Se já esqueceu, não precisa perdoar

O perdão, como já comentamos, é um ato de amor consigo mesmo, e ter a capacidade de perdoar é uma benção, um alívio. Quando perdoamos, deixamos escorregar dos nossos ombros um peso enorme.

O próximo passo é não precisar perdoar, e preste atenção para os sinais quando isso acontece contigo.

Se o evento que te feriu no passado já foi esquecido, ele não necessita ser perdoado.

Isso é um bom sinal, você já deixou ir.

Perdoar é um bem enorme, não precisar perdoar é maior ainda.

O perdão é pessoal, apontado para alguém que te feriu deliberadamente, mas o benefício é dirigido para si próprio.

Quando nos ressentimos por qualquer coisa, fazemos sempre um cavalo de batalha, e julgamos todos os atos que nos afetam como graves e deliberados, temos aí uma montanha de razões para praticar ao perdão.

Flexibilidade:

Por outro lado, quando somos mais flexíveis, compassivos, empáticos, e não levamos tanta coisa para o lado pessoal, deixando ir muita coisa que de outro modo, faria morada no nosso coração, para o nosso azar.

Quando levamos a vida com mais leveza, rapidamente nos esquecemos das coisas pequenas ofensas, e nesse caso, nem precisamos perdoar.

Isso faz uma diferença grande na nossa vida, pois a prática do perdão é complexa, trabalhosa e dolorida. Muitas vezes não conseguimos avançar, pois não conseguimos nos desligar da pessoa do ofensor. Nem mais atinamos para a ofensa, mas nos conectamos com uma energia demoníaca à pessoa que nos fez mal. Desse modo, inviabilizamos o exercício do perdão.

Certa feita, fui pedir perdão a um colega do trabalho por uma grosseria sem tamanho que eu lhe havia infligido. Tive que relembrá-lo exatamente da ocasião, pois ele havia se esquecido. Eu me senti aliviado, e ele não teve necessidade de me perdoar, tal foi a grandeza do seu coração.

Deixe ir as pequenas coisas, não guarde tanta coisa ruim no seu coração, siga mais leve, e a caminhada será mais saudável, e feliz.

R.S. Beco

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