Punir a mim mesmo.

Tenho que pegar leve comigo mesmo.

Muita crítica denota uma mania de perfeição que não leva a nada, aliás, é uma fonte permanente de estresse.

Quando sentir que estou me punindo mentalmente, com as cobranças excessivas batendo como sino na minha cabeça, eu devo acender o sinal amarelo, que sabe o vermelho.

Essa penitência tem alguma razão concreta? Estou sendo cobrado no trabalho? O relacionamento familiar está exigindo muito de mim? Há alguém em particular me impondo tal cobrança?

Se é que gosto de mim, tenho que fazer alguma coisa. Eu tenho que procurar sentido nessa autopunição.

O que estou querendo provar? A quem estou querendo provar, e o quê?

Estresse – bola de neve:

Muitas vezes isso se processa como uma bola de neve. Um pequeno estresse que acaba contaminando outros setores da vida, e de repente estou impondo a mim mesmo, rigores que não imponho a ninguém.

Tenho que examinar as minhas forças, as minhas qualidades e virtudes.

Devo relembrar as realizações e os momentos onde demonstrei capacidade, empenho e dedicação.

Há situações onde coloco todo o meu esforço, o melhor de mim, e devo ter sempre em mente esses momentos. Provavelmente eu estava no meu melhor.

Não sou tão ruim assim, aliás, sou capaz e não fujo da luta.

Adversidades:

Se eu não temo as adversidades e já dei exemplo de que consigo, não tenho porque me preocupar em demasia.

Devo levantar a cabeça, autoestima elevada, amor a si mesmo e seguir adiante.

Não devo me impor nada além do razoável. Perfeccionismo não é bom.

Além do mais, devo fazer o que dou conta, e não quero me cobrar mais do que isso.

Devo me dar valor pelo que sou, e sei que estou melhorando a cada dia.

Beco

2 Comentários

Jéssica

about 5 anos ago

Sábias palavras Rubens, mais uma vez, obrigada pelo belo post.

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Vicente Sarmento

about 5 anos ago

Que interessante. Procurei por "mudança" cheguei a seu blog. O que vi sobre mudança, não me serviu... porém essa última publicação parece que foi escrita para mim. Estou certo que irei ler e reler algumas vezes antes de retomar meu trabalho. Sinto-me abraçado. de verdade. Muito obrigado por compartilhar isso com o mundo, Beco.

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