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Um conselho: em vez de sofrer com a realidade seja mais transigente

Um conselho: em vez de sofrer com a realidade seja mais transigente

Não seja tão rígido nas suas convicções, a vida muda, o mundo evolui, e a idade vai te trazer um novo olhar para a grande maioria dos assuntos.

Seja mais flexível. Não seja tão cabeça dura e a vida vai te parecer menos complicada.

A intransigência nos faz infelizes a cada decisão e a cada desdobramento. Sofremos imensamente com tudo que foge ao nosso controle, a ansiedade e o estresse tomam conta.

Nunca, demora um pouco

Temos o hábito de dizer que nunca vamos fazer isso, ou tolerar aquilo ou perdoar aquela pessoa. Nunca pode demorar um pouco, mas pode chegar, e isso vai nos ensinar a sermos mais flexíveis.

Quando somos intolerantes, radicais, definitivos, sofremos muito com o mundo que nos cerca, pois nada é assim tão afirmativo.

A tolerância e a flexibilidade são atributos importantes para navegarmos nesse mundo de tanta incerteza, injustiça e distorções.

Nada é perfeito e temos que aprender a tolerar certas coisas, ou não vamos viver em paz.

Desaprendendo sobre diferenças.

Estamos sempre aprendendo e desaprendendo sobre diferenças. Quando crianças, não sabíamos como distinguir as pessoas de acordo com seu nível social, cor ou qualquer outra discriminação de ordem econômica. Com o tempo, aprendemos a fazer isso e ativamos o preconceito, a segregação e tantos outros males.  Temos que desaprender a procurar diferenças.

Somos pessoas comuns, iguais, vivendo a mesma experiência neste lugar. O fato de enfrentarmos circunstâncias diferentes seja no nascimento ou no curso da vida, não nos faz indivíduos privilegiados ou desgraçados.

As diferenças que notamos não devem representar qualquer limitação para nos relacionarmos plenamente com qualquer um que seja. Temos que desligar o mecanismo mental de procurar diferenças, como se quiséssemos entrar no íntimo de sua conta corrente ou do seu guarda roupas.

Se render para vencer.

É um paradoxo essa questão de se render para vencer.

Guardo a imagem de que a rendição significa a escravidão, certamente fruto das minhas brincadeiras de mocinho e bandido, dos filmes de cowboy. Quem se rendia, tinha que se submeter, se tornava escravo do vencedor.

Mas na vida real, na luta do cotidiano, aprendi que se render, em muitos aspectos significa a liberdade.

Não se ofenda rapidamente.

Evite que as ofensas te afetem rapidamente. Não deixe a temperatura da água se elevar de repente.

Estabeleça um retardo entre a suposta ofensa e a sua indignação. Não se deixe impactar, sem que um espaço de tempo sirva de colchão, amortecendo o estrago emocional.

Com um pouco de retardo, o perdão pode entrar em cena e tornar esse evento insignificante.

Até que ponto isso tem importância? Qual a importância que isso vai ter daqui a uma semana, um mês.

Não julgue tanto as pessoas.

Quem julga muito ama pouco. Não julgue tanto as pessoas.

Já dizia Madre Tereza, quem perde muito tempo julgando as pessoas, não tem tempo para amá-las, e eu acho isso absolutamente verdadeiro, pois o julgamento não deixa espaço para o amor, a apreciação, a admiração.

Pensamos estar sendo racionais, fazendo um julgamento imparcial e objetivo, mas estamos impedindo que os nossos relacionamentos sejam virtuosos, que o amor ultrapasse essa dura capa de prepotência e arrogância que estamos construindo ao julgar os outros.

As pessoas fazem coisas que não gosto.

Não há como evitar, algumas pessoas fazem coisas que não gosto.

Passo logo para o meu modo de julgamento, rotulando e criticando.

Sei que isso torna a minha vida ácida e o meu dia pesado, tenho que deixar ir.

Não devo aceitar maus tratos, provocações e agressões, mas a grande maioria dos incidentes desse tipo se enquadra em coisa ditas, comentários maldosos e atitudes sem importância que demos deixar passar.