A solidão pode matar

A solidão pode matar

O maior risco para a vida das pessoas é a solidão. Mais do que as doenças, mais do que tudo que você pode imaginar. Muitas doenças aparecem e se desenvolvem no árido terreno da solidão.

Recentemente assisti à palestra da Dra. Lissa Rankin, medica, pesquisadora e autora que abordava naquela oportunidade a importância de se preocupar com a solidão.

Impotência:

Muitas pessoas simplesmente se sentem impotentes diante da solidão. É como se nada pudessem fazer para mitigar os seus efeitos. Acreditamos também que isso nos abate sem que tenhamos feito qualquer coisa para provocá-la.

Dra Lissa relata o caso da pequena cidade americana de Roseto que nos anos sessenta apresentava índices invejáveis de saúde, e com o tempo acabou se igualando às estatísticas nacionais.

Roseto – Estados Unidos:

No principio, os estudiosos ficaram intrigados com a boa saúde desses indivíduos. Pesquisaram seus hábitos alimentares, a herança da imigração italiana, a região, e nada disso explicava a sorte que apresentavam.

Concluíram finalmente que o principal fator para essa boa notícia era que eles nunca estavam sozinhos.

O que aconteceu com a saúde da população de Roseto, e como eles perderam essa vantagem no campo da saúde?

Solidão:

Eles simplesmente se tornaram mais solitários, deixaram ir aquele instinto tribal tão natural ao ser humano. Aquela efervescente vida social dos cidadãos, a ligação que tinham uns com os outros foi substituída pelo isolamento.

Dez anos depois do primeiro estudo em Roseto, apareceu o primeiro caso de ataque cardíaco e tudo isso era o prenúncio de uma mudança na vida dessas pessoas que vinha para pior.

Efeitos na saúde:

Quando nos sentimos sós e isolados, a reação neurológica é a mesma provocada por uma ameaça. Nos sentimos atacados, nos estressamos, e o resultado para o organismo humano é o aparecimento de vários problemas de saúde.

O que fazer?

Reflita sobre isso e faça o que for possível para evitar o isolamento. Procure amigos e familiares, coloque a sua energia na construção e preservação dos laços de relacionamento.

Seja agradável, seja querida e desejável nos ambientes que frequenta. Nas suas conversas, não dê respostas que matam todas as perguntas. Não afaste as pessoas.

Não tome pequenas coisas como se fossem pequenas agressões. Pare de acumular pequenos atritos no seu diário. Releve, aceite e procure ser feliz com as pessoas que te cercam.

Sem Comentários

Deixe seu comentário

Deixe uma resposta