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Mantenha as mãos ocupadas mudando a si próprio

Se existe uma coisa que vale a pena investir toda a sua energia é em mudar a si próprio.

Já sabemos, desde pequenos, que se queremos ganhar conforto pessoal e tranqüilidade financeira, devemos investir no nosso desenvolvimento profissional.

Mas quando se trata de felicidade, temos que investir no nosso crescimento pessoal, e por isso a nossa energia, dedicação e inspiração deve se voltar para tornar-se uma pessoa melhor.

É algo que está totalmente no seu controle. Não depende de ninguém, e mais, o maior beneficiário é você mesmo.

O ganhador é você mesmo.

Mas não é assim que acontece a maior parte das vezes.

Tendemos a desperdiçar a curta vida que temos, tentando controlar a vida dos outros e não ganhamos nada com isso.

Ao contrário, ganhamos a infelicidade.

 Ficamos de olho no que os outros possuem, o que conseguiram.

Corremos desesperados na esteira hedônica como se isso fosse nos levar a algum lugar.

Vivemos a vida dos outros, comparando, competindo, invejando, culpando, copiando, sabotando, fofocando,perseguindo.

Parece lógico e inteligente, escolher um bom modo de viver, mas escolhemos um bom modo de morrer.

É como se escolhêssemos regar a planta do vizinho, deixando a nossa planta sem água e sem nutrientes.

Além de atentar para os 10 obstáculos à felicidade que comento neste blog, vale à pena:

-Apontar menos defeitos nos outros e olhar mais para os próprios pontos a melhorar.

– Se dedicar mais à própria jornada pessoal, evitando criticar o caminho que o outro escolheu trilhar.

-Abandonar o excessivo materialismo.

– Se valorizar e ser amigo de si próprio.

Beco

Saia do piloto automático da vida.

A felicidade está em viver intensamente cada momento. No entanto, os afazeres do dia-a-dia, frequentemente nos colocam em piloto automático. Tocar as tarefas no escritório, voltar para casa e tocar a lista interminável de coisas para fazer.

Lavar pratos e roupas pode ser uma atividade insana, pois tudo vai se sujar novamente. Mas tudo isso pode ser vivido intensamente, com o espírito desperto, e com o piloto automático desligado.

Quando fazemos as coisas de maneira consciente e desperta, a sensação de estar vivo é aprofundada, e a satisfação acentuada.

Tocar as respostas e reações apenas por conta das circunstancias é uma alienação da vida.

Devemos refletir sobre as decisões à luz das nossas metas, valores e princípios.

A depressão pode vir com a percepção de que nada está no controle.

Desligue o piloto automático e assuma o controle da sua vida.

Dá trabalho, pode parecer estressante, mas é gratificante.

1-Pegue um objetivo na sua vida, seja específico, escreva sobre ele e reflita como isso vai te deixar mais feliz, mais realizado. Depois desse primeiro exercício, desenvolva o hábito de fazer isso com todos os objetivos.

2-Defina algumas regras para sua vida, algumas diretrizes, reflita sobre elas, porque umas e não outras.

3-Procure as razões no seu coração.

Algumas perguntas para refletir:

1-Sei exatamente o que estarei fazendo daqui a cinco anos e isso me deixa deprimido?

2-O desenvolvimento da minha carreira é tudo que meus pais sonharam para mim?

3-A minha vida tem sido uma cadeia sem trégua de etapas consecutivas: escola, graduação, trabalho, carreira, casamento e filhos?

4-Os meus interesses e hobbies são os mesmos de tempo de garoto. Não experimentei nada de novo e não gosto de nada novo?

Celestine Chua, em postagem super-interessante aborda essa questão: Are you sleepwalking your life away?

Comenta Celestine que não devemos viver a vida como sonâmbulos, sem consciência, sem noção dos nossos sonhos e das nossas metas.

Ela enumera oito perguntas instigadoras para fazermos a nós mesmos para evitar o sonambulismo existencial.

1-O que é a vida para você? Você tem noção da vida no grande espectro além daquilo que está na sua linha de visão?

2-Qual é o seu propósito de vida no médio e longo prazo? As coisas que você faz estão alinhadas com os propósitos?

3-Você se nota fazendo as mesmas coisas semana a semana como se estivesse no piloto automático?

4-Você se vê fazendo muitas coisas que enchem as horas, mas não adicionam valor à sua vida? – fofocas, reclamações, festas, comida, jogos, TV.

5-Você se sente infeliz, se deixando ir com a corrente, abdicando de qualquer controle e responsabilidade?

6-Você se sente muito ocupado para fazer as coisas que realmente gosta?

7-Você se pega desligado, sem a percepção dos pensamentos e emoções?

8- Você se sente desmotivado e sem ambições?

É bom acordar desse estado de sonambulismo e escolher as coisas que quer fazer depois disso – enfim, viver plenamente.

Passe adiante.

Beco

Descubra uma maneira de interpretar as suas experiências.

As experiências da vida são importantes, mas a interpretação que damos a elas é que vai construir o seu caráter.

As pessoas pessimistas dão sempre uma interpretação negativa.

Vêem sempre o copo meio vazio.

Para as pessoas otimistas, os problemas são oportunidades de crescimento e aprendizagem.

Assim como a pedra de amolar, pode nos desgastar até o osso, pode também nos polir e dar-nos uma forma melhor.

Vale sempre relembrar a historia do copo meio cheio e meio vazio. É tudo uma questão de leitura e interpretação.

Isso influi no nosso humor, nas nossas iniciativas e conseqüente nos nossos resultados.

Algumas recomendações que funcionam para mim:

-Embora as coisas se mostrem difíceis, alguns resultados parciais e modestos me animam a tocar adiante. Todo processo acontece passo a passo, com muito esforço.

-Quando olho as coisas com bons olhos, com otimismo, me sinto mais fortalecido para enfrentar as dificuldades e os problemas.

-Quando interpreto que o copo está meio cheio, já consigo enxergar o copo plenamente cheio.

-Quando interpreto a tarefa como meio realizada, já vejo a tarefa concluída no futuro próximo.

Algumas frases que gosto de praticar, pois as interpreto como sinal de otimismo:

-Falta pouco.

-Ainda dá tempo.

-Vamos conseguir.

-Vai dar certo.

-Estamos quase lá.

-Tenho esperança que vai dar certo.

-Tem solução.

-Senti  firmeza.

Um bom exemplo que gosto de citar é do ator Michael J. Fox, o garoto dos filmes – De volta para o futuro.

Muito jovem, teve o diagnóstico da doença de Parkinson, que o afastou das telas e dos trabalhos artísticos. Dedica-se a fundação com o seu nome para a pesquisa do Parkinson e escreveu um livro: Olhando sempre para cima: As aventuras de um otimista incurável.

Em entrevista ao beliefnet, diz ele  que aprendeu a ver as possibilidades em tudo na vida.

O mundo é fantástico, e para cada coisa que te queima, tem uma coisa que te cura.

Tudo que lhe é tirado vem acompanhado de algo bom que lhe é agraciado.

Falando sobre a interpretação que damos às nossas experiências, Michael J. Fox, nos dá uma lição quando diz que devemos olhar a vida com mais realidade –“quando olho para um barreira que não pode ser movida, devo imediatamente procurar uma maneira de contorná-la”.

Beco

Perdoar a si próprio é diferente.

Quando perdoamos os outros, fazemos um favor a nós mesmos. É uma decisão que nos afeta, no entanto, não temos qualquer garantia que os outros farão algo a respeito para melhorar a situação.

Mas quando perdoamos a si próprio, sabemos que temos que fazer algo para melhorar a situação e eventualmente tomamos uma ação nesse sentido.

Quando perdoamos, estamos limitar o poder que o agressor tem de nos ferir.

O que acontece quando o agressor somos nós mesmos?

Porque é tão difícil lidar consigo próprio?

Dr.Fred Luskin, que dirige o Centro do Perdão na Universidade de Stanford na Califórnia, nos ensina que devemos sempre pesar na balança o ônus de não perdoar, a carga de sofrimento que decidimos continuar carregando.

Para Luskin, os músculos do perdão são como outro qualquer. Ficam flácidos quando não exercitados. É preciso exercitar.

Ao perdoar os outros, desejamos que eles não nos magoem novamente.

Ao perdoar a si próprio, temos que tomar uma atitude de não voltar a magoar a si próprio. Temos que fazer o dever de casa.

Os ensinamentos que o Dr.Luskin transmite para as pessoas que passam por aquele instituto é de entender plenamente a situação que levou ao mal estar, pois é o ponto de partida para chegar ao perdão.

Aliviando-se da carga de rancor, ressentimento, e o sentimento de vítima e de ofensa, podemos ser mais feliz.

Temos que entender para aceitar e assim estar em condições de perdoar.

Entender-Aceitar-Perdoar, é a sequência.

Os médicos consideram que o ato de perdoar ajuda consideravelmente na recuperação de doenças associadas ao estresse, pois a carga de rancor e ressentimentos, quando não é a causa principal da doença, agrava muito as condições do paciente.

É bom lembrar que perdoar a si próprio tem a ver com eventos específicos.

Nada tem a ver com – se perdoar por ser o que é – gay – órfão – divorciado.

Tampouco tem a ver com o desleixo – perdoar por não fazer a cama, não colocar o lixo fora – não pagar as contas.

Não tem qualquer relação com aquela dor na consciência por não ter cumprido com suas obrigações.

Algo específico que você tenha feito, que merece reparo, e mais do que isso, merece perdoar a si próprio, amenizando a dor que você está infligindo a si próprio.

Beco

Passe o bastão.

Chega uma hora em que devemos passar o bastão para os outros.

Temos que ter sucessores nas nossas empreitadas.

Na condução da liderança familiar, pode chegar a hora de passar as decisões para os filhos. Faça isso com serenidade.

Ensine e passe adiante o que aprendeu. Não vamos durar para sempre, e seria uma pena ver todo esse conhecimento e experiência desperdiçados.

Não faça por se tornar insubstituível.

Ensinar o que aprendeu, principalmente para os pequenos é fundamental.

Passe o bastão da fé, da coragem, da persistência.

Passe o bastão da honestidade, da amizade do coleguismo.

Invista nas gerações futuras, nas suas gerações futuras.

Não guarde para si os ensinamentos que podem servir para os outros.

No ambiente do trabalho, é importante passar o bastão. Não tenha receio de ser substituído antes da hora.

Se lembre de você mesmo quando começou a carreira, quando era jovem, indeciso e inexperiente.

Se lembre das ajudas e lições que recebeu de graça. Faça o mesmo, ajude quem está começando e passe adiante as pérolas de conhecimento e sabedoria que você acumulou.

Se você foi um bom aluno na escola da vida, e aprendeu tudo direitinho, é sinal que pode ser um excelente professor. Bote isso em pratica.

Você sabe o quanto as dificuldades podem ser imprevisíveis. Passe a experiência de quem já esteve em igual situação, para quem ainda não enfrentou coisa parecida.

A importância da opinião de uma pessoa experiente quando estamos em dificuldades é de um valor inestimável. Você, que passa tal conhecimento, pode não perceber o valor, mas quem recebe o ensinamento sabe o valor.

Você já foi inexperiente e sabe muito bem.

Beco

Aprendemos quando encontramos diferenças.

Aprendemos quando encontramos diferenças, quando encontramos discordâncias.

Fossemos vaquinhas de presépio, pouco ou nada conseguiríamos evoluir.

Quando encontramos as discordâncias e diferenças, somos instigados a analisar, reformular, mudar e evoluir.

Já havia comentado um pouco sobre aprender a lidar com as diferenças e semelhanças na postagem – sou diferente.

Dar uma olhada profunda e nós mesmos, e aceitar a si próprio é o primeiro passo para aprender com as diferenças.

Abrir o coração e a mente para o mundo que nos cerca, aceitando o que é diferente.

Valorizar o diferente como algo simplesmente diferente e não como algo errado, inadequado.

Dentre todos os eventos humanos, acredito que o relacionamento conjugal, mais que tudo, nos motiva ao exercício da aprendizagem com o diferente.

Somos de sexo diferente, seguimos educação diferente, não raro temos profissões diferentes e somos diariamente instigados a nos aproximar e aprender um com o ouro, a despeito de tanta diferença.

Quando mais semelhanças encontramos, mais diferenças encontramos, e isso é bom. Aprendemos com a diferença na semelhança e a semelhança na diferença.

É muito difícil duas pessoas concordarem ou discordarem totalmente, e nisso reside uma avenida de oportunidades para aprenderem uma com a outra.

É o exercício da flexibilidade, da transigência, da empatia e da tolerância.

Aprendemos a valorizar a convivência, a harmonia, a aprendizagem e o crescimento pessoal.

Lidamos com as situações com honestidade, afastando os medos internos.

Entendemos o lado do outro, aceitamos acordos próximos do desejável para o momento.

É a convivência produtiva, fazendo das diferenças, não um cabo de guerra onde todos perdem, mas uma solução das questões, com respeito mútuo, crescimento e maturidade.

Use todos esses ingredientes para o crescimento pessoal, e seja feliz

nesse mundo diverso e bonito.

Beco

A coragem não é falta de medo.

Quando criança, usamos ter medo de muita coisa, o escuro, o barulho, os movimentos bruscos, as vozes alteradas.

Com o tempo, com a ajuda dos adultos e educadores, aprendemos que o mundo não é assim tão perigoso. Aprendemos que podemos conviver com o perigo e com as ameaças porque temos as ferramentas, físicas e psicológicas, para lidar com elas.

A coragem não é, portanto, a falta de medo, mas a escolha de agir e enfrentar as situações, a despeito do medo.

Quando a coragem nos é agraciada, deixamos de fugir, de correr, de se esconder e sentimos o poder e a força para navegar graciosamente pela vida.

Essa atitude é construída, aprendida passo a passo, experimentando as possibilidades que temos diante da vida.

Você se lembra de uma ocasião onde escolheu não perseguir a sua felicidade por conta do medo?

Isso também tem a ver com o desconforto de conviver com o risco de acontecer um fato indesejável no futuro. O receio do resultado ruim trabalha na nossa mente, no esforço de evitar a dor e o desapontamento já experimentados em outras ocasiões.

É bom sair da zona de conforto e confrontar o medo e o risco.

Muito disso tem a ver com a nossa percepção. Por isso, devemos refinar, melhorar e aprimorar a nossa percepção.

Devemos aprender a lidar com o sentimento de medo, pois os sentimentos são os insumos da nossa ação, ou melhor, eles governam as nossas ações.

Cuidado – o medo pode vir travestido de racionalidade. Queremos racionalizar o medo, na tentativa de justificar a nossa ação e decisão.

Acredite si próprio, tenha fé no seu taco.

Conviva com a incerteza.

Não devemos ser prisioneiros e nem intimidados pelo medo.

A maioria dos medos é infundada e vazia.

Lide com os medos um de cada vez. Vá devagar e com calma.

Na jornada da vida, se deixe distrair com as boas experiências, se esqueça momentaneamente do passado e se fortaleça emocionalmente para quando as tempestades surgirem.

Quando nos deixamos dominar pelo medo, temos uma tendência a nos encolher, nos isolar, agindo como o porco-espinho, que rapidamente se transforma em uma bola de espinhos ao menor sinal de perigo.

O porco-espinho é um animal de estratégia única de defesa, e para uma pessoa humana, a estratégia de isolamento pode ser desastrosa – devemos evitar.

Passe adiante.

Beco