Saia do círculo vicioso do hedonismo.

Ter mais para ter mais.

Saia do circulo vicioso do materialismo e do hedonismo, como já comentei – ganhar mais dinheiro, fazendo o que não gosta, para comprar o que não precisa, para se exibir para quem sequer gosta.

Quanta energia desperdiçada.

A corrida materialista nos leva a buscar mais bens materiais e quando os conseguimos, temos uma sensação de satisfação, ao qual logo nos habituamos – a adaptação hedônica – e passamos a querer mais da mesma coisa.

Nunca estamos satisfeitos com o que temos, e nos acostumamos com as novidades muito rapidamente.

Para uma satisfação mais duradoura, temos que buscar os motivos dentro de si.

Buscar sentido nas coisas que fazemos e nos objetivos que traçamos.

Conhecer a si mesmo e aceitar a si mesmo é o principal passo para descer da esteira hedônica.

Um estudo conduzido na Alemanha mostrou pontos interessantes para quem quer se manter afastado do hedonismo, ou pelo menos não quer ficar refém dele.

Um ponto que apontou o estudo, sobre pessoas que desceram da esteira hedônica, foi que redefiniram suas prioridades, se afastando das prioridades materiais, se concentrando na família, na generosidade e nos relacionamentos.

Outro ponto, foi a religião. Aqueles que se aproximaram da fé, se afastaram do materialismo – fácil de se entender.

Interessante foi a redução do gap entre o número de horas que as pessoas efetivamente trabalhavam por dia e as horas que gostariam de trabalhar. A redução desse gap denotou maior engajamento no trabalho, o que nos traz novamente para o conceito de fluxo de Mihaly Csiczentmihalyi.

Outro estudo conduzido pela Universidade de Rochester também aponta para a fraca correlação entre felicidade duradoura e o atingimento de objetivos extrínsecos, em contraposição a objetivos intrínsecos.

O blog Lifehacker comenta esse estudo de Rochester e faz um link também com uma conversa interessante com o Dr. George Vaillant, que coordena o estudo mais antigo sobre o bem envelhecer da Universidade de Harvard.

No vídeo, o Dr. Vaillant relata que de acordo com o estudo, as pessoas felizes, conseguiram fazer uso dos mecanismos de adaptação às adversidades da vida. Para isso, é importante que tenhamos uma vida plena e compenetrada, generosa e altruísta, cheia de compaixão e perdão, e portanto fora do círculo vicioso do materialismo.

Segundo o Dr. Vaillant, felicidade é amar, e eu credito que uma pessoa está muito longe de experimentar o verdadeiro amor se está tão entretido em ter.

Beco

Sem Comentários

Deixe seu comentário

Deixe uma resposta