Quando não temos mais ninguém para por a culpa

Quando não temos mais ninguém para por a culpa

Muita coisa acontece contrária às nossas expectativas. Fazemos tudo certo, mas é inevitável experimentar alguma decepção. Quando isso acontece, culpamos e nos culpamos, o que merece alguma reflexão.

Quando não encontramos ninguém para por a culpa é sinal de que nos livramos da prepotência.

Isso é um bom sinal, pois deixamos a amargura de conviver com a nossa culpa e a dos outros.

O jogo da culpa:

O jogo da culpa é uma partida que termina com derrotados de todos os lados.

É mais fácil atribuir a alguém ou a alguma coisa a causa da nossa infelicidade e do nosso fracasso.

É muito difícil admitir que temos que mudar e abandonar alguns defeitos de caráter.

Queremos fugir do sofrimento que acompanha a decepção de empreitadas mal sucedidas.

Na insatisfação de objetivos não alcançados, temos a ilusão de que culpando os outros o sofrimento será amenizado.

Às vezes fazemos esse jogo inadvertidamente, sem perceber.

Fulano é mau e eu sou infeliz por causa disso.

O carro quebrou e eu sou infeliz.

Pode ser verdade que a outra pessoa seja má, mas isso tem pouco a ver com o seu bem-estar.

É difícil admitir a minha parte na história toda. Posso estar fazendo corpo mole sobre algo que está no meu controle

Devo aceitar a total responsabilidade sobre a minha felicidade.

Eu trabalho há quase 40 anos e por incontáveis vezes atribui a minha infelicidade ao mau humor do meu chefe.

Hoje sei, uma completa perda de tempo.

A felicidade vem de dentro, aprendi que isso é verdade.

Não há um só dia passado sem qualquer motivo para se irritar, mas se permitir afetar por tais situações é uma escolha de cada um.

É escolha nossa também colocar mais atenção em nós mesmos e menos nas outras pessoas. Isso nos liberta das grades da inveja, da comparação e da culpa.

Enquanto passamos a vida toda querendo ser feliz e buscando a felicidade, muito facilmente nos tornamos prisioneiros na armadilha do jogo da culpa.

Devemos colocar a nossa felicidade nas nossas próprias mãos e não nas mãos de outras pessoas.

Rubens Sakay (Beco)

Sem Comentários

Deixe seu comentário

Please be polite. We appreciate that.
Your email address will not be published and required fields are marked