ajuda profissional quando a coisa for muito séria – não se isole.

Quando uma pessoa busca a felicidade fora de si, e se vê desapontada, quer a todo custo obter as explicações nesse mundo externo que foi a sua arena – e acaba não encontrando.

Quando uma pessoa busca a felicidade e não encontra – se volta para dentro – faz uma reflexão profunda – arruma a casa e toca em frente – no final acaba encontrando a felicidade autêntica.

Muitas pessoas não cresceram. Mantiveram o mesmo comportamento primitivo de querer ser amado e cuidado, assim como um bebê, uma criança.

O desenvolvimento saudável de qualquer um, implica em ganhar autonomia, assegurar a individualidade, construir um eu interno forte e consciente.

O amigo interno forte vai sempre te colocar pra cima, vai sempre te impulsionar pra frente – vamos lá você consegue – você é capaz.

O amigo interno fraco é como um espelho bizarro, refletindo as coisas de maneira distorcida e amplificada. É o carrasco da ruminação dos problemas.

É muito importante aprender a conviver com os próprios sentimentos, é a linguagem sua com o seu amigo interno.

Às vezes nos descuidamos do nosso amigo interno e o deixamos enfraquecer.

Observe como você cuida do seu melhor amigo externo. Cuide do seu amigo interno da mesma maneira.

Carinho consigo mesmo.

Beco

Não se preocupe com o cardápio do seu vizinho.

Não julgue o cardápio do vizinho, não dê palpites gratuitos, não faça mexericos a respeito. No final, é ele que vai comer a comida. E no fundo, quando estamos preocupados com o cardápio do vizinho, estamos negligenciando o nosso próprio. É como se estivéssemos comendo do pior, dando palpites no que o outro vai comer.

Dr. Robyn Silverman, especialista em educação de crianças e adolescentes comenta isso no artigo:

Quando crianças, ficamos sempre comparando o que recebemos com aquilo que o irmão recebeu.

Essa comparação que fazemos quando criança tem a ver com a sobrevivência. Estamos lutando pela comida, pela preservação.

Mãe, o Pedro ganhou um pedaço maior que o meu.

Pai, você deu 4 porções para o João e eu ganhei só 3.

Ao crescermos, é natural que essa percepção do mundo competitivo seja amenizada. Percebemos que não temos que lutar para ter um naco a mais de comida ou um milímetro a mais de território.

Mas a realidade é diferente. Esse ímpeto para comparar com quem está no nosso campo de visão é quase implacável.

Não é a toa que os fabricantes de automóveis usam incessantemente a figura do vizinho com carro novo para te convencer a comprar um também.

Recentemente visitei a granja de minha irmã, e verifiquei os resultados do experimento que conduziram, dando um espaço enorme para algumas galinhas correrem e ciscarem.

A idéia era verificar se o nível de estresse se refletiria na postura de ovos.

O resultado inusitado, é que o estresse das galinhas aquinhoadas com mais espaço não se alterou, mas o estresse das galinhas vizinhas que não receberam o benefício aumentou, e com isso houve redução na produção de ovos.

Vejam que a comparação é algo ancestral, e por esse motivo, demanda uma energia enorme e uma disposição para amenizar isso em nós mesmos.

Algumas dicas:

1-Você só acha que tem pouco quando compara com a porção que os outros ganharam. Procure não comparar.

2-Seja grato pelo que tem e pelo que recebeu.

3-Gaste o seu tempo em algo que te engrandeça, deixando menos tempo para comparações fúteis.

4-Relacione suas virtudes, e sinta-se mais confiante com a sua busca pessoal.

5-Estabeleça suas metas, dedicando assim menos atenção às metas de outrem.

Beco

Não espere pelas condições ideais.

As condições ideais podem nunca ocorrer. Não espere tanto para agir, para realizar.
O ótimo é inimigo do bom, como observou o pensador Voltaire.
Quando esperamos e admitimos somente o ideal, perdemos muito do bom da vida.
Queremos a excelência, a qualidade, a quase perfeição, isso é verdade, mas queremos também que as coisas aconteçam num prazo adequado e que satisfaça o propósito projetado.
Dustin Wax no seu famoso blog Stepcase Lifehack comenta sobre como reconhecer quando está bom o suficiente.
Pode ser difícil aceitar algumas imperfeições ou algumas falhas, mas na maioria das vezes, o bom é o suficiente.
1-A primeira recomendação de Wax é estabelecer um planejamento realista, se mantendo nele durante a execução, evitando qualquer impulso para estabelecer condições ideais e resultados perfeitos. Diz ele que quando não estabelecemos metas realistas, ao longo do trajeto, corremos o risco do espírito perfeccionista nos atingir, colocando travas no meio do processo. Devemos estabelecer metas alcançáveis e suficientes e que não nos impeçam de seguir adiante.
2-Busque melhorar a autoconfiança, pois o estabelecimento de condições ideais e perfeitas é fruto do medo de falhar. É estranho ouvir isso, mas diz Wax, que o fato de não termos a confiança suficiente de que vamos conseguir, faz com que coloquemos mais ênfase no planejamento de algo inatingível.
3-Cometa falhas perfeitas, isto é, aquelas que te permitam o aprimoramento e o crescimento. O perfeccionismo é o inimigo da ação, pois imobiliza a pessoa, tudo isso provocado pelo medo de cometer qualquer erro, por menor que seja.
Abraçar o erro, aceitando-o, é o passo inicial para tirar daí uma lição, para se conectar com o mundo real, do bom, do atingível, do realizável.
4-Paradoxalmente, o estabelecimento de metas perfeitas te impede de dar o melhor de si, como já comentei, leva ao imobilismo. O perfeccionismo não é um mal porque nos leva a fazer muito e sim porque nos leva a querer muito e não fazer nada.

Beco

Mostre a melhor versão de você

Se existe uma maneira de drenar a sua energia é se comparar constantemente com os outros.

A comparação, no final das contas, dá uma sensação de superioridade ou de intimidação, e nenhuma delas é boa para você.

Ao contrário, trabalhe naquilo que você é. Mostre a sua melhor versão, o melhor de você.

Você pode ter na vida alguns modelos de pessoa, para uma referência, pessoas que você admira, mas sem comparações. Cada um é um e você já é, o que já comentei na postagem: não queira ser o que já é.

Adote qualidades que você admira. Se esforce e você vai conseguir.

Entenda a sua individualidade. Você caminha com os seus iguais, mas cada um é diferente.

Defina objetivos, teste sua competência, vá ao limite, dê o seu melhor.

No final, sinta-se satisfeito, sinta-se orgulhoso de si mesmo.

Realize o seu potencial.

Acredite que o seu destino é se superar. Não digo nas coisas materiais, mas ser uma pessoa melhor a cada dia.

Conte para você mesmo o quanto você tem realizado. Se olhe no espelho e goste do que vê.

Viva por inteiro, com integridade e respeito a si próprio.

Faça o melhor com o que a vida te oferece.

Quando tomamos essa atitude, afastamos o papel de vítima, pois não dá para ser as duas coisas ao mesmo tempo.

Nos todos já experimentamos momentos onde nos sentimos na nossa melhor versão, seja fazendo caridade, ensinando, aprendendo ou ajudando.

Faça uma reflexão e trabalhe para repetir tais situações e sensações.

É como um quadrado desenhado no chão, onde você entra e se sente grandioso. Não é possível entrar no quadrado carregando os pensamentos negativos, a raiva, a inveja e toda toxicidade emocional que existe. Deixe de lado essa carga ruim.

A melhor versão de você é também você mais feliz.

Beco