Pontos em comum.

Procure os pontos em comum que tem com a outra pessoa. Olhe com curiosidade para os mesmos interesses e estabeleça uma conexão a partir daí. O desenvolvimento da valiosa virtude da compaixão se inicia com a percepção de que somos iguais, desfrutamos da mesma experiência humana, seja ela boa ou ruim.

Há sólidos registros de que a sociedade americana apresentou índices maiores de compaixão depois do atentado de 11 de setembro, e isso normalmente acontece quando nos defrontamos com dificuldades, vivemos crises ou mesmo desastres.

A busca de pontos em comum nos impulsiona para a solidariedade, e de maneira mais profunda, a compaixão.

Mas não precisamos viver uma crise pessoal para buscar a compaixão. Podemos exercitar mesmo em tempos de calmaria.

A compaixão e a evolução da nossa espécie:

A compaixão está marcada na nossa evolução, e somos seres compassivos. isso confirma o que Charles Darwin já havia publicado na sua obra The Descent of Man, e esse instinto é maior que o egoísmo e o interesse pessoal, contrariando algumas consagradas afirmações.

Temos o ímpeto de aliviar o sofrimento humano, se aproximando e cuidando, e devemos fazer isso sempre que possível. Estamos dando vazão ao nosso impulso genético, e estamos também fortalecendo o ser generoso e altruísta que sonhamos ser. Precisamos ser assim, pois essa mesma natureza nos brindou com filhos que demoram muito a se tornarem independentes. Temos que cuidar, com amor e generosidade.

Já escrevi um bocado sobre o efeito contagioso da felicidade, generosidade e compaixão, e tudo isso faz parte do pacote da evolução. Precisamos estar unidos para gerar uma comunidade, enfrentar os desafios, produzir, usufruir, saborear.

Gostamos de fazer as coisas juntamente com outras pessoas. Vivemos em comunidade e isso nos faz bem.

Quando encontramos pontos em comum, seja na alegria ou no sofrimento, nos igualamos, nos alegramos e nos compadecemos. Isso nos torna seres evoluídos, e é bom praticar, pois podemos estar atrasados na linha evolucionária.

Somos ligados emocionalmente a outras pessoas, e os estudos mostram que essa ligação acontecem mesmo entre estranhos.

Os estudos neurológicos mostraram ainda, que as partes do cérebro ativados durante um ato de generosidade e altruísmo são as mesmas áreas ativadas quando sentimos prazer, e isso explica a nossa natureza e o ímpeto natural de ser bom e ajudar os outros.

Nos sentimos bem quando somos capazes de aliviar a dor do outro, e esse ímpeto, essa urgência de fazer algo para ajudar  o outro em sofrimento é a compaixão que devemos praticar.

R.S. Beco

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