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Não é justo.

Não é justo. Será que eu vou ter que aguentar isso tudo sozinho?

O mundo não é justo.

Devo parar de reclamar da vida e aceitar que o mundo é isso aí, e a vida é como ela é.

Não é conformismo e nem resignação, pois não vou abaixar a cabeça em nenhum momento e nem vou me fazer capacho.

Sei que quando penso que tudo está errado, e a minha expectativa da vida foram todas frustradas, estou assumindo a atitude de perdedor.

Não há nada de errado com você.

Não pense que há algo de errado com você simplesmente porque as coisas não acontecem conforme você espera, ou as barreiras se mostram maiores e inusitadas.

As dificuldades aparecem para todo mundo, mas temos uma tendência de achar que coisas boas acontecem para os outros, e para nós, foram reservadas pistas escorregadias, pedregulhos soltos pelo caminho e marimbondos enfurecidos.

Nada disso, e não há nada de errado com você. Escreva isso num papel e deixe na sua mesa de trabalho para ser lido todas as manhãs antes de começar a sua jornada diária.

Não quero outra vida.

Aceito a vida que tenho.

Não tenho posses e nem sou celebridade. Sou uma pessoa bem comum, de uma família comum, com amigos comuns.

Não vivo no luxo, embora não me falte nada, até porque tenho expectativas bastante modestas quando se trata de bens materiais, conforto e status.

Tenho problemas como todo mundo e tenho que trabalhar como todo mundo, e aceito cada aspecto da minha luta.

E com tudo isso, seja o bem ou o mal, perdas e ganhos, aceito a minha vida completamente, e não quero outra vida.

Pensamentos circulares martelando na cabeça.

De novo aquele pensamento rondando a minha mente. Nem bem me distraí com alguma coisa e lá vem aquele desconforto e aquela insatisfação com alguma coisa na minha vida.

Isso é o que chamamos de ruminação, os pensamentos circulares que vão e voltam a nos atormentar.

Quase sempre são aspectos que não conseguimos modificar, pois estão fora do nosso alcance, e insistimos em dar tratos à bola, imaginando alguma maneira de mudar.

Aceite a nova realidade.

A vida não um montão de caminhos sem volta. Vivemos indo e vindo, retornando, refazendo e seguindo adiante.

Há momentos, e temos que colocar atenção, em que resistimos em aceitar uma nova realidade e ficamos paralisados, reclamando da vida, maldizendo as pessoas ao invés de seguir adiante.

A vida é curta, como afirma a escritora Gretchen Rubin, os dias são longos, mas os anos são curtos.

Um coração incomensurável.

Pense num coração grande, imenso.

Nos ensina o budismo que ao colocarmos uma gota de veneno num copo d’água, ficamos impedidos de bebê-la. No entanto, se colocarmos a mesma gota no rio, ainda assim poderemos beber a água.

Assim deve ser o nosso coração, incomensurável, e assim suportar todo o veneno da vida. E o veneno não é necessariamente bom ou ruim, simplesmente é a realidade da vida, e temos que suportá-la com serenidade.

Quando conseguimos abraçar o sofrimento e conte-lo dentro do coração, é sinal de que o coração é grande o suficiente.

O fruto maduro apodrece.

O fruto maduro apodrece, nós já sabemos disso. Quanto mais observamos a natureza mais nos damos conta da nossa impermanência, no conceito dos budistas.

Somos passageiros, e a condição humana é passar por essa experiência da melhor maneira possível.

Olhamos a árvore com a sua copa verde e imponente, mas logo vem o outono e as folhas caem, deixando os galhos desprovidos, quase que como sem vida. Aí vem a vida, as folhas as flores e os frutos, mas nos damos conta que o fruto maduro apodrece.