Permissão para sentir.

Nem todo mundo tem o privilégio de crescer em ambiente familiar saudável.

Podemos ter crescido em ambientes familiares onde o conflito era uma constante.

Relações se rompem, corações se partem, emoções são expostas e temos uma tentação enorme de colocar o nosso coração numa caixa de chumbo.

O mundo é um tanto complicado quando tratamos de sentimentos e o hábito de esconder as emoções pode estar arraigado em nós.

Confusão emocional:

Acabamos confusos.

Não sabemos se devemos nos emocionar.

Não sabemos mais se sentimos ou não.

Funciona como se quiséssemos suprimir os sentimentos.

Ocasiões de muita dor nos remetem para desistir dos sentimentos. Queremos nos afastar de mágoas e sofrimento. Queremos nos liberar do sofrimento e acabamos ficando também sem o lado bom da história, a alegria, o contentamento, a felicidade.

Temos que nos dar permissão para sentir.

Não queremos ser violados. Não queremos ser machucados, mas devemos nos permitir ser humanos.

Mas o que acontece quando conseguimos nos isolar?

Pagamos um preço alto por tudo isso, a tristeza, a depressão, a ansiedade.

Quando ficamos reclusos na nossa caverna, temos também o hábito de ficar ruminando problemas na nossa cabeça, e até pequenos problemas adquirem proporções estratosféricas.

O corpo também sofre:

Tudo que nos machuca na mente, machuca também no corpo. Acabamos sentindo os efeitos em todas as partes do organismo, a digestão, a sexualidade, a imunidade, dores de cabeça.

Embora não seja adequado sairmos gritando e chorando pela rua e ventilando as nossas agruras, temos que ter um canal para expressar os nossos sentimentos.

Temos que abrir o coração, buscar um ombro amigo. E isso pode muito bem ser um familiar, a companheira ou aquele amigo do peito.

Viver sem sentimentos é privar a si mesmo de uma vida plena.

Beco

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