Se livre do medo.

O medo é um sentimento ancestral.

O medo do escuro ajudou o homem das cavernas a sobreviver por milhões de anos.

Já comentei que coragem não é ausência de medo, e sim a capacidade de agir a despeito do medo.

Por ser um sentimento próprio do ser humano, ele não se afasta por si só. É preciso uma intenção e um trabalho deliberado.

É preciso exercitar, e o benefício vale a empreitada, pois ao sobrepujar o medo, qualquer um expande as suas possibilidades.

O medo, em muitas situações, impõe limitações e influencia negativamente nas decisões.

O medo também pode levar a reações agressivas inadequadas, e isso pode ser ilustrado facilmente em animais, cães e gatos, e se olharmos com atenção, constatamos isso também nas pessoas.

Quando é que isso atrapalha?

Onde está o excesso?

O medo pode te paralisar na busca dos seus sonhos e metas.

Às vezes o medo está relacionado com uma dor do passado. Uma pessoa se recusa a um novo relacionamento amoroso, pois foi magoada no relacionamento anterior.

Sabemos que não devemos colocar o dedo na tomada, pois a última vez que fizemos, quando garoto, não foi uma boa experiência. Isso vai se repetir sempre.

Quando colocamos o dedo na tomada, inconscientemente dizemos para si mesmo: nunca mais vou colocar o dedo na tomada.

O mesmo tipo de feedback influencia novos relacionamentos amorosos.

Quando terminamos dramaticamente um relacionamento, dizemos para si mesmo: nunca mais vou me apaixonar.

Temos que trabalhar essa noção de replicação. Devemos pular um pouco fora da nossa zona de conforto e confronte alguns dos nossos medos.

Algumas dicas:

-Afine sua percepção do que pode se repetir, do que realmente te causou a dor. Quase todo o medo que carregamos tem a ver com a nossa percepção.

-Acredite em você mesmo. Levante a sua auto-estima. Acredite que você é maior que o medo. A baixa auto-estima alimenta e potencializa o medo.

-Acredite e deseje os resultados bons das suas ações e decisões.

Susan Jeffers escreveu um livro: Feel the fear and do it anyway (Sinta o medo e faça assim mesmo), onde diz que muito do medo vem com o sentimento de incapacidade.

O medo de dirigir, esconde o sentimento de incapacidade de dirigir.

Isso vem também acompanhado com a excessiva importância às conseqüências, nesse caso, acidentes, ferimentos e mortes no trânsito. A mente é fértil, e o exercício mental pode parecer aterrador.

É preciso dar a real magnitude às conseqüências das nossas ações e decisões.

A idéia de valentia e coragem em oposição ao medo é errada. Precisamos do medo para nos impedir de cometer grandes besteiras. Precisamos pensar nas conseqüências dos nossos atos, mas não devemos exagerar, o que pode nos levar à imobilidade.

Você se lembra de alguma situação onde queria imensamente fazer alguma coisa, mas o medo te impediu de fazê-lo?

Beco

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