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Ah! Os bons tempos.

Era feliz e não sabia.

Esse saudosismo todo é um bom sinal?

É sinal de que nos lembramos mais das boas coisas e esquecemos as más?

Viver só no passado não é bom, pois a vida vai passar despercebida. No entanto, estar conectado com as coisas boas do passado também traz felicidade.

Gretchen Rubin aborda essa questão em uma de suas postagens, e diz que devemos manter vivas as lembranças. Manter firmes as conexões com as pessoas, colegas de turma do colégio.

Compareça às reuniões dos antigos grupos. Repasse os momentos olhando fotografias e fazendo comentários.

Gretchen reconhece o quanto é difícil manter esse mecanismo, pois estamos muito ocupados com as atividades correntes.

http://www.happiness-project.com/happiness_project/2009/04/how-to-be-happier-stay-connected-to-your-past.html

Outro aspecto interessante apontado em artigo do New York Times, é que a felicidade pode chegar com a idade.

http://www.nytimes.com/2010/06/01/health/research/01happy.html

Diz o artigo que as pessoas com mais de 50 anos são mais felizes. Acredita o autor do artigo, baseado em estudos com 340.000 pessoas, que os jovens estão pouco preocupados com o futuro e ainda tateando nos seus planos, e o adulto até os 50 anos está tentando lidar com as bolas quadradas que a vida lhe reserva. O indivíduo maduro e idoso já passou por tudo isso e agora tem um cabedal de recordações boas para alimentar a sua felicidade.

Outro ponto é que o indivíduo passa por transformações psicológicas e fisiológicas com a idade, o que justifica uma mudança de atitude frente à vida.

Acho que isso faz sentido.

Eu próprio tenho me preocupado em organizar as minhas recordações e escrever sobre os eventos do passado para não me esquecer dos detalhes dos fatos e das pessoas as que protagonizaram.

Vale listar aqui algumas recomendações que me vem à cabeça para levar a sério essa coisa de – Ah! Os bons tempos.

1-Faça um bom registro da sua infância. Éramos todos bonitinhos, engraçadinhos, sem problemas, sem dentes e felizes.

2-Não tínhamos o conforto de hoje, mas éramos felizes com o que possuíamos. Guarde bem os registros valiosos, as fotografias das pequenas coisas que te trouxeram a felicidade. Escreva sobre isso enquanto a memória não te aplica truques da idade.

3-Você teve animais na infância, cães, gatos, etc. Relembre os nomes, revire as fotografias e escreva sobre eles.

4-As lembranças do colégio são ótimas, as brincadeiras, as primeiras paqueras, os professores.

5-Quem tem filhos, se lembrar deles bebês, quando ainda não pediam mesada nem carro emprestado.

6- Aqueles que já se aposentaram, possuem um mundo de lembranças da vida profissional, a faculdade, a escolha profissional, o primeiro emprego e os primeiros desafios.

7-Use a criatividade – colecione e organize o seu acervo do passado, preserve a sua memória.

Beco

Para que são os amigos?

Quem tem amigos tem tudo. Bons amigos são para sempre.

Mesmo não se encontrando com freqüência, mesmo estando longe, uma boa amizade continua florescendo nutrida por uma energia perene.

E sabe mais, os amigos melhoram a nossa saúde.

Eles tornam a nossa vida menos árdua e nos permitem viver mais e melhor.

É o que aponta o artigo da New York Times – What are friends for?   (para que servem os amigos) 

Por vezes sentimos um desequilíbrio entre a atenção que dedicamos à amizade e a dedicação vinda do outro lado – não nos deixemos inibir – pode ser culpa nossa. Dê atenção, se ligue e se dedique de coração.

E quando rompemos a amizade, sentimos como se uma parte da nossa história tivesse que ser reescrita – nada disso – não devemos encarar dessa maneira, como li recentemente num artigo do The Guardian – What are friends for? (para que servem os amigos).

Esse artigo é bastante interessante pois aborda a diferença entre família e amigos, e também ao aspecto de dedicarmos tanta atenção numa relação onde há quase um desconhecimento da outra pessoa.

Também não há contrato de amizade – nos aborrecemos e nos afastamos, e com a mesma facilidade com que rompemos, atamos novos laços com outros amigos.

Importante: dê atenção especial aos seus amigos transgeracionais.

Todos nós temos uma tendência a nos juntarmos com amigos da nossa geração – falamos dos Beatles, dos velhos tempos e da calça boca de sino.

E por esse motivo, deixamos de nutrir as nossas amizades de outras gerações, e isso vale tanto para a frente quanto para trás.

Muitas vezes nos afastamos involuntáriamente, por mudança de cidade, de emprego e até de ciclo completo de amizades, mas devemos manter a chama perene das boas amizades.

Os amigos podem ser por utilidade – precisamos deles;

os amigos por prazer – nos divertimos juntos;

os amigos por virtude – uma ligação incondicional;

ou tudo isso juntos. O fato é que nos trazem felicidade e bem-estar.

Se ligue nos amigos.

Passe adiante.

Beco

Conecte alguém com alguém.

Tem sempre alguém buscando alguém para tratar de algum assunto específico. Se você pode ser o elo de ligação, trabalhe nisso.

Conecte.

Você vai ajudar, e no final, o ajudado é você. Pense como é bom conhecer pessoas, saber quem pode te ajudar e saber quem conta com sua ajuda.

A vida é rica na medida em que construímos uma rede solida de relacionamentos.

Construa a sua rede, e ajude as pessoas a construírem suas redes.

As pessoas conhecem pessoas por meio de outras pessoas. Seja o elo de conexão.

Sinta o prazer de ajudar nas conexões.

Relembre quantas conexões importantes você já ajudou a construir.

Hoje mesmo, faça uma conexão se concretizar.

Apresente alguém para alguém.

Passe um nome para alguém.

Passe um telefone para alguém.

Dê uma dica que culmine numa conexão.

Beco

Não se torne invisível.

Não se torne uma pessoa invisível, aquela que é super conectada nas redes socias, mas não é mais vista pelos amigos.

A tecnologia tem sido pródiga em conectar as pessoas.

O celular, MSN, Facebook, Email, whatsup, instagram e tantos outros. Tudo isso facilita as pessoas saberem umas das outras imediatamente. O lado sombrio disso é que estamos nos tornando invisíveis como cabeça de bacalhau. Sabemos que existimos, mas não somos mais vistos.

Conserve o bom humor.

Especialmente com a idade, ficamos carrancudos, inflexíveis e chatos. Aprendi, no entanto, que a atitude bem humorada é um patrimônio valioso. É provável, que com a idade deixemos de ser úteis no sentido prático de prover e participar, mas podemos ainda ser indispensáveis para orientar, dar exemplo, ouvir e aconselhar.

Quando jovens, o bom humor faz com que sejamos queridos.