Seja autêntico.

Não tenha medo de ser autêntico. Seja você mesmo.

A discussão sobre a autenticidade é cada vez mais atual.

Até o Papa Bento XVI comentou, e foi citado no artigo da New York Times sobre a autenticidade. Diz o Papa que é difícil ver a autenticidade em tempos de redes sociais, na minha opinião, a preocupação do Papa faz sentido.

Prof. Jeff Pooley:

Nesse mesmo artigo, o Prof. Jeff Pooley da Muhlenberg College traz o conceito da autenticidade calculada, onde políticos, celebridades e até os indivíduos comuns, na vida pública e de redes sociais, vendem uma meia autenticidade.

As pessoas calibram aquilo que querem transparecer. Aquilo que querem revelar de si.

Acho que acaba sendo mais um baile à fantasia, onde cada um interpreta o papel da roupa que escolheu vestir, e que pode não ter nada a ver com a sua individualidade.

A autenticidade tem a ver com o seu sentido original.

Ela deve ser desprovida de mentira, falsidade, dissimulação ou manipulação.

É difícil:

Porque é tão difícil ser autêntico?

Primeiro de tudo, é porque é difícil ter uma conversa honesta consigo próprio.

E justamente porque essa conversa não acontece com frequência, acabamos indo a reboque da percepção que temos do mundo.

Quando achamos que o mundo é um lugar hostil, nos escondemos, e escondemos a nossa individualidade.

Quando julgamos que os ataques podem vir de qualquer lado, andamos com uma armadura tão espessa, que nem mesmo nos reconhecemos quando olhamos no espelho.

Saímos de casa já vestindo a armadura, pois não sabemos quem é amigo ou inimigo e nem a hora que ele vai investir contra a gente.

Não há como ser autêntico dessa maneira.

Não se diminua e tampouco vista a armadura.

Experimente a vulnerabilidade, e se sinta confortável com ela.

A conversa honesta que temos consigo próprio permite um diálogo mais honesto e autêntico com o mundo externo.

Isso não quer dizer uma transparência total para tudo e para todos – é mais uma questão de honestidade, especialmente consigo próprio.

Há de ter um grupo restrito de amigos e familiares onde desempenhamos o nosso papel original.

Quando nem isso acontece, é sinal que estamos vivendo a vida como um baile a fantasia.

Beco

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