Se não existe – não invente.

Essa recomendação não tem nada a ver com a criatividade ou inovação. Alias nesse caso a recomendação é o contrário – invente.

O que comento hoje é a capacidade que temos de inventar problemas que não existem, imaginar situações totalmente descabidas, e seguir elaborando em cima dela.

Temos a capacidade de inventar um problema e fazê-lo crescer desproporcionalmente na nossa cabeça.

Por isso eu digo – se não existe – não invente.

 Como comenta o Dalai Lama no seu website: ”de acordo com a filosofia budista, a felicidade é fruto da mente iluminada e o sofrimento a da mente distorcida. A mente distorcida, em contraste com a mente iluminada não está sintonizada com a realidade.”

Entendo que a mente distorcida está sempre inventando coisas que não existem, e principalmente os problemas.

Outra barreira enorme para a felicidade é levar o problema para onde ele não existe.

Isso é como levar o vírus para uma localidade antes protegida. Acaba contaminando tudo.

Fazemos isso com os problemas.

Um problema do trabalho é levado para o convívio familiar, para os relacionamentos pessoais e acaba contaminando toda a vida, desnecessariamente.

O fluxo contrário também ocorre com freqüência. Um problema pessoal e familiar acaba sendo levado para o trabalho, atrapalhando o seu desempenho e eventualmente te levando a perder o próprio emprego.

Quando olhamos a situação com mais clareza e realidade, vamos perceber que muito do que pensamos serem problemas são apenas miragens – são falsos problemas.

E quando olhamos os problemas na sua verdadeira dimensão, como diz Dalai Lama, com a mente iluminada, os problemas perdem a capacidade de nos dominar.

Podemos assim, com serenidade resolvê-los ou mesmo aprender a conviver com eles.

Beco

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