Sob o domínio do medo

Sentimos medo por tanta coisa que nem faz sentido. O mundo não está à beira de uma catástrofe, e toda desgraça que te aflige não vai te acontecer.

O temor de ameaças é natural, mas quando este surge, dispara todo um conjunto de reações e sentimentos, alguns inadequados.

Aprenda a lidar com esse impulso, mantendo a tranqüilidade suficiente para tomar as decisões corretas, afastando pensamentos inúteis e danosos.

Sentimento ancestral:

O medo é um sentimento ancestral, e nos livra de muitos perigos, e nesse sentido, é uma questão de sobrevivência. O homem desenvolveu essas reações em milhões de anos de evolução, e temos que agradecer a isso, mas o temor que sentimos hoje é desproporcional diante da realidade moderna.

Deixe o seu medo ancestral te livrar apenas dos perigos reais. Não fantasie sobre os perigos que te cercam.

Às vezes tememos por um evento mesmo quando todas as evidências apontam para a impossibilidade disso acontecer.

Muitas vezes tememos por coisas que vão acontecer com 100 por cento de chance – a velhice, a morte.

Não sofra com o que não deve acontecer.

Tampouco sofra com o que vai acontecer, e aceite a vida com serenidade.

Para as coisas que estão fora do seu controle, há a fé, a esperança, e a aceitação.

Para alguns, fazer uma lista dos medos ajuda. É um exercício que podemos fazer sozinhos. Relacionar cada medo e analisá-los, cada um, com a lupa da realidade e da objetividade é algo que ajuda a desconstruir o medo, tirar tanta tinta vermelha do nosso futuro.

O futuro é incerto em grande escala, mas nem por isso temos que imaginá-lo catastrófico.

A lista pode melhorar o seu discernimento do que é real e do que é fantasioso.

Compartilhe os seus medos com alguém próximo ou um profissional. Isso costuma ajudar.

O medo é também a falta de coragem. Mas a coragem não é ausência de medo.

A falta de coragem pode ser provocada por pouco conhecimento das próprias forças.

Examine suas forças. Examine o quanto você é capaz.

Observe o medo de frente.

Entenda a natureza do seu medo.

Não se deixe dominar. Rubens Sakay (Beco)

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