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Proteger ou controlar.

Muitas vezes pensamos que estamos tentando proteger os outros, quando na verdade estamos tentando é controlar.

Qual a diferença?

Quando estamos empenhados em controlar os outros, perdemos o foco no próprio crescimento.

Estamos mais preocupados em obter uma concordância, afirmar um ponto de vista.

Não tente impor regras impraticáveis.

Impor que o seu marido alcoólico beba com responsabilidade toda vez que forem a uma festa.

Impor que seu filho chegue exatamente dentro do horário, sem qualquer tolerância.

Temos que ser mais tolerantes e não impor regras impraticáveis.

Impor que a esposa seja mais organizada e deixe tudo no lugar, ou se tenha um comportamento espartano quando for ao Shopping Center.

Regras impraticáveis mostram prepotência por parte de quem as impõe.

Elas puxam um rosário de coisas negativas – julgamento – decepção – culpa – ressentimentos – arrependimentos.

Não impô-las te permite se livrar disso tudo.

Quando impomos regras impraticáveis estamos:

-tentando controlar o que não está no nosso controle;

-tentando controlar outras pessoas;

-tentando impor as nossas vontades sobre as outras pessoas;

No relacionamento pessoal, o conflito e o desentendimento acontecem em grande chance quando o outro quebra uma regra impraticável.

É uma frustração quando as coisas não saem como esperado.

Isso tudo pode fruto do perfeccionismo.

Queremos que as pessoas com quem nos relacionamos sejam simplesmente perfeitas.

Recusamos a aceitar o que chamamos de falhas dos companheiros, e em alguns casos sequer toleramos, o que acaba se tornando num desastre para o relacionamento, como bem comenta o Dr. Fred Luskin, no seu livro “Aprenda a perdoar – e tenha um relacionamento feliz”.

Insistir em regras impraticáveis é manter expectativas que não irão se realizar.

Por outro lado, quando somos razoáveis, quando enfrentamos as coisas com mais realismo, as regras impraticáveis simplesmente se dissolvem.

Quando colocamos as coisas não como regras, mas como desejos, aceitamos melhor quando tais desejos não se concretizam.

Quando as colocamos como regras, ao menor sinal de rompimento, sentimos a raiva tomar conta de nós, a mente se turva, e perdemos toda a objetividade.

Daí para frente é só discussão, ressentimentos, ironia, desprezo e culpa.

Será que há uma chance, pelo menos uma vez na vida, de você fazer como estou pedindo?

Dá para notar pelo tom da inquirição, de que está se tratando de uma regra impraticável.

É bom refletir sobre isto.

Beco

Abandone a sede de sentir desprezo por outras pessoas.

Fazemos fofocas, sentimos inveja, pensamos o mal para as pessoas.

Você não imagina o mal que isso faz a nós mesmos.

O espírito arrogante imagina que está nos colocando muito acima das outras pessoas, e no fundo, estamos sendo posicionados lá embaixo, na malcheirosa imundície do chão.

Quando a auto-estima está muito baixa, o amor próprio está tão prejudicado que chegamos a nos odiar, e uma maneira de nos maltratar, é maltratar os outros. Talvez esperando um revide, uma agressão e sofrimento.

A baixa auto-estima é uma voz insistente na sua cabeça pedindo para se comportar inadequadamente, ou agressivamente.

Quando a voz se cala, nos deprimimos – quando ela volta, agredimos.

Isso tem remédio.

É preciso elevar a auto-estima.

Algumas recomendações:

Aprenda a gostar de si próprio.

Faça uma lista do que gosta em si próprio.

Faça também uma lista do que gosta nas pessoas mais chegadas.

Toda vez que você se deparar comparando muito com os outros – pare para uma reflexão.

Toda vez que estiver desejando muito aquilo que os outros possuem – pare para analisar se não é um desejo doentio do tipo – quero porque ela tem e eu não tenho.

Não deixe a mente vagar muito nas suas falhas passadas.

Focalize a sua atenção mais nas forças e menos nas fraquezas.

Sinta o frescor da generosidade e dos bons fluidos penetrarem nas suas veias.

Quando a auto-estima está baixa, até aquilo que realizamos é medíocre, pois as nossas expectativas de nós mesmos são modestas.

Se valorize.

Goste de si.

Goste dos outros.

Evite o desprezo a todo custo.

Beco

Não conte vantagem.

Normalmente quando contamos vantagens é porque queremos olhar as pessoas com ar de superioridade.

Queremos nos colocar por cima.

São no fundo comentários vazios.

Deixam o outro diminuído.

Prejudicam o relacionamento.

Deixam uma imagem de arrogância e prepotência.

É como se jogássemos ovos na própria vidraça., sujando a nossa própria imagem.

Quem conta vantagem é porque está se comparando constantemente com os outros, o que por si só já é um obstáculo à felicidade como já citei em postagem anterior.

Parece um contra-senso, mas quando contamos vantagens, nos sentimos diminuídos. Que trabalho inútil – quanto mais contamos vantagem menor e diminuído nos sentimos.

É preciso trabalhar esse complexo de inferioridade – levantar a auto-estima.

Se comparar com os outros e contar vantagem é certamente uma receita para a infelicidade. O exibicionismo é também um defeito de caráter intimamente ligado ao contar vantagem.

Às vezes estamos lutando para aceitar alguma deficiência pessoal, algum complexo, e inconscientemente passamos a nos valendo do exibicionismo e do contar vantagem, o que no final acaba trabalhado contra o nosso próprio objetivo de melhorar a nossa auto-estima.

Aqueles que contam muita vantagem, não enfrentam seus problemas e suas deficiências, escondendo-os de si próprio.

Uma receita infalível para a infelicidade.

Beco

Não olhe as pessoas como quem está numa escada.

Não encare a vida como uma escada onde você encontra pessoas abaixo e se compadece e outras, você encontra acima de você e então as inveja.

Se coloque no mesmo plano das pessoas.

Exercite a empatia. Se coloque no lugar do outro para melhor entender o comportamento de cada um.

Exercite a compaixão. Sinta você mesmo a dor do outro e queira que a dor cesse.

A empatia e a compaixão são sentimentos fundamentais para o exercício de relacionamentos maduros.

Quando percebemos que conseguimos experimentar estes dois sentimentos, é sinal de que já crescemos um pouco mais.

O contrário também é verdadeiro.

Se continuamos a levar a vida nos comparando com os outros como se estivéssemos numa escada, é sinal de que nos esquecemos de crescer.

Beco

Não dê lição de moral.

Quem dá lição de moral no crescimento alheio é porque se esqueceu de crescer, e agindo desse jeito vai continuar pequenininho.

Uma atitude desprezível e que só traz mal estar para todos é alguém tentando enquadrar os outros como se fosse ele próprio uma pessoa perfeita, livre de qualquer defeito.

Quando somos vítimas de lição de moral, devemos praticar o desligamento, deixar passar e limpar da nossa lembrança tal fato desagradável.

Quando nos colocamos em postura para dar uma lição de moral, devemos parar, retroceder momentaneamente e avaliar o que queremos fazer de fato.

Uma parada para respirar pode permitir que a temperatura emocional se regularize, e que a agitação da superfície da água se dissipe para revelar um comportamento mais adequado.

Às vezes um feedback objetivo resolve.

Muitas vezes, fazer nada é a solução, simplesmente deixar passar.

Criticar calorosamente, com tom de autoridade na arte de viver denota mais fraqueza que força.

Não seja intransigente.

Não seja tão duro.

Beco

Esteja aberto para a verdade.

Quem não gosta da verdade vai ter sempre a mentira.

Esteja sempre aberto para aceitar a verdade, sob o risco de ser sempre brindado com mentiras.

Aqueles que se mostram duros e belicosos diante da realidade e da opinião dos outros, serão sempre enganados pelos companheiros, pela equipe de trabalho e pelos familiares.