Ricos e pobres.

Recentemente assisti na televisão uma reportagem sobre o Butão, país pobre do ponto de vista econômico, mas afortunado, pois se encontra nos primeiros lugares do ranking de países felizes.

Essa discussão é enorme hoje em dia, especialmente quando os americanos constataram que toda a prosperidade que conseguiram ao longo das décadas, não tornou o país um lugar de gente mais feliz.

Afinal, país rico é país feliz?

Segundo os estudos publicados na Economist, em geral os países mais ricos se colocam melhor no ranking de sociedades felizes, mas vários países fogem a essa regra. 

A Bulgária por exemplo, com a renda per capita elevada, fica lá embaixo no ranking, e Hong Kong, com a renda per capita igual à Dinamarca, perde de longe desta que é a número um do ranking.

O nível de renda permite à população o nível satisfatório de conforto, o que sem dúvida influi no sentimento de bem estar e de felicidade.

É muito difícil se sentir feliz, na extrema pobreza e conflitos armados, sem os elementos da democracia e dos direitos humanos.

No caso do Butão, fruto de iniciativa do seu governante em 1972, os resultados mostram hoje uma população feliz, com a ênfase dada à saúde, ao convívio familiar e à conservação do meio ambiente.

O país disposto a medir o seu desenvolvimento não no Produto Nacional Bruto, mas na Felicidade Nacional Bruta, conforme divulga o New York Times, tem sido fruto de estudos de vários acadêmicos. 

O resultado é uma longevidade maior, um país com florestas preservadas e um desenvolvimento equilibrado com o bem estar, o meio ambiente e as crenças religiosas.

No caso de Butão, a influencia do Budismo é forte, e aparece claramente nas palavras do ex-primeiro ministro: “temos que pensar no bem estar das pessoas em termos mais amplos…o bem estar material é apenas um dos componentes, e isso não garante que você está em paz com o meio ambiente e em harmonia com os outros.”

E o tema felicidade é destaque nos discursos dos dirigentes, por exemplo, a posse do rei em 2008. Ao finalizar o discurso, diz ele: “que o sol da paz e da felicidade brilhe sobre o nosso povo”.

Tem sido também uma tendência nos países desenvolvidos de se medir a riqueza por indicadores mais complexos, que medem o desenvolvimento sustentável, do ponto de vista econômico, social e ambiental.

O próprio indicador de desenvolvimento das Nações Unidas, o IDH é um desses medidores compostos.

O índice utilizado pelo Butão pode ser explorado no site do Centro para Estudos do Butão.

Beco

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