Ressentimentos e retaliações.

Parece que uma coisa convida a outra. Ficamos magoados e logo pensamos na desforra na vingança. Queremos dar o troco.

Funciona como se estivéssemos insatisfeitos com a doçura da vida e colocamos logo uma coisa amarga na boca.

Ficamos com esse gosto amargo nos incomodando, nos corroendo e somos incapazes de cuspir.

Temos que desistir desse comportamento autodestrutivo.

O mundo já tem maldade de sobra e não precisamos contribuir para encher esse balde.

Sofrimento:

A retaliação é um reforço para seguirmos com esses pensamentos negativos povoando a nossa mente. É uma porta escancarada para o próprio sofrimento.

A vingança e a retaliação necessitam que mantenhamos vivas na memória os acontecimentos negativos.

Queremos nos livrar das lembranças negativas, mas a vontade de retaliar não deixa isso se dissolver.

Temos que ter calma, para evitar que a emoção acione imediatamente uma ação contrária.

Deixar o tempo passar, só um pouquinho, vai permitir que o bom senso prevaleça e o desconforto passe.

Não podemos evitar que as pessoas nos maltratem. Podemos no entanto, evitar as pessoas negativas e buscar uma certa distância.

Às vezes acreditamos que o melhor é revidar, mas o melhor é a indiferença, especialmente para nós mesmos.

É difícil pensar corretamente nessas horas, mas temos que pensar mais em nós que no agressor.

Retaliação:

Quando pensamos mais neles, a imagem de uma retaliação vem logo à mente.

Quando pensamos mais em nós, podemos imaginar paz, maturidade e compaixão.

Não é preciso se fazer de capacho para deixar passar algumas coisas do cotidiano.

Uma posição altiva serena e inteligente pode muito bem ser a sua atitude.

Tem gente que não gosta de levar desaforo e opta pelo troco ali mesmo.

Do ponto de vista do seu bem estar, a indiferença ganha de longe como escolha adequada.

Deixe ir a raiva e os ressentimentos.

Beco

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