Pratique a empatia.

Se coloque na pele do outro. Faça esse exercício. A prática da empatia leva a maior compreensão das pessoas, melhora e fortalece as relações.

Isso vale para qualquer situação. Uma pessoa que sofre de alguma doença. Alguém que sofre uma perda grave, seja de um ente querido, um emprego, ou mesmo algo material.

A empatia ajuda a buscar as causas dos acontecimentos e das atitudes.

Quando praticamos a empatia, não passamos imediatamente da percepção da evento para o julgamento das pessoas.

Compreendemos melhor as pessoas sejam elas do nosso convívio ou não.

Um ponto interessante é sobre a pergunta que se interpõe entre o incidente e o julgamento.

Porquê ela agiu dessa maneira?

Porquê ela disse isso?

 Porque ela se irritou?

Quando nos vemos fazendo a pergunta antes de qualquer julgamento, é sinal que estamos a um passo da prática da empatia.

Quando não praticamos a empatia, percebemos a ação da outra pessoa e passamos diretamente para o julgamento, sem sequer fazer qualquer pergunta.

Do ponto de vista espiritual, é importante experimentarmos um desligamento do nosso sentimento exclusivamente relacionado com o nosso corpo e as nossas sensações, e a empatia é algo nesse sentido pois buscamos sentir o que a outra pessoa está sentindo.

É a nossa emoção e a imaginação trabalhando juntas para produzirmos uma sensação muito importante, deixando de lado o julgamento, a comparação e a racionalidade.

Cito artigo do já mencionado autor Richard Layard sobre a empatia publicado no HuffingtonPost, onde ele comenta a empatia e a felicidade.

Layard diz que o homem tem uma natureza voltada para a empatia – homo empathicus, e por isso a empatia está no caminho para a felicidade.

http://www.huffingtonpost.com/richard-layard/empathic-civilization-whe_b_481530.html

Cito ainda o artigo de Jeremy Rifkin que já foi páginas amarelas da Veja, escreveu obras importantes que dizem muito sobre o futuro das tecnologias e da humanidade.

Ele, um pensador prolífico, e pessoa simpática a quem tive o prazer de ciceronear quando esteve no Rio de Janeiro há alguns atrás.

No seu livro A Civilização Empática fala sobre a nova geração, cujo comportamento evidencia a derrota do homo sapiens para o homo empathicus, definindo uma natureza humana mais empática, engajada, consciente e direcionada para valores intrínsecos e interconectados com a vida.

http://www.huffingtonpost.com/jeremy-rifkin/empathic-civilization-is_b_469546.html

Beco

1 Comentário

Joelson Vellozo Jr.

about 7 anos ago

Além das perguntas, fundamentais para "bloquearmos" o curso compulsivo de julgamento e punição a que nos sujeitamos na ocorrência dos eventos em nosso dia-a-dia, creio que há uma maneira bastante pragmática e efetiva para lidar com o nosso automatismo em apontar o dedo à realidade alheia. Talvez uma maneira menos "racional" e sistemática de lidar com o assunto. Trata-se da prática da "desidentificação". Algo de que a tradição budista fala muito. É relativamente óbvio que carregamos preconceitos e pré-avaliações de situações, pessoas, etc. Trazemos uma "memória genética" das coisas que já nos ocorreram e de pessoas e contextos que já se colocaram em nossas frentes. Daí o motivo pelo qual praticar a desidentificação em relação à recorrência da situação e do julgamento é tão importante. No primeiro sinal de que um velho comportamento ou um velho padrão de julgamento parece se repetir, desidentificar-se dele é a "pedida". No trânsito, não se identificar com a tradicional raiva ao levar uma buzinada. Com os parentes, não se identificar com a velha impaciência e intolerância por sentimentos ou práticas passadas...

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