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Não se coloque acima daquele te fala.

A superioridade bloqueia qualquer mensagem que você possa estar recebendo, quando menos, distorce o seu conteúdo.

Não se coloque num patamar acima daquele que está falando, isso vai dificultar enormemente você ouvir e entender a mensagem.

É uma questão de atitude não encarar a sua relação com os outros como quem está numa escada. Olhando as pessoas de cima e de baixo.

Relembro uma postagem anterior sobre o mesmo foco.

Quando nos colocamos acima das pessoas, perdemos a capacidade de ouvir, perdemos a capacidade de aprender com as pessoas que colocamos abaixo.

Isso é um desperdício. Para alguém disposto a aprender, qualquer um pode ser o seu professor.

Converse de igual para igual, admita que não entendeu, que não sabia, que quer aprender mais.

Tenha uma atitude construtiva, deixe a outra pessoa falar até o final, não fique interrompendo.

Cuidado com a comunicação não verbal. Às vezes, a sua postura já denota que você subiu um degrau. Seja receptivo.

Não fique julgando o que acabou de ouvir, como se fosse o dono da verdade.

Ah! Isso eu já sabia.

Quem precisa saber disso.

Não seja preconceituoso ao dar o feedback.

Se concentre em ouvir o que está sendo dito.

Seja rápido para ouvir e lento para falar.

Seja sincero e evite a piada inadequada.

Não seja sarcástico, e aja como quem quer saber mais.

Nós aprendemos com os outros.

Passe adiante.

Beco

Receba o rancor com suavidade.

Não podemos evitar que as pessoas, às vezes, nos tratem de maneira rancorosa.

Não temos controle sobre as outras pessoas.

Receba o rancor com suavidade, e isso será a sua melhor proteção para que o rancor não te pegue e não afete a sua paz de espírito.

O comportamento das pessoas é algo muito complexo, e difícil compreender as reações das pessoas.

Inútil racionalizar e inadequado reagir.

 A melhor coisa a fazer é tentar se colocar no lugar da outra pessoa. Simplesmente imagine uma razão para tal explosão rancorosa.

Podemos listar um número enorme de razões: uma doença grave, uma perda irreparável, uma noite mal dormida, uma relação rompida, dificuldade financeira ou mesmo perda do emprego.

Aceitar e deixar passar não quer dizer se servir de capacho, mas simplesmente não deixar que o mal reflita em você.

Não devolva o tratamento, pois pode funcionar contra você.

O melhor é deixar quieto.

Não tente alongar o momento de relação rancorosa, não discuta e não revide.

Não leve pelo lado pessoal. Muitas vezes não tem nada a ver contigo.

Se ainda assim você julgar importante esclarecer e deixar em pratos limpos, deixe passar o momento de tensão e volte ao assunto com tranqüilidade.

Depois de passados alguns dias, pode ser que você mesmo não dê mais importância ao incidente.

Beco

Pratique a reciprocidade.

A reciprocidade, quando se torna um hábito incorporado à nossa maneira de ser, é um conforto.

A recomendação dessa prática, não se aplica para o lado negativo.

Não vale o olho por olho o dente por dente, e isso remete para uma postagem antiga sobre o –bateu levou.

Não vale pagar na mesma moeda.

Pratique nas coisas positivas, devolver um favor, um agrado, um carinho, um elogio.

Como bem aponta Jonathan Haidt no livro – Uma vida que vale a pena – a reciprocidade é um instinto profundo, uma moeda básica da vida social.

A reciprocidade positiva conduz a relacionamentos de cooperação.

A reciprocidade positiva conduz ao ganha-ganha, vou retribuir um favor que ele me prestou.

A reciprocidade negativa conduz ao perde-perde, vou dar-lhe uma fechada igual a que ele me deu lá atrás.

A reciprocidade negativa reforça outros comportamentos negativos, como o de fazer fofoca. Quem recebe uma fofoca quente se sente pressionado a retribuir com outra fofoca.

É importante se concentrar na reciprocidade positiva, construindo relacionamentos sólidos.

Mesmo quando praticado com pessoas estranhas, a reciprocidade promove um clima de cooperação e harmonia.

Esse instinto é tão natural ao homem, que é cultuado nas mais diversas culturas e religiões.

Dentre os mecanismos de influência, a reciprocidade é um longo capítulo, como ensina o professor americano Robert Cialdini no livro – Influence.

Mas aqui estamos falando da reciprocidade descompromissada, desinteressada e espiritual.

É retribuir um favor ou ajuda sem medir exatamente o tamanho da ação.

Quando praticada sem sequer pensar o que está ganhando ou perdendo, a reciprocidade é, com diz Jonathan Haidt, um tônico para os relacionamentos.

Usado adequadamente, fortalece, prolonga e rejuvenesce os laços sociais.

Passe adiante.

Beco

Comece o dia leve.

Não carregue peso desnecessário para a sua jornada de hoje.

Se imagine saindo para uma caminhada. Não precisa levar tanta coisa que não vai precisar.

A preocupação, o medo do que pode acontecer, o ressentimento. Deixe tudo de lado, se desligue dessas coisas e comece o dia leve.

Às vezes começamos o dia já nos preocupando com coisas que não estão na agenda de hoje.

Viva um dia de cada vez. Você não precisa fazer tudo hoje.

Como já comentei aqui, amanhã você será brindado com outras 24 horas novinhas em folha.

A preocupação excessiva com o futuro não vão te deixar mais preparado para os problemas que você imagina virão, além do que, isso vai te impedir de desfrutar as coisas boas que acontecem hoje, agora.

É bastante provável que toda essa catástrofe que você imagina para o seu futuro não se realize nem na menor parcela.

Come o dia leve.

Eu faço costumeiramente uma leitura espiritual e me sintonizo com o canal da serenidade e da paz, mesmo antes que qualquer atividade produtiva.

Faça você uma experiência semelhante, e procure manter o espírito sereno o maior tempo possível, a despeito da coisa pegar fogo no trabalho ou nas atividades corriqueiras.

Você vai sentir como se um peso enorme das costas fosse tirado repentinamente.

Com o tempo você vai se acostumar com essa sensação fantástica.

Insista.

Beco

Não deixe botarem lixo na sua mochila.

Impressionante como deixamos que botem lixo na nossa mochila.

Estamos sempre nos preocupando com problemas que não nos dizem respeito, reagindo de maneira desproporcional a coisas que não tem grande importância.

Se continuarmos carregando um fardo de entulho que não são nossos e não vão nos ajudar em nada na caminhada da vida, podemos não chegar onde queremos chegar além de estarmos sempre esgotados com tanto peso.

David J. Pollay, aborda isso com muita desenvoltura no seu livro:The Law of the Garbage Truck – a lei do caminhão de lixo.

Diz ele, que aprendeu a lição que ensina no livro de um motorista de taxi em Nova Iorque, que reagia com serenidade e cortesia às agressões diárias no transito frenético daquela metrópole.

Dizia o sábio motorista, que muitas pessoas são como caminhão de lixo. Aceitando todo tipo de agressão, reagindo e revidando e com isso permitindo que essa carga negativa se acumulasse no seu caminhão.

Se você levar a sério, você está deixando que o lixo se acumule na sua caçamba. Se você sorrir e deixar passar, o lixo não vai se somar à sua carga.

David assumiu que a sua missão é divulgar essa mensagem, o que faz no seu website:

O autor também posta coisas interessantes no seu blog:

Resumindo, não deixe que outros controlem sua vida especialmente enfiando lixo na sua mochila.

Você pode não estar em condição de lidar com a situação completamente, mas a decisão de deixar o lixo ir para suas costas é sua.

A reação às situações está sob seu controle. Trabalhe isso.

O tempo que essa irritação fica na sua cabeça é decisão sua. Aprenda a lidar com a raiva – deixe passar.

Não guarde rancor.

Como já comentei em postagem anterior , evite as fofocas – não receba – não passe adiante.

Finalmente, não se esqueça da pergunta mágica: “até que ponto isso é importante?”

Passe adiante.

Beco

Não faça drama. Seja prático.

O drama é apropriado para o teatro.

Na vida real, a praticidade leva vantagem.

Pagar as dívidas, resolver os problemas, sanar um vazamento de água – tudo isso requer praticidade.

Não fique fazendo um drama em cima de coisas que se resolvem com disposição, atitude e um pouco de inteligência.

Empurrar com a barriga, procrastinar e ficar reclamando dos problemas não vai dar fim no seu desconforto.

Veja as coisas de maneira realista, nem fantasiosa nem catastrófica, apenas do jeito que são.

Respire fundo, tenha calma e preste atenção na solução vindo à tona.

Não saia batendo em todo mundo – vai criar um problema maior para você mesmo, depois que tudo passar.

Não procure alguém para culpar – se concentre na busca da solução para os problemas.

Não procure respostas sofisticadas quando a solução é direta e está bem debaixo do seu nariz.

Traduzo aqui uma postagem antiga do blog de Paulo Coelho.

que você pode ler no original.

 Dizia uma lenda antiga que três viajantes discutiam em como colocar em prática tudo o que haviam aprendido no campo espiritual.

Quando caiu a noite perceberam que tinham para comer apenas um pedaço de pão. Ao invés de discutirem sobre quem deveria comer o pão, resolveram dormir e esperar que um espírito superior indicasse quem deveria ficar com o pedaço de pão.

De manhã, um deles contou o seu sonho onde apareceu um sábio e disse que ele era o escolhido por ter renunciado a muitas coisas e nunca ter perseguido o prazer.

O segundo contou uma história parecida, e no seu sonho, um sábio dizia que pelo seu passado de santidade e o futuro de maestria ele deveria ter o pedaço de pão, para ter energia para liderar o povo.

O terceiro disse que não sonhou nada, não teve nenhuma mensagem. Apenas acordou no meio da noite com fome e comeu o pão.

Quando lhe perguntaram porque não os havia acordado quando tomou a decisão de comer o pão. O terceiro viajante respondeu que não quis incomodá-los, pois estavam tão distantes, acompanhados de mestres e visões celestiais.

No meu caso, disse ele, Deus atuou de maneira direta, me acordou no meio da noite com fome.

É uma boa reflexão não é?

Passe adiante.

Beco

Preste atenção às pessoas serenas.

Todas as pessoas foram aquinhoadas com uma quantidade razoável de problemas.

Quando nos deparamos com pessoas serenas e equilibradas, devemos ter em mente que elas também convivem com problemas, mas provavelmente encontraram uma maneira de ser feliz e serena a despeito de todas as adversidades que lhe foram impostas.

Preste atenção e procure aprender alguma coisa com essas pessoas.

É provável que essas pessoas tenham descoberto algo que você ainda precisa procurar.

A serenidade é um resultado de uma atitude em relação a muitas questões da vida.

É o desvestir de muitos defeitos que julgamos não ter. Descubra e trabalhe.

A arrogância, a prepotência a ganância e o ressentimento são alguns dentre várias barreiras para a serenidade.

Ao trabalhar com cada um desses aspectos, qualquer um pode se aproximar mais da serenidade.

A serenidade não é alienação.

Quando descobrimos pessoas corajosas, carregando serenamente o fardo da vida, nos lembramos imediatamente da oração da serenidade:

“Deus, concedei-me a serenidade, para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar aquelas que posso, e sabedoria para perceber a diferença.”

A serenidade está disponível também para você.

Beco