Recitando as mágoas.

Não faça das mágoas uma fieira de razões para ser infeliz.

Se você se sente sobrecarregado de tantos ressentimentos e mágoas, tente o exercício que vou descrever.

Procure desconstruir os seus ressentimentos começando pelo mais leve.

Relacione os seus ressentimentos e classifique segundo a seguinte ordem.

Categoria 1:

– Ressentimentos graves, provocados por dor e sofrimento provocados por outras pessoas e que não passa um dia sequer que você não fique remoendo-os. Estes são aqueles ressentimentos que explicam a sua tristeza.

Categoria 2:

– Ressentimentos médios, que você relembra com alguma frequência e que ao relembrá-los você fica triste por um tempinho e logo passa.

Categoria 3:

– Ressentimentos leves, que você quase já havia se esquecido deles, mas toda vez que passa por aquele lugar, volta aquela lembrança que te machuca um pouco. Não fosse passar por aquele lugar, esse evento estaria esquecido há muito tempo. Além do mais, você continua se relacionando com aquelas pessoas que te magoaram sem qualquer dificuldade.

Começando pelos ressentimentos mais leves, pegue um em particular e desconstrua-o como se estivesse desmontando um aparelho qualquer. Procure identificar que peça se encaixa em qual, e que evento influi e movimenta o outro.

Procure analisar cada evento com serenidade e honestidade, levando sempre em conta que muito tempo já se passou, e guardar mágoa por tanta coisa é como guardar um aparelho quebrado que nem conserto tem mais.

Ao desconstruir o aparelho da mágoa, você vai se dar conta que é algo tão insignificante que nem merece ser remontado. Simplesmente descarte, perdoa e siga adiante.

Este exercício é fundamentalmente a prática do perdão, para os outros e para si mesmo.

Com o tempo e com a prática, passe gradativamente para as mágoas mais pesadas, e um dia você vai se liberar de tanta carga negativa.

R.S. Beco

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