Se perdoe– perdoe o seu passado.

Às vezes olhamos algumas passagens do nosso passado com a maturidade de hoje e julgamos o jovem eu daquela situação, se esquecendo que ele era inexperiente, imaturo e assustado.

Assim como aceitamos os atos dos adolescentes e jovens de hoje, devemos perdoar o eu mais jovem, e aceitar que ele já aprendeu a lição.

Perdoe o jovem adolescente que foi você.

Um filme que assisti inúmeras vezes, do qual tirei várias lições se chama Shawshank Redemption. No Brasil ele foi editado com o nome – Um sonho de liberdade – e em Portugal, Os condenados de Shawshank.

O personagem, Morgan Freeman é um prisioneiro que passa quase a vida toda preso por conta de um crime que cometeu quando jovem. Todos os anos ele passa por uma entrevista para ver se ele sai em liberdade condicional – o que é negado sucessivamente.

Numa última vez, quando perguntado sobre o crime que cometeu, o arrependimento, a lição aprendida, ele relata o diálogo que teve consigo mesmo. Nesse diálogo que ele fez com o jovem dentro de si, entendeu a inexperiência e a imaturidade do jovem assustado que cometeu o crime lá no passado, e o perdoou – assim ele recebeu a liberdade condicional.

Uma coisa valiosa que aprendi, e que pratico vez por outra, é olhar para as minhas experiências do passado, constatar a lição aprendida e me perdoar.

O perdão, como nos ensina o Prof. Fred Luskin, nos liberta dos grilhões do passado, reduzindo o sofrimento com as feridas do passado.

Enquanto não perdoamos o nosso passado, estamos sempre recriando-o na nossa mente, gastando a nossa energia emocional que deveria estar sendo utilizada para criar um presente positivo.

Perdoar a si próprio é fazer as pazes consigo mesmo. É parar de brigar com aquele jovem inexperiente que você foi.

Reconheça a lição que aprendeu e mostre apreço pela pessoa que se tornou.

Beco

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