Sinto que estou fazendo errado.

A vida é um trajeto cheio de erros, acertos e correções.

Temos que ter serenidade para perceber ajustes que temos que fazer na viagem.

Não é o primeiro aviso que recebo, de que tenho que fazer as coisas com mais calma. Tenho uma tendência a correr, apressar o passo, fazer mil coisas juntas. É uma deficiência, e em alguns incidentes, acabo tendo que lidar com resultados indesejáveis.

Há cinquenta dias tive uma ruptura do tendão da mão direita provocada simplesmente pela mania de fazer as coisas apressadamente.

Está no seu DNA:

É algo que está no meu DNA, e tenho que lutar para trazer um pouco de calma, respirar fundo e deixar o organismo entrar em equilíbrio com tudo que me cerca. Sei que o desequilíbrio pode levar a acidentes e posso me machucar.

Não é só esse o meu defeito. Tenho várias deficiências e quero ser capaz, primeiramente de entender e aceitar, e depois tomar alguma medida de correção.

Nem tudo é possível corrigir num tempo razoável, mas não devo perder a chance de tentar.

Enxergar o caminho correto, já é uma benção. É como descer pela margem do rio procurando uma oportunidade de cruzá-lo, e de repente aparece uma ponte. É a oportunidade de cruzar o rio e melhorar.

Não devemos nos desesperar, pois as oportunidades para melhorar a maneira de ser podem se revelar a qualquer instante.

No meu caso, tenho que ter mais calma, paciência, e parar de querer tudo na mesma hora, na correria.

As pessoas mudam:

As pessoas podem mudar ao longo da vida. No começo não acreditava que isso fosse possível, mas pude presenciar mudanças incríveis em alguns amigos, e espero ter eu mesmo, a capacidade de melhorar.

A mudança para melhor nos torna mais leves, felizes. É como trocar um pneu furado, e a partir daí, podemos dirigir com mais desenvoltura, segurança.

Temos que perceber o que há de errado e ter a coragem de corrigir. Sei que é tão difícil quanto abandonar um sapato velho e confortável, mas logo nos acostumamos com o conforto de um novo modo de vida.

Também ocorre quando passamos a cuidar mais de si próprio. Quando começamos a fazer isso, nos sentimos culpados, como se fossemos egoístas, negligenciando com os demais membros da família.

Mas a prática nos brinda com outros sentimentos. Uma valorização pessoal, caminhar de cabeça erguida, fortalecido para ajudar e viver plenamente.                                                                     R.S. Beco

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