Quem fui e quem sou.

Já fiz muitos retrospectos da vida.

Já me arrependi de tanta coisa e me culpei por muita coisa que aconteceu ou não aconteceu.

Me arrependi de caminhos não escolhidos, e me ressenti por convívios abandonados.

Sou diferente do que fui, embora procure manter minha identidade e autenticidade.

Maturidade:

Ninguém diria que sou outra pessoa – amadureci, aprendi, mudei – mas no fundo sou a mesma pessoa.

Durante muito tempo, me recriminei por tantas bobagens que fiz, especialmente quando jovem.

Uma mescla de culpa, arrependimentos e desejo de um passado melhor me assombraram até que conseguisse me livrar disso tudo.

O esforço para deixar aquilo que fui de errado e a luta para digerir as tentativas frustradas e as cabeçadas na minha jornada foram uma constante.

Fiz muitas coisas boas que povoam os muitos momentos de reminiscências – isso é bom.

Mas as coisas não tão boas é que eram os fantasmas que me assombravam.

Mas aprendi e pratiquei um conceito fundamental: a redenção.

Me voltei para aquele jovem inexperiente que fui, tive uma conversa franca com ele, e o perdoei.

Redimir-me foi algo fantástico.

Já comentei bastante sobre o filme Um Sonho de Liberdade/Os Condenados de Shawshank, com Tim Robbins e Morgan Freeman, que no originou se chamou a Redenção de Shawshank (Shawshank Redemption).

Para mim, a principal lição do filme não foi a busca pela liberdade, mas a redenção, e a razão desta palavra no título do filme.

O ato de redimir-se foi o ato de maior honestidade consigo mesmo que Morgan Freeman mostrou no filme e por isso ele foi colocado em liberdade, após estar condenado à prisão perpétua.

Perdoei quem fui no passado para usufruir melhor quem sou hoje.

Beco

1 Comentário

Grace Nardini

about 5 anos ago

Beco, adoro ler os seus textos diariamente, além de inspiradores, eles me dão muita energia para enfrentar o dia a dia. Obrigada mesmo!

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