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Preciso de alguém que cuide de mim.

Não é assim que nos sentimos uma vez ou outra?

Parece que cuidamos de todo mundo, mas afinal – quem vai cuidar de mim?

Nos sentimos emocionalmente subnutridos, carentes, meio abandonados.

Precisamos de atenção.

Quando isso acontece, uma excelente recomendação é cuidar dos outros.

Mostre apreço por suas boas qualidades.

Mostre apreço por suas boas qualidades. Faça uma reflexão daquilo de bom que você tem feito.

Sinta apreço pelo seu lado bom.

Perceba as qualidades que você tem.

Pense numa única coisa que você faz bem.

Pense em algo bom que você é capaz de fazer.

Onde vou encontrar ajuda?

Porque a vida é tão dura?

Onde posso encontrar ajuda?

Quem vai me tirar desta?

Quando estamos abertos a receber ajuda, a ser ajudado, podemos encontrar ajuda por todos os lados.

Quando for grave, você deve sempre optar por procurar um profissional.

Somos ajudados todo momento, com um sorriso, um encorajamento, uma palavra de apoio.

Talvez a coisa mais importante nesses momentos, e se ajudar a si próprio.

As pessoas podem te ajudar a se levantar, mas você precisa fazer uma forcinha. Você precisa se empenhar.

Você nunca está sozinho, há sempre uma Força Superior que age quando você não sabe o que fazer.

No entanto, é preciso que sua mente esteja aberta para receber os sinais, as mensagens, a luz.

A ajuda sempre estará lá, e os caminhos serão revelados, mas é preciso estar com os olhos bem abertos e a mente aberta para perceber.

As pessoas podem até querer ajudar, mas é difícil ajudar uma pessoa que se fecha.

Quando nos julgamos onipotentes, falamos como se não precisássemos de ajuda, quando na verdade estamos perdidinhos – ninguém vai adivinhar.

Embora o nosso mundo civilizado seja largamente baseado na ajuda mútua, às vezes é difícil vencer a barreira de pedir ajuda, como comenta o artigo do New York Times – Why is Asking for Help so Difficult? – Porque pedir ajuda é tão difícil?

Comenta o artigo que as barreiras comuns são:

-o medo de ser julgado como fraco, necessitado e incompetente;

-o medo de que a sua fraqueza seja utilizada contra você;

-o medo de perder o controle da vida;

-o medo de que algo seja pedido em troca no futuro;

-a questão de quanto isso vai me custar, ou qual vai ser o preço.

Se juntar a um grupo de auto-ajuda pode ser um caminho fantástico, dependendo da ajuda que está procurando.

A vida moderna nos distancia dos familiares, e é uma pena, pois a sua ajuda pode estar nos membros da família. Um irmão mais velho, a mãe, o pai, os tios e até primos mais velhos.

Os amigos são sempre um colchão para te amortecer nas quedas – faça amigos, preserve seus amigos, cuide dos seus amigos.

Lidar com a ajuda é um fenômeno interessante.

A nossa prepotência muitas vezes nos deixa em desvantagem, fingindo saber o que não sabemos, ou que conseguimos fazer o que sabemos que não conseguimos. Aceitar ajuda, pedir ajuda parece tão difícil, e o pior é que é grátis.

As mulheres, segundo estudos, pedem mais ajuda. Não é porque elas se metem mais em encrencas, mas sim porque elas são mais habilidosas em pedir ajuda.

Nora Klaver que publicou o livro – “Mayday! Asking for Help in Times of Need” – Socorro! Pedindo Ajuda em Tempos de Necessidade, diz que as pessoas pedem ajuda de maneira inadequada, usando a culpa, a coerção e a chantagem.

Diz Nora que pedimos pena quando queremos assistência, que pedimos à pessoa errada, e que as experiências fracassadas do passado nos inibem de pedir ajuda no futuro.

Não estamos sozinhos nesse mundo, e é sempre bom contar com ajuda.

Beco

Peça.

Peça.

Pedir é abrir as portas para receber.

É a atitude receptiva  – estou pronto para ser agraciado com a graça que estou por receber.

Quando estou com a auto-estima baixa, não me julgo merecedor, e assim estou fechando as portas para receber.

Há momentos em que o adequado é pedir. As pessoas não sabem que você quer, o que você precisa, o que você está disposta a receber.

As pessoas conseguem inferir o que as outras pensam, mas ninguém é adivinho – é preciso pedir – dizer que quer.

Não pense que pode parecer estúpido.

Não pense que a resposta pode ser não.

E pare também com o ciclo vicioso do se, se, se – mas se ele não entender – mas se ela achar abusivo – mas se ele pedir algo em troca que eu não possa retribuir.

Uma outra limitação que impomos a si próprio, é não pedir o que queremos para pedir aquilo que nós sentimos confortáveis pedindo.

Você pode querer agradar os outros, e tem ainda o receio de não querer passar dos limites, mas pense se você não está se cerceando.

Faça também uma reflexão do que você realmente quer.

Quando se trata de pedir ajuda, as limitações auto-impostas são grandes. Tem o sentimento de não querer parecer um perdedor, um fraco. Isso merece ser trabalho, e tem a ver com a prepotência.

Também, criamos uma noção por vezes, distorcida do que é possível, e assim colocamos de pronto um limitação por achar que não será possível ser atendido.

Um medo da reação das pessoas aos nossos pedidos também é uma limitação. Nos sentimos bobos. Nos sentimos egoístas, querendo muito para nós mesmos.

 Achamos que podemos ler a mente das pessoas e já pulamos para o quadro da reação sem ao menos passar pelo pedido.

O ato de pedir merece duas recomendações, e é possível aprender a pedir de forma adequada.

-Não peça algo que coloca o outro numa sinuca, no corner, sem ter pra onde correr. Vai gerar desconforto e pode prejudicar a amizade.

-Peça de forma adequada, educada e objetiva. A forma de pedir pode dar uma interpretação boa ou má, e consequentemente um resultado bom ou desastroso.

Beco

Antes de cuidar dos outros cuide de si próprio.

Não raro, nos metemos a ajudar os outros, a nos preocupar com os outros e até mesmo a nos meter nas vidas dos outros, descuidando de nós mesmos.

Quando entramos num avião, a recomendação de segurança sobre as máscaras de oxigênio nos faz relembram de colocar em nós mesmos e depois colocar naqueles que necessitam ajuda.

É preciso estar em boas condições para pode ajudar os outros.

Aprendi que ninguém enche a vida do outro com um balde vazio. É preciso cuidar bem de si, buscar o seu crescimento pessoal para depois se preocupar em ajudar os outros.

Quando estamos incipientes no nosso crescimento, atados às futilidades, materialismo, raiva e ressentimentos, não estamos ainda em condições de ajudar os outros, dando palpites, recomendações e oferecendo ajuda.

Dizem que pensar em si, antes de qualquer coisa, é um instinto de sobrevivência, mas muita gente dedica mais tempo com os outros que consigo próprio e isso não contribui para a felicidade.

É preciso trilhar o caminho para então ensinar o caminho.

É bom lembrar que, ajudar os outros, não é dar palpite e nem se meter nos assuntos alheios.

Cada um sabe de si, e o que é certo para você pode não ser apropriado para o outro.

Poder ajudar de verdade, é uma benção e uma oportunidade para crescer, fazendo o bem. E se estamos em condições de praticar, devemos fazer de coração.

Ajudar nos faz mais generosos, menos egoístas, mais compreensivos e mais compassivos. Enfim, uma pessoa melhor.

Uma boa recomendação é antes, ajudar a si próprio, tomando o caminho do crescimento pessoal, e ajudar os outros, tão logo se sinta fortalecido para tal.

Isso se parece com amar a si próprio, como precondição para amar aos outros.

Ame a si próprio.

Se mantenha emocional e espiritualmente fortalecido.

Saiba o que realmente quer da vida, não se deixando carregar pela esteira hedônica.

E sinta naturalmente os sentimentos de altruísmo e generosidade dominarem o seu coração.

Estás então pronto para ajudar aos outros.

Beco

Não centralize as coisas.

Você já se sentiu como alguém que tem muita coisa nas suas costas.

Pense se não está na hora de descentralizar, de delegar e compartilhar as responsabilidades.

Isso vale para os assuntos familiares e principalmente para os do trabalho.

Compartilhe as decisões.

Não dê uma de prepotente, assumindo tudo para si.

Não fique com tudo nas suas costas. Para alguém receber a bola é precise que alguém antes passe a bola.

No trabalho, você se sente sobrecarregado, e os seus colegas se sentem subutilizados e desvalorizados.

Na família, você se sente sacrificado e os seus familiares limitados e constrangidos.

É um jogo do perde – perde, e vale à pena mudar. Isso tem solução.

No caso dos pequenos em casa, dar-lhes responsabilidades faz parte do aprendizado fundamental para crescer.

Acredite que as pessoas podem fazer.

Tenha clareza e discuta com as pessoas o que tem que ser feito.

Passe para a pessoa certa cada tarefa e ajude no que for preciso.

Encoraje, ensine, motive e reconheça.

Relaxe o seu perfeccionismo de achar que só você pode fazer com qualidade.

Aceite as pessoas como são e aceite os resultados quando forem adequados. Não exija a perfeição.

Isso vai fazer bem para a sua saúde.

Viva melhor, assumindo a sua parte do trabalho.

Não tente ser tudo e fazer tudo.

Você se vê refazendo o trabalho dos outros porque não gostou do resultado?

Você desiste de delegar e acaba fazendo você mesmo?

Por quê?

As pessoas são desqualificadas? – qualifique.

As pessoas não sabem o que devem fazer? – comunique.

As pessoas podem não querer fazer? – motive, estimule, premie.

Não tem gente? – procure, contrate.

As pessoas são lentas, pouco inteligentes, sem iniciativa e sem compromisso?

Será que você não está exigindo demais?

Beco

Deseje o bem para as pessoas.

Desejar o bem para as outras pessoas reflete assim como num espelho, nas coisas que acontecem contigo também.

Quando você se vê como parte dessa bela paisagem que é o mundo, começa a perceber as coisas boas se encaixando perfeitamente na sua vida.

Já comentei numa outra postagem sobre dizer à outra pessoa: fique bem.

Pratique isso no dia-a-dia. Sinta o frescor e a leveza dos relacionamentos, mesmo que seja com o caixa do supermercado.

Faça isso silenciosamente sempre que for o caso. Ao encontrar alguém em dificuldade ou padecendo de algum mal, sinta a compaixão e silenciosamente, deseje-lhe o bem, e sinta a calma e a paz te dominar.

Alguns chamam de poder da mente, outros a chamam de força cósmica, mas prefiro não chamar de coisa alguma, simplesmente o desejo de fazer parte de algo bom.

Faça de coração.

Quando nos colocamos em posição de desejar o bem para alguém, mudamos o nosso próprio referencial e os pensamentos sobre nós mesmos. É como se nos posicionássemos em outro ponto da estrada e dali, vislumbrássemos uma nova perspectiva.

Se você for religioso, coloque o nome das pessoas em suas orações.

Descubra uma maneira própria de desejar o bem das pessoas.

Não se esqueça de desejar o bem a si próprio.

Beco