Perfeccionismo e aperfeiçoamento.

Perfeccionismo e aperfeiçoamento são dois conceitos bastante distintos.

Aprendi com a Dra Brené Brown, Prof. da Universidade de Houston, que o aperfeiçoamento tem a ver comigo:

-onde posso melhorar;

-o que dá para melhorar;

-como posso melhorar.

Perfeccionismo:

Ao passo que o perfeccionismo tem a ver com o foco nos outros:

-o que os outros irão pensar;

-como os outros vão me avaliar;

-como vou ficar, em comparação com os outros;

-eu não posso fracassar;

-eu não posso desapontar os outros.

Brené Brown:

Segundo Brown, o perfeccionismo é “um escudo de vinte toneladas que carregamos conosco pensando que irá nos proteger, quando na verdade, é o que nos impede de decolar”.

O perfeccionismo nos impõe o medo de fazer as coisas, e o medo de se mostrar.

Na verdade, o perfeccionismo nos faz se esconder dos outros. É uma crença autodestrutiva alimentadas pelas sensações dolorosas da vergonha, crítica e culpa.

O aperfeiçoamento, por outro lado, é um círculo virtuoso de identificar aquilo que pode melhorar, fazer, avaliar e seguir melhorando, um dia de cada vez.

Sabemos que não podemos fazer tudo hoje, mas sabemos que amanhã seremos brindados com outras 24 horas novinhas em folha.

É um esforço saudável e natural do ser humano – ser uma pessoa melhor a cada dia.

Certamente não queremos ser uma pessoa pior a cada dia.

Temos que nos livrar daquilo que é, na nossa cabeça, a percepção dos outros.

Temos que nos livrar da luta diária de querer parecer ser perfeito – o que definitivamente não somos.

O perfeccionismo é um processo destrutivo na percepção que temos do mundo externo, dos outros, e destrutivo também na nossa relação consigo próprio, no diálogo que estabelecemos conosco.

Por mais paradoxal que possa parecer, o perfeccionismo leva ao desprezo de si próprio – carregado pela culpa e vergonha.

O aperfeiçoamento alimenta o amor próprio, a crença em si próprio, a fé num futuro melhor.

Beco

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