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As perdas.

A nossa vida é marcada por perdas de amigos e familiares.

Parece que ficamos sós, ou que algo muito valioso nos foi retirado repentinamente.

A fé numa Força Superior, e a crença dos caminhos traçados, e para os quais não temos qualquer controle, devem nos prover de serenidade para atravessar mais essa etapa.

Nem tudo é alegria nessa jornada, e caminhamos ganhando novos amigos e perdendo outros queridos.

Atenda quem bate à porta.

A aceitação é uma capacidade que temos que desenvolver. Quando aceitamos, permitimos que aquilo que nos atormenta vá embora.

É o paradoxo da mudança. Exatamente quando aceitamos o que não queremos é que permitimos que ele nos deixe em paz.

Funciona como alguém que bate à sua porta insistentemente. Você sabe que não é alguém que você gostaria de encontrar.

Não quero outra vida.

Aceito a vida que tenho.

Não tenho posses e nem sou celebridade. Sou uma pessoa bem comum, de uma família comum, com amigos comuns.

Não vivo no luxo, embora não me falte nada, até porque tenho expectativas bastante modestas quando se trata de bens materiais, conforto e status.

Tenho problemas como todo mundo e tenho que trabalhar como todo mundo, e aceito cada aspecto da minha luta.

E com tudo isso, seja o bem ou o mal, perdas e ganhos, aceito a minha vida completamente, e não quero outra vida.

Pensamentos circulares martelando na cabeça.

De novo aquele pensamento rondando a minha mente. Nem bem me distraí com alguma coisa e lá vem aquele desconforto e aquela insatisfação com alguma coisa na minha vida.

Isso é o que chamamos de ruminação, os pensamentos circulares que vão e voltam a nos atormentar.

Quase sempre são aspectos que não conseguimos modificar, pois estão fora do nosso alcance, e insistimos em dar tratos à bola, imaginando alguma maneira de mudar.

Aceite as coisas que você não pode mudar.

Aceite as coisas que você não consegue mudar. Cabe aqui repetir a valiosa oração da serenidade: Deus, concedei-me a serenidade para aceitar as coisas que eu não posso modificar, coragem para modificar aquelas que eu posso e sabedoria para perceber a diferença.

Devo me concentrar em aceitar tudo aquilo que não tenho o controle, e nem responsabilidade, o que me libera do papel ultra pesado que assumi voluntariamente, consertador do mundo.

Não sou ajudante de Deus. Sou simplesmente um indivíduo procurando fazer o melhor, um dia de cada vez.

O prazer enriquecedor de aceitar outra pessoa

Aceitar outra pessoa tal qual ela é produz um bem estar para nós mesmos. Temos o péssimo hábito de julgar imediatamente a outra pessoa.

Nem bem a compreendemos e já estamos rotulando e enquadrando.

Quando conseguimos aplacar essa tendência para julgar e compreendemos honestamente suas ações e seus motivos, experimentamos uma sensação enriquecedora de usufruir da sua companhia.

Aceitar as outras pessoas é fundamental para convivermos em harmonia.

Tento segurar o que escorre por entre os dedos.

Às vezes tenho o ímpeto de querer controlar tudo e todos.

A vida dos filhos.

A vida da esposa.

A vida do chefe e dos colegas de trabalho.

Isso só para falar das pessoas que me cercam de perto.

Quero também controlar o governo, o presidente, a política.