Raiva – uma falsa sensação de poder.

É muito difícil calibrar o que fazer quando estamos com raiva.

Erramos a mão, erramos a receita – enfim, erramos tudo.

Tive um chefe no trabalho que dizia que precisava estar com raiva de alguém para realizar algo grandioso.

Sempre achei muito estranho essa observação, e hoje entendo a razão.

A raiva pode tomar conta:

É impossível decidir algo com objetividade quando estamos com raiva.

E isso se aplica em tudo. A sua raiva dirigida ao motorista de taxi pode te deixar ali mesmo, a pé, debaixo da chuva. A raiva do atendente no restaurante pode de trazer surpresas desagradáveis na comida.

A raiva nos deixa completamente vulnerável aos ímpetos do nosso ser animal – o homem das cavernas.

Podemos sentir a raiva subindo à cabeça, o calor nas veias, os músculos retesados, e até achar que estamos empoderados, preparados para a guerra. E na maioria das vezes, não é uma guerra grotesca que estamos enfrentando, mas sim, um ajuste fino e sutil nas relações humanas. E para isso, a melhor ferramenta é a serenidade, a calma, a paciência e a empatia.

Compreender:

Compreender exatamente o que está se passado.

O que ela está querendo dizer?

Qual é a intenção por trás de tal atitude?

Quais os interesses envolvidos?

O que cada um está perdendo ou ganhando?

Qual o medo e insegurança que estão atingindo as pessoas nesse momento?

É algo inevitável sentir a raiva tomando conta da gente em algumas situações – somos humanos – somos assim.

É um instinto animal, exatamente como o cachorro que eriça os pelos do dorso, se preparando para reagir, e reagir com muita agressividade.

Não somos o cachorro e tampouco o homem das cavernas.

Podemos lidar com isso.

Respirar fundo, avaliar a situação e avaliar especialmente a nossa situação.

Muitas vezes, ficamos com raiva por coisas que nada tem a ver conosco. Temos que aprender a nos isolar de tanta confusão.

Faça sempre a mesma pergunta: até que ponto isso é importante?

Beco

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