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Peça.

Peça.

Pedir é abrir as portas para receber.

É a atitude receptiva  – estou pronto para ser agraciado com a graça que estou por receber.

Quando estou com a auto-estima baixa, não me julgo merecedor, e assim estou fechando as portas para receber.

Há momentos em que o adequado é pedir. As pessoas não sabem que você quer, o que você precisa, o que você está disposta a receber.

As pessoas conseguem inferir o que as outras pensam, mas ninguém é adivinho – é preciso pedir – dizer que quer.

Não pense que pode parecer estúpido.

Não pense que a resposta pode ser não.

E pare também com o ciclo vicioso do se, se, se – mas se ele não entender – mas se ela achar abusivo – mas se ele pedir algo em troca que eu não possa retribuir.

Uma outra limitação que impomos a si próprio, é não pedir o que queremos para pedir aquilo que nós sentimos confortáveis pedindo.

Você pode querer agradar os outros, e tem ainda o receio de não querer passar dos limites, mas pense se você não está se cerceando.

Faça também uma reflexão do que você realmente quer.

Quando se trata de pedir ajuda, as limitações auto-impostas são grandes. Tem o sentimento de não querer parecer um perdedor, um fraco. Isso merece ser trabalho, e tem a ver com a prepotência.

Também, criamos uma noção por vezes, distorcida do que é possível, e assim colocamos de pronto um limitação por achar que não será possível ser atendido.

Um medo da reação das pessoas aos nossos pedidos também é uma limitação. Nos sentimos bobos. Nos sentimos egoístas, querendo muito para nós mesmos.

 Achamos que podemos ler a mente das pessoas e já pulamos para o quadro da reação sem ao menos passar pelo pedido.

O ato de pedir merece duas recomendações, e é possível aprender a pedir de forma adequada.

-Não peça algo que coloca o outro numa sinuca, no corner, sem ter pra onde correr. Vai gerar desconforto e pode prejudicar a amizade.

-Peça de forma adequada, educada e objetiva. A forma de pedir pode dar uma interpretação boa ou má, e consequentemente um resultado bom ou desastroso.

Beco

Antes de cuidar dos outros cuide de si próprio.

Não raro, nos metemos a ajudar os outros, a nos preocupar com os outros e até mesmo a nos meter nas vidas dos outros, descuidando de nós mesmos.

Quando entramos num avião, a recomendação de segurança sobre as máscaras de oxigênio nos faz relembram de colocar em nós mesmos e depois colocar naqueles que necessitam ajuda.

É preciso estar em boas condições para pode ajudar os outros.

Aprendi que ninguém enche a vida do outro com um balde vazio. É preciso cuidar bem de si, buscar o seu crescimento pessoal para depois se preocupar em ajudar os outros.

Quando estamos incipientes no nosso crescimento, atados às futilidades, materialismo, raiva e ressentimentos, não estamos ainda em condições de ajudar os outros, dando palpites, recomendações e oferecendo ajuda.

Dizem que pensar em si, antes de qualquer coisa, é um instinto de sobrevivência, mas muita gente dedica mais tempo com os outros que consigo próprio e isso não contribui para a felicidade.

É preciso trilhar o caminho para então ensinar o caminho.

É bom lembrar que, ajudar os outros, não é dar palpite e nem se meter nos assuntos alheios.

Cada um sabe de si, e o que é certo para você pode não ser apropriado para o outro.

Poder ajudar de verdade, é uma benção e uma oportunidade para crescer, fazendo o bem. E se estamos em condições de praticar, devemos fazer de coração.

Ajudar nos faz mais generosos, menos egoístas, mais compreensivos e mais compassivos. Enfim, uma pessoa melhor.

Uma boa recomendação é antes, ajudar a si próprio, tomando o caminho do crescimento pessoal, e ajudar os outros, tão logo se sinta fortalecido para tal.

Isso se parece com amar a si próprio, como precondição para amar aos outros.

Ame a si próprio.

Se mantenha emocional e espiritualmente fortalecido.

Saiba o que realmente quer da vida, não se deixando carregar pela esteira hedônica.

E sinta naturalmente os sentimentos de altruísmo e generosidade dominarem o seu coração.

Estás então pronto para ajudar aos outros.

Beco

Não centralize as coisas.

Você já se sentiu como alguém que tem muita coisa nas suas costas.

Pense se não está na hora de descentralizar, de delegar e compartilhar as responsabilidades.

Isso vale para os assuntos familiares e principalmente para os do trabalho.

Compartilhe as decisões.

Não dê uma de prepotente, assumindo tudo para si.

Não fique com tudo nas suas costas. Para alguém receber a bola é precise que alguém antes passe a bola.

No trabalho, você se sente sobrecarregado, e os seus colegas se sentem subutilizados e desvalorizados.

Na família, você se sente sacrificado e os seus familiares limitados e constrangidos.

É um jogo do perde – perde, e vale à pena mudar. Isso tem solução.

No caso dos pequenos em casa, dar-lhes responsabilidades faz parte do aprendizado fundamental para crescer.

Acredite que as pessoas podem fazer.

Tenha clareza e discuta com as pessoas o que tem que ser feito.

Passe para a pessoa certa cada tarefa e ajude no que for preciso.

Encoraje, ensine, motive e reconheça.

Relaxe o seu perfeccionismo de achar que só você pode fazer com qualidade.

Aceite as pessoas como são e aceite os resultados quando forem adequados. Não exija a perfeição.

Isso vai fazer bem para a sua saúde.

Viva melhor, assumindo a sua parte do trabalho.

Não tente ser tudo e fazer tudo.

Você se vê refazendo o trabalho dos outros porque não gostou do resultado?

Você desiste de delegar e acaba fazendo você mesmo?

Por quê?

As pessoas são desqualificadas? – qualifique.

As pessoas não sabem o que devem fazer? – comunique.

As pessoas podem não querer fazer? – motive, estimule, premie.

Não tem gente? – procure, contrate.

As pessoas são lentas, pouco inteligentes, sem iniciativa e sem compromisso?

Será que você não está exigindo demais?

Beco

Deseje o bem para as pessoas.

Desejar o bem para as outras pessoas reflete assim como num espelho, nas coisas que acontecem contigo também.

Quando você se vê como parte dessa bela paisagem que é o mundo, começa a perceber as coisas boas se encaixando perfeitamente na sua vida.

Já comentei numa outra postagem sobre dizer à outra pessoa: fique bem.

Pratique isso no dia-a-dia. Sinta o frescor e a leveza dos relacionamentos, mesmo que seja com o caixa do supermercado.

Faça isso silenciosamente sempre que for o caso. Ao encontrar alguém em dificuldade ou padecendo de algum mal, sinta a compaixão e silenciosamente, deseje-lhe o bem, e sinta a calma e a paz te dominar.

Alguns chamam de poder da mente, outros a chamam de força cósmica, mas prefiro não chamar de coisa alguma, simplesmente o desejo de fazer parte de algo bom.

Faça de coração.

Quando nos colocamos em posição de desejar o bem para alguém, mudamos o nosso próprio referencial e os pensamentos sobre nós mesmos. É como se nos posicionássemos em outro ponto da estrada e dali, vislumbrássemos uma nova perspectiva.

Se você for religioso, coloque o nome das pessoas em suas orações.

Descubra uma maneira própria de desejar o bem das pessoas.

Não se esqueça de desejar o bem a si próprio.

Beco

Passe o bastão.

Chega uma hora em que devemos passar o bastão para os outros.

Temos que ter sucessores nas nossas empreitadas.

Na condução da liderança familiar, pode chegar a hora de passar as decisões para os filhos. Faça isso com serenidade.

Ensine e passe adiante o que aprendeu. Não vamos durar para sempre, e seria uma pena ver todo esse conhecimento e experiência desperdiçados.

Não faça por se tornar insubstituível.

Ensinar o que aprendeu, principalmente para os pequenos é fundamental.

Passe o bastão da fé, da coragem, da persistência.

Passe o bastão da honestidade, da amizade do coleguismo.

Invista nas gerações futuras, nas suas gerações futuras.

Não guarde para si os ensinamentos que podem servir para os outros.

No ambiente do trabalho, é importante passar o bastão. Não tenha receio de ser substituído antes da hora.

Se lembre de você mesmo quando começou a carreira, quando era jovem, indeciso e inexperiente.

Se lembre das ajudas e lições que recebeu de graça. Faça o mesmo, ajude quem está começando e passe adiante as pérolas de conhecimento e sabedoria que você acumulou.

Se você foi um bom aluno na escola da vida, e aprendeu tudo direitinho, é sinal que pode ser um excelente professor. Bote isso em pratica.

Você sabe o quanto as dificuldades podem ser imprevisíveis. Passe a experiência de quem já esteve em igual situação, para quem ainda não enfrentou coisa parecida.

A importância da opinião de uma pessoa experiente quando estamos em dificuldades é de um valor inestimável. Você, que passa tal conhecimento, pode não perceber o valor, mas quem recebe o ensinamento sabe o valor.

Você já foi inexperiente e sabe muito bem.

Beco

Se livre das compulsões.

Reconheça a seu comportamento compulsivo, qualquer que seja.

O excesso, motivado pela compulsão, vai faltar em algum lugar precioso, e a felicidade e o bem-estar podem ser prejudicados.

Quando for o caso, procure ajuda profissional. Fique atento para os alertas dos seus familiares e amigos mais próximos. O comportamento compulsivo não é facilmente auto percebido assim como a febre, a gripe ou outro sintoma físico.

Compenetrado é diferente de compulsivo.

Muita coisa na nossa vida exige uma concentração e foco, mas a obsessão e a compulsão por aspectos pouco construtivos, pode se caracterizar em uma patologia que exige atenção.

Alguns comportamentos podem complicar a vida do indivíduo, a compulsão por comprar, ou mesmo ganhar dinheiro, assim como a compulsão por sexo, comida e jogo.

Observe se você anda fazendo muito de alguma coisa e que seus amigos julgam um excesso.

Observe ainda se os seus amigos não estão se afastando de você por desse comportamento, e reflita se isso não é uma compulsão.

Às vezes são apenas idéias recorrentes que não saem da sua cabeça e acabam dificultando a própria vida cotidiana.

Alguns comportamentos aparentemente inofensivos, como a compulsão por limpeza e faxina, ou mesmo organização podem atrapalhar.

Estava outro dia, assistindo pela enésima vez o filme – Melhor Impossível, onde o ator Jack Nicholson, interpreta um escritor com vários comportamentos compulsivos, que o afastou do convívio normal com as pessoas.

O tratamento e a cura, no filme, vieram com a descoberta de um grande amor.

Fique atento, e aceite ajuda.

Beco

Apenas uma ligação telefônica.

Conversamos com Deus e todo o mundo pelo celular, mas quando a coisa pega, ficamos ruminando e não nos ocorre ninguém para ligar e pedir alguma ajuda.

O que está acontecendo?

Estudos científicos mostram o efeito benéfico de uma ligação telefônica para os casos de depressão: tele-therapy helps with depression.

Porque não conseguimos vencer essa barreira quando procuramos uma conexão amiga?

Temos que construir essa intimidade ao telefone.

Vamos reconhecer, vivendo em grandes metrópoles, está cada vez mais difícil estar junto, pessoalmente, para oferecer ou pedir ajuda.

Aquela conversa pessoal e reservada está sendo bastante substituída por uma ligação celular.

Mas ela tem que acontecer. É preciso estabelecer a intimidade para pedir ajuda e oferecer ajuda.

Nós temos as conexões que cultivamos, colhemos o que plantamos.

As trocas de solidariedade são construídas, na alegria e na tristeza.

Não devemos trocar apenas quando coisas boas acontecem – ligar no aniversário – ligar quando conseguem um bom emprego – quando fazem uma viagem fantástica – para contar novidades.

Se ligamos apenas para fofocar, cobrar questões burocráticas, as pessoas tampouco vão nos ligar para assuntos mais pessoais.

Ninguém vence a barreira assim de repente.

Muita gente para ligar e nenhuma para ligar.

Você se sente embaraçado, desajeitado pedindo ajuda?

Você sente que está incomodando?

Isso é uma troca. O que você tem dado em troca?

O que você tem oferecido?

Você liga para as pessoas com problemas para saber se estão bem, ou se precisam de ajuda?

Você liga para oferecer ajuda quando sabe que alguém passa por dificuldades?

Alguém te liga para saber como você está, sabendo que você está com dificuldades?

Se somos bons par ajudar, seremos bons para pedir ajuda.

O primeiro passo para mudar isso não é sair pedindo ajuda, mas oferecer ajuda de vez em quando, sempre que souber que algum amigo está precisando.

Pedir ajuda não é um sinal de fraqueza ou incompetência.

Beco