Aceitação Posts

Não quero outra vida.

Aceito a vida que tenho.

Não tenho posses e nem sou celebridade. Sou uma pessoa bem comum, de uma família comum, com amigos comuns.

Não vivo no luxo, embora não me falte nada, até porque tenho expectativas bastante modestas quando se trata de bens materiais, conforto e status.

Tenho problemas como todo mundo e tenho que trabalhar como todo mundo, e aceito cada aspecto da minha luta.

E com tudo isso, seja o bem ou o mal, perdas e ganhos, aceito a minha vida completamente, e não quero outra vida.

Pensamentos circulares martelando na cabeça.

De novo aquele pensamento rondando a minha mente. Nem bem me distraí com alguma coisa e lá vem aquele desconforto e aquela insatisfação com alguma coisa na minha vida.

Isso é o que chamamos de ruminação, os pensamentos circulares que vão e voltam a nos atormentar.

Quase sempre são aspectos que não conseguimos modificar, pois estão fora do nosso alcance, e insistimos em dar tratos à bola, imaginando alguma maneira de mudar.

Aceite as coisas que você não pode mudar.

Aceite as coisas que você não consegue mudar. Cabe aqui repetir a valiosa oração da serenidade: Deus, concedei-me a serenidade para aceitar as coisas que eu não posso modificar, coragem para modificar aquelas que eu posso e sabedoria para perceber a diferença.

Devo me concentrar em aceitar tudo aquilo que não tenho o controle, e nem responsabilidade, o que me libera do papel ultra pesado que assumi voluntariamente, consertador do mundo.

Não sou ajudante de Deus. Sou simplesmente um indivíduo procurando fazer o melhor, um dia de cada vez.

O prazer enriquecedor de aceitar outra pessoa

Aceitar outra pessoa tal qual ela é produz um bem estar para nós mesmos. Temos o péssimo hábito de julgar imediatamente a outra pessoa.

Nem bem a compreendemos e já estamos rotulando e enquadrando.

Quando conseguimos aplacar essa tendência para julgar e compreendemos honestamente suas ações e seus motivos, experimentamos uma sensação enriquecedora de usufruir da sua companhia.

Aceitar as outras pessoas é fundamental para convivermos em harmonia.

Tento segurar o que escorre por entre os dedos.

Às vezes tenho o ímpeto de querer controlar tudo e todos.

A vida dos filhos.

A vida da esposa.

A vida do chefe e dos colegas de trabalho.

Isso só para falar das pessoas que me cercam de perto.

Quero também controlar o governo, o presidente, a política.

Quem fui e quem sou.

Já fiz muitos retrospectos da vida.

Já me arrependi de tanta coisa e me culpei por muita coisa que aconteceu ou não aconteceu.

Me arrependi de caminhos não escolhidos, e me ressenti por convívios abandonados.

Sou diferente do que fui, embora procure manter minha identidade e autenticidade.

Não corrija os outros.

Evite corrigir os outros, especialmente na frente de outros.

Não somos professores e nem somos aqueles sabichões que temos sempre algo para corrigir nos outros.

Isso vem sempre da prepotência, de achar que somos como ajudantes de Deus e devemos cuidar para todos sejam perfeitos.

Vem da prepotência de achar que nós sabemos o que é certo e portanto, temos o dever de consertar os outros.